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Por que o pinheiro é usado como árvore símbolo do Natal?

Feliz Natal

Bom dia pessoas de luz!

Hoje postaremos uma versão, dentre as inúmeras que existem, sobre a origem do uso do pinheiro como símbolo do Natal.

E durante toda a semana, postaremos textos relacionados com o Natal: as 12 Noites Santas, outra versão muito interessante sobre a origem do Natal,do Papai Noel, do Presépio, enfim, vários assuntos e curiosidades pertinentes a data.

Esperamos que vocês gostem!

Boa leitura!

Equipe Sabedoria Universal

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O pinheiro enfeitado tornou-se tão familiar na época do Natal que nem sabemos sua origem, mas esta tradição tem raízes muito mais longínquas do que o próprio Natal. Este costume nada tem a ver com o mundo cristão. Ele derivou de uma celebração pagã.

Há muitos, muitos séculos, os povos costumavam celebrar o solstício de inverno – que é um fenômeno astronômico usado para marcar o inicio do inverno no Hemisfério Norte e ocorre por volta do dia 21 de dezembro, quando o sol atinge a maior distância angular em relação ao plano que passa pela linha do equador. É considerado o dia mais curto do ano. Esta data tinha grande importância para diversas culturas antigas que associavam, simbolicamente, a aspectos como o nascimento ou renascimento e realizavam celebrações e festivais ligados às suas religiões.

Nesta época, os romanos enfeitavam árvores em honra de Saturno, deus da agricultura.

Os egípcios traziam galhos verdes de palmeiras para dentro de suas casas, como símbolo de triunfo da vida sobre a morte.

Nas culturas célticas, os druidas tinham o costume de decorar velhos carvalhos com maças douradas para festividades também celebradas na mesma época do ano.

Os povos germânicos costumavam usar um pinheiro para celebrar esta data, e a árvore, sempre verde, simbolizava a energia vital e lembrava aos homens que, mesmo em pleno inverno, a natureza não está morta e se prepara para iniciar um novo ciclo de vida.

Segundo a tradição, São Bonifácio, no século VII, pregava na Turíngia (uma região da Alemanha) e usava o perfil triangular dos pinheiros como símbolo da Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo). Assim, o carvalho, até então considerado como símbolo divino, foi substituído pelo triangular abeto.

Na Europa Central, no século XII, penduravam-se árvores com o ápice para baixo em resultado da mesma simbologia triangular da Santíssima Trindade.

Mais tarde, quando da expansão do cristianismo na Europa, esta festa do dia 21 de Dezembro foi adaptada aos usos cristãos, e assim o pinheiro entrou nas nossas casas, transformando-se em árvore de Natal.

As primeiras decorações foram as hóstias, depois seguiram-se as guloseimas para as crianças que se portassem bem. Nos finais do século XVI, o pinheiro de Natal era enfeitado com grinaldas de flores de papel e nozes prateadas ou douradas. Foi só no século XVIII que as velas fizeram a sua aparição. No século XIX os alemães começaram a fabricar ornamentos em vidro soprado para decorar as árvores de Natal.

Com o andar dos tempos, a tradição da árvore de Natal tem-se alargado a todo o mundo, estando sempre em plena evolução.

Existem, ainda, muitos contos e lendas sobre o pinheiro. Conheça uma delas:

“Quando o Menino Jesus nasceu, todas as pessoas ficaram alegres. Crianças, homens e mulheres, pobres e ricos vinham vê-lo, trazendo presentes.

Perto do estábulo onde dormia o Menino Jesus, num berço de palha, havia três árvores: uma palmeira, uma oliveira e um pinheiro.
Vendo aquela gente que ia e voltava, passando embaixo dos seus galhos, as três árvores quiseram também dar alguma coisa ao Menino Jesus.
– Eu vou dar a minha palma maior, a mais bela, para que a mãe dele abane docemente o bebê, disse a palmeira.
– Eu vou apertar minhas olivas e elas servirão para amaciar suas maõzinhas e seus pezinhos, disse a oliveira.
– E eu? Que posso dar? Perguntou o pinheiro.
– Você, responderam as outras – você não tem nada para dar. Suas agulhas pontudas poderiam picar o Menino Jesus.
O pobre pinheirinho sentiu-se muito infeliz e respondeu tristemente:
– É mesmo, vocês têm razão: eu não tenho nada para oferecer.
Um anjo que estava ali perto, escutou a conversa e teve pena do pinheirinho, tão humilde, tão triste, que nada podia fazer porque nada possuía.
Lá no céu, as estrelinhas começaram a brilhar. O lindo anjinho olhou para o alto e chamou-as. No mesmo instante elas desceram, com boa vontade, e foram colocar-se sobre os ramos do modesto pinheirinho que ficou todo iluminado.
Dentro do estábulo, os olhos do Menino Jesus, ao ver aquela árvore tão linda, ficaram brilhantes e felizes.
É por isso que as pessoas, até hoje, enfeitam suas casas com luzes, estrelas e pinheiro, na véspera de Natal.”

Que a Luz ilumine sua vida!

Márcia de Lucena Saraceni

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