Forças e fraquezas: Você sabe quais são as suas?

A última ceia

Você conhece a famosa pintura de Leonardo da Vinci chamada “A última ceia”? Conta-se que para executá-la, Leonardo decidiu procurar 13 modelos masculinos diferentes, um para cada discípulo e um para posar como Jesus. E assim começou uma longa busca.

Certo dia, durante a missa, Leonardo ouviu uma música angelical. Ao se voltar para o coro, seu olhar se encontrou com o de um jovem que correspondia exatamente à imagem de Jesus. Terminada a missa, Leonardo convidou o jovem para posar. Na semana seguinte, o rapaz passou quatro dias posando no estúdio de Leonardo, em Milão.

Ao fim de 11 meses, Leonardo havia encontrado e pintado todos os personagens da cena, à exceção de Judas. Durante 11 anos, o artista vagou em vão pelas ruas da cidade em busca de um homem que encarnasse a imagem que fazia de Judas.

Leonardo finalmente concluiu que devia procurar nas prisões de Milão, um homem que tivesse dor e raiva nos olhos, uma áspera impaciência no rosto, cicatrizes de orgulho e amargura nas faces e carregasse a marca do fracasso – um homem que, aos seus olhos, se parecesse com Judas.

Ao encontrar o homem que procurava, obteve licença para levá-lo para posar em seu estúdio. Logo, Leonardo percebeu que o prisioneiro dava sinais de inquietude e angústia e olhava para ele, depois para a pintura, com uma tristeza cheia de remorso.

No meio do segundo dia, perturbado com o comportamento do seu modelo, o artista lhe perguntou:

– Há algo errado? Você não está gostando do meu trabalho? Você parece bastante perturbado. Se eu estou lhe causando algum sofrimento, é melhor pararmos.

O homem olhou para o mestre e para a pintura uma vez mais. Depois afastou o olhar, abaixou a cabeça, levou as mãos ao rosto e começou a chorar inconsolavelmente. Levantou a cabeça, olhou o artista nos olhos e perguntou:

– O senhor não me reconhece mestre?

Confuso, Leonardo retrucou:

– Não. Acaso nós nos conhecemos?

– Oh, sim – respondeu o prisioneiro. – Há 11 anos eu posei para este mesmo quadro. Eu fui o modelo para Jesus.

Cada um de nós guarda em si, suas forças e suas fraquezas e é fundamental conhecê-las. Na maioria das vezes, é muito mais fácil encontrar o “Jesus” dentro de nós e ignorar e negar nossos erros.

As nossas forças e fraquezas são como a moldura de um quadro: por mais bela que seja a pintura, pode valorizá-la ou desvalorizá-la.

Quando conhecemos nossas forças, elas nos impulsionam para a vida e nos ajudam a vencer os obstáculos de nossa caminhada no mundo. Se não conhecermos as nossas fraquezas, elas podem nos destruir ou impedir que alcancemos toda a plenitude da vida.

Se você quer que seu futuro seja melhor do que o seu passado, comece a transformar as suas fraquezas em forças, comece por se olhar no espelho e se ver por inteiro, enxergando não só a moldura que você apresenta ao mundo como suas boas qualidades e realizações mas, também suas falhas, fraquezas, defeitos e imperfeições. É somente ao conhecer as falhas e imperfeições do nosso caráter que começamos a trabalhar para superá-los, sem culpas, não se desvalorizando por causa delas, mas tendo a convicção de que podemos transformá-las em forças.

Examine-se. Conscientize-se. Ouça a si mesmo. Observe como você age e reage às situações de sua vida. Conheça suas necessidades, desejos, talentos, forças, fraquezas, limitações e potencial. A sua sabedoria de vida, lições e aprendizado vêm desse conhecimento…

Bons ventos lhe soprem o que precisa para ser feliz!

Márcia de Lucena Saraceni

Fonte: Ritmo da Vida – Matthew Kelly

4 comentários Adicione o seu

  1. andreza disse:

    Márcia, gostei muito da leitura ela nos alerta em varios sentidos, nos ensina a olhar além da face.

    Andreza

  2. Marcia Lucena disse:

    Andreza, fico feliz que tenha gostado do texto! Atingimos nosso objetivo quando lançamos uma semente e vemos ela tocar o solo do coração das pessoas.
    Muita Luz!
    Marcia

  3. socorro diniz disse:

    Márcia, é verdade que nós temos mania de escondermos as nossas fraquezas, defeitos…, e aí fica dificil de analisarmos cada momento dificil da vida, em função desses sentimentos não vistos por nós.
    A vida fica mais leve (plena) quando evitamos esses sentimentos, transformando cada siuação dificil, com a sabedoria do conhecimento de si proprio (fraquezas, limitações, impulsividade etc etc).

    1. Márcia Lucena disse:

      Socorro, grata pelo seu comentário. Realmente, quando identificamos nossas fraquezas e defeitos, temos a oportunidade de conhecê-los e transformá-los em força e virtude.
      Muita Luz!

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