Os monges e a mulher no rio…

dois monges

Gosto muito de usar contos e parábolas para ilustrar situações do nosso dia a dia… E hoje trago, para vocês, o conto “Os monges e a mulher no rio” (autor desconhecido), que nos permite uma reflexão muito importante:

Muitas vezes, nos deixamos levar pelas convenções criadas e deixamos de agir da maneira correta. Ficamos muito preocupados (as) com “o que os outros vão falar”, e permitimos que aquele assunto fique “martelando” nas nossas cabeças, nos incomodando e, o pior é que tomamos atitudes que não são “reconhecidas” pelo nosso melhor lado… Fazemos aquilo que sentimos como “não correto”.

Aprendi que, quando agimos com o coração e sem julgamentos, não carregamos o fardo da nossa ação… É como se a nossa “alma” reconhecesse a verdade da nossa intenção e a acolhesse dentro dela… E nos sentimos leves, em paz…

O contrário também é verdadeiro: Se agimos (ou deixamos de agir) com medo e culpa, carregamos esse sentimento dentro de nós, já que não agimos dentro do nosso melhor… E a “alma” não reconhece essa atitude porque ela só enxerga a verdade e, com isso, temos a tendência de nos prendermos a dificuldades semelhantes… E carregá-las, ás vezes, por uma vida inteira…

Pensem nisso!

Os monges e a mulher no rio

Relata-se, que em um monastério, viviam dois monges que eram muito amigos e sempre cumpriam seus afazeres em conjunto.
É fato que monges não podem se aproximar de mulheres, nem ao menos, nelas tocar.
Certo dia, ao atravessarem a floresta para comprar mantimentos na cidade, se depararam com uma mulher que estava com dificuldades para atravessar o rio que dava acesso ao vilarejo e que se encontrava agitadíssimo.
Um dos monges disse:
– Não podemos ajudá-la, fizemos voto de que não poderíamos tocar em mulher alguma.
O outro monge replicou:
– Também fizemos voto de ajudar a todas as pessoas e criaturas deste mundo, sem haver distinção.

Então, este mesmo monge colocou a mulher em suas costas e atravessou o rio, deixando-a na outra margem.
Os dois monges seguiram caminho e durante a jornada houve uma grande pausa na conversação dos mesmos.
Logo, o silêncio foi interrompido pelo monge que era contra a idéia de carregar a jovem, que disse:
– Você não devia tê-la carregado, ela vai ser um peso para sua caminhada!
O outro monge, sabiamente respondeu:
– Eu deixei a mulher na outra margem do rio. No entanto, você é quem continua carregando a mulher na sua caminhada…

Aloha

Linda semana para todos!

Claudia Michepud Rizzo

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