A magia de relacionar-se… Parte II

A mágica dos relacionamentos

Como mencionado ontem, continuemos nossa reflexão sobre a complexa e, ao mesmo tempo, inigualável experiência de estar em um relacionamento. Osho nos apresenta a riqueza que atingimos quando estamos nos “auto-apoiando” e nos mostra que quando amamos com profundidade presenteamos o nosso espírito, na mesma proporção, com a liberdade… A tão sutil e preciosa liberdade!

Este post está um pouco grande, eu sei. Mas acreditem, vale a pena!!!

Solidão e Solitude – Na solitude estamos constantemente encantados conosco mesmos. Ela é abençoada, um profundo preenchimento, que nos mantém centrados e enraizados. Ela é independente. Todos são um fim em si mesmos. Ninguém existe para ser usado. Quem está no pico da solitude só se atrai por quem também esteja só. Dois solitários olham um para o outro, mas dois que conheceram a solitude olham para algo mais elevado. Se estão felizes consigo mesmos, tornam-se companheiros. As palavras felicidade e acontecimento têm a mesma raiz em inglês. Porque a felicidade simplesmente acontece. Para ser feliz é preciso deixar acontecer. O caminho do amor deve ser tomado com tremenda consciência e o da consciência, com tremendo amor. A solitude é bela e livre. É um momento em que o outro não é necessário. Após essa liberdade, o amor é possível. Já a solidão não cria amor; apenas necessidade.

Solitude é uma flor desabrochando, é positiva, saudável. Só o amor dá a coragem de sermos sós. Só assim acumulamos energia até transbordar e transformar-se em amor. Sós, acumulamos amor, celebração, dança, energia, prazer, vida. Quando os amantes se afastam, readquirem sua solitude, beleza e alegria. A alegria traz a necessidade de compartilhar. A paixão é muito pequena diante da compaixão. Solitude é mover-se para dentro e amor é mover-se para fora. Ambos os movimentos são enriquecedores.

Terminando um relacionamento – Onde houver consciência, há revolta contra a repetição mecânica. Totalidade é a base da liberdade. Simpatia não é amor.
Não se resolve problemas dentro da mente, pois ela é o problema, que não se resolve com respostas, por não ser um problema intelectual, mas existencial.
Em vez de pensar é melhor entrar no silêncio, que é a porta a caminho da divindade. Relacionamento não é amor e amor não é relacionamento. Este é pronto e fechado e o amor é fluir. Relacionamento é estrutura; amor é não-estruturado. Amor é um processo, um estado de ser. As pessoas amorosas não precisam de relacionamentos. O relacionamento torna-se necessário quando o amor está ausente, ele o substitui. É preciso muita coragem para permanecer aberto, sem criar um relacionamento. O amor acontece, nós não o fazemos acontecer: só podemos nos tornar disponíveis. O amor vem do nada, como um solavanco e só é possível entre iguais. Se escolhemos alguém que tem medo de aprofundar é porque nós também temos. Quando o amor se aprofunda, aumenta a liberdade. Elevar-se no amor é um aprendizado, uma mudança, uma maturidade. É algo espiritual. Quem é sábio não impõe sua idéia a ninguém. A vida é incerta, a insegurança é seu próprio espírito. Só a morte é certa.
Nunca devemos perguntar sobre problemas dos outros.

Casamento – Ninguém nasce para o outro. Amor e liberdade andam juntos. Ela é uma expressão do amor. “Dar” liberdade é confiar. O crescimento precisa de liberdade. De todas as artes, o amor é a mais sutil e precisa ser aprendida.
Amor é felicidade, harmonia, saúde. Um grande amante está sempre pronto a dar amor e não está preocupado se vai receber de volta ou não. O amor tem sua própria felicidade intrínseca. Quanto mais amamos, maior a possibilidade da pessoa certa acontecer, porque o coração floresce. O amor real nos deixa felizes e harmônicos pela simples presença do outro. Amor é eternidade. Se estiver presente, cresce. Ele conhece o início, mas não o fim. Duas pessoas infelizes que se unem multiplicam sua infelicidade.

Amizade e Ser Amigo – Love vem do sânscrito lohba, avareza. A amizade pertence ao templo e não à loja. Devemos ser amigáveis com todos: pessoas, animais, plantas e não criar amizades, necessariamente. Amizade é amor sem caráter biológico. As pessoas iluminadas têm mais inimigos do que as não-iluminadas, pois os cegos não perdoam quem enxerga e os ignorantes não perdoam quem sabe. Ser amigável, amoroso, autêntico, inocente sem causa é suficiente para disparar muitos egos contra si.

Meditação e Amor
– Quem quiser harmonia no amor precisa aprender a ser mais meditativo. O amor sozinho é cego, quem enxerga é a meditação. É bom substituir brigas por entendimento. Os conflitos existem por falta de compreensão. As palavras medicina e meditação têm a mesma raiz. A medicina cura o corpo, a matéria e a meditação cura a alma, o espírito. Meditação é um estado de bênção, não-pensamento, serenidade e silêncio. É autodescoberta. Meditação é um estado de não-mente, de pura consciência. É preciso aprender o truque de não nos envolvermos com a mente, a arte de permanecermos indiferentes. Maturidade é conhecer algo em nós que é imortal: a meditação, que conhece Deus. A mente conhece o mundo, fica obcecada pelas nuvens, que vão e vêm. A meditação busca o céu, que é permanente. Devemos buscar o céu interior. A meditação pode se tornar
eternidade, é relaxamento em si, é um estado de não-vontade, de não-ação, de espontaneidade indisciplinada, sem direção, controle ou manipulação. Ela não tem meta, está no presente, é imediatismo. Quem medita torna-se silencioso, tranqüilo, pois a meditação traz paz. É a árvore que cresce sem semente, pois é mágica, misteriosa. Na meditação vive-se o momento, nada interfere e a atenção é total, porque não há distração; só consciência. Quem medita encontra o amor, pois a meditação nos torna amorosos e o amor nos torna meditativos.

Amor e Compromisso – Quando amamos alguém não admitimos que o amor possa acabar e, se ele existe, não há necessidade de arranjo legal. Amor é a fragrância de um coração meditativo,
silencioso e tranqüilo; luxúria é paixão cega. Não há como melhorar o amor.
Se é ele, é perfeito. Se não for perfeito, não é amor. O amor é uma alegria transbordante, um estado do ser. O medo é o oposto do amor. O ódio é o amor invertido. No amor nos abrimos, confiamos, expandimos. No medo nos fechamos, duvidamos, encolhemos.

Ame a Si Mesmo – Para amar é preciso conhecer. Daí que a meditação é primária e o amor, secundário. Como o Sol irradia luz sem foco, a meditação irradia amor sem foco. Amar a si próprio é meditação, é ser autêntico, aceitar-se como é. Isso é oração, é gratidão. O amor começa com o amor próprio, com a aceitação de si, de tudo e de todos. A aceitação cria o
ambiente onde o amor desabrocha. Também a confiança começa na autoconfiança, que é independência. Quem é independente, aprende, amadurece e se transforma com as mudanças. O amor é o fenômeno mais mutante da vida: é como uma flor que se abre a cada manhã. Só os independentes podem amar e ser amados.
Diante de um problema o que mais importa é saber exatamente qual é problema e não sua solução.

Uma Nova Dimensão de Amor – O amor é mais verdadeiro e autêntico do que nós. Todo caso de amor é um novo nascimento. O ego é como a escuridão, mas quando chega a luz do amor, a escuridão se vai. O amor nos tira do ego, do passado e do padrão e por isso parece confusão. Ficar louco de vez em quando é necessidade básica para permanecer são. Quando a loucura é consciente, pode-se voltar. O amor é alquimia porque primeiro tira o ego e depois dá o centro.

Se nos dispusermos a ler essas palavras com a nossa alma, muitas barreiras e crenças poderão ser quebradas. O conceito de solidão, por exemplo: estar só, é realmente algo ruim ou pode ser um estado positivo se o analisarmos com olhos distantes do ‘senso comum’?

Frases como “O amor acontece, nós não o fazemos acontecer: só podemos nos tornar disponíveis” , “Não há como melhorar o amor.Se é ele, é perfeito. Se não for perfeito, não é amor” e “Ninguém nasce para o outro. Amor e liberdade andam juntos” são como um delicado puxãozinho de orelha, uma possível balançada disposta a nos mostrar a verdade.

Ninguém é dono de ninguém e, é chegada a hora de compreendermos que não precisamos de alguém que nos complete, pois afinal, somos completos… temos todo o apoio e tudo o que precisamos para sermos felizes e realizados aqui…AGORA! Amor é muito mais do que atração física, carnal entre duas pessoas. O amor preenche, vibra sem receio e sem preconceitos na direção daqueles que estiverem dispostos a recebê-lo em sua plenitude.

Amem! Sem medida, sem medos!!! Deixem que essa energia abundante que o Universo disponibiliza preencha seu ser… Você só precisa PERMITIR!

Cíntia Michepud

2 comentários Adicione o seu

  1. Cle disse:

    Me senti muito bem lendo esse texto, especialmente por estar vivenciando momentos de conflitos e incertezas sobre estar ou nao sabendo me relacionar. Grata, Grata!!

    1. Cíntia Michepud disse:

      Fico feliz que o texto, então, tenha cumprido sua função!
      Volte sempre que quiser a esse blog…
      Desejo que ele posso te fazer bem…sempre!

      Bjs

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s