Onde está o amor neste século da pressa?

amar

Vocês já pararam para refletir sobre como estão se desenvolvendo os relacionamentos de hoje? Como o “mais ou menos” está se tornando, a cada dia, suficiente? O quanto, para fugir de seus monstros interiores, as pessoas aceitam se envolver com qualquer um que demonstre o mínimo de boa vontade?

Onde foi parar o sentimento profundo chamado de amor? Está na hora de nós, seres conscientes, começarmos a arrumar a casa, ou seja, o nosso interior, para nos tornarmos aptos a desenvolver uma imprescindível habilidade: o amor-próprio.

Para continuarmos refletindo sobre este tema, proponho um belíssimo texto de Luiz Fernando Veríssimo. Vamos à leitura?

“Quem não gosta de ser amado? Ser paparicado? Receber atenção especial, presentinhos e beijinhos doces? Quem não gosta de surpresinhas gostosas, beijo na boca e abraços apertados? Quem é que, de livre e espontânea vontade, prefere a solidão a uma boa companhia? Ora, todo mundo quer uma boa companhia e de preferência para o todo sempre. Mas conviver com essa “boa companhia” diariamente por 3, 5, 10, 15, 25 anos é que é o difícil.

Paixão, loucura e obsessão, três dos mais perigosos ingredientes que estão crescendo nos relacionamentos de hoje em dia por causa da velocidade das informações e o medo de ficar sozinho. As pessoas não estão conseguindo conviver sozinhas com seus defeitos, vícios e qualidades, e partem desesperadamente para encontrar alguém, a tal da alma gêmea, e se entregam muitas vezes aos primeiros pares de olhos que piscam para o seu lado. Vale tudo nessa guerra, chat, carta, agência, festas e até roubar o parceiro de alguém. É uma guerra para não ficar sozinho.

Medo? Com medo de se encarar no espelho e perceber as próprias deficiências? Com medo de encarar a vida e suas lutas? Então a pessoa consegue alguém (ou acha que está nascendo um grande amor), fecha os olhos para a realidade e começa a viver um sonho, trancado em si mesmo, nos quartos e no seu egoísmo, a pessoa transfere toda a sua carência para o (a) parceiro (a), transfere a responsabilidade de ser feliz para uma pessoa que, na verdade ,ela mal conhece. Então, um belo dia, vem o espanto, a realidade, o caso melado, o “Falso Amor” acaba, e você que apostou todas as suas fichas nesse romance fica sem chão, sem eira nem beira, e o pior: muitas vezes fica sem vontade de viver.

Pobre povo desse século da pressa! Precisamos urgentemente voltar o costume “antigo” de “Ter Tempo”, de dar um tempo para o tempo nos mostrar quem são as pessoas. Namorar é conhecer, é reconhecer, é a época das pesquisas, do reconhecimento … Se as pessoas não se derem um tempo, não buscarem se conhecer mais, logo em breve teremos milhares de consultórios lotados de “depressivos” e cemitérios cada vez mais cheios de suicidas “seres cansados de si mesmos…”.

Faça um bem para si mesmo e para os outros, quando iniciar um relacionamento procure dar tempo para tudo: passeie muito de mãos dadas, converse mais sobre gostos e preferências, conheça a família e mostre a sua, descubra os hábitos e costumes. Parece careta demais? Que nada, isso é a realidade que pode salvar um relacionamento e muitas vidas. Pense nisso: quem sabe, não ajudamos alguém carente de amor a encontrar um motivo para ser feliz? Muita pretensão?

Não, só vontade de te ver feliz!”

Amor, luz e consciência. Sempre.

Cíntia Michepud Rizzo

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2 comentários Adicione o seu

  1. Beth disse:

    Muito sério e verdadeiro o texto do Veríssimo.
    O fato é que as pessoas precisam acordar para o amor verdadeiro. Só não penso ser a pressa o maior causador desta situação. Acho que é a dificuldade que algumas pessoas tem de se fazer companhia. Quando nos amamos, só aceitamos que entre em nossas vidas pessoas que agreguem valor. Por isto existe muita gente maravilhosa por aí… sozinha… e ainda assim feliz!!
    Muitos beijos

    1. Cíntia Michepud disse:

      Talvez seja a pressa de encontrar alguém para distrair a si mesmo… A pessoa não quer lidar com seus monstros internos e corre para encontrar alguém que desvie sua atenção…
      Mas, é verdade, ser feliz sozinho é o primeiro passo para um relacionamento a dois… FELIZ!

      Beijos e muita luz!!!

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