Amando os excluídos…

rosa e mulher

Hoje proponho a leitura de uma história que tem como base o amor sem limites de Madre Teresa de Calcutá. Este belo texto, indicado pela nossa amiga leitora Beth Michepud, nos relembra que a verdadeira beleza está dentro de nós.

Vamos lá?

“Ela ficou conhecida como a “Santa da Sarjeta”. Aos doze anos queria ser freira. Entrou para a Ordem Loreto ainda adolescente, e lá, foi treinada para ser uma professora. Aprendeu várias línguas e ensinou garotas européias e hindus em uma escola de freiras, por muitos anos, antes de deixar a ordem.

Ela queria ajudar aos pobres, em vez de ensinar as garotas de classes privilegiadas. Apesar dos desafios burocráticos, financeiros e de saúde, seu trabalho se manteve constante no mundo todo. Trabalhou às escondidas por muito tempo antes do mundo descobrir o seu trabalho. Então, em 1979, ela, Madre Teresa, a “Santa da Sarjeta”, recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Com o prêmio veio o reconhecimento internacional.

Uma outra história interessante sobre este tema, está em um livro de Max Lucado

“John Blanchard se levantou do banco, ajeitou o uniforme do exército e observou a multidão que tentava abrir caminho na Grand Central Station. Procurou avistar a moça cujo coração ele conhecia, mas não o rosto – a moça com a rosa.

Seu interesse por ela começara treze meses antes, em uma biblioteca da Flórida. Ao retirar um livro da estante, ele ficou intrigado, não com as palavras impressas, mas com as anotações escritas à mão na margem. A letra delicada indicava ser a de uma pessoa ponderada e sensível. Na primeira página do livro, ele descobriu o nome do proprietário anterior, Srta. Hollis Maynell.

Depois de algum tempo e de várias tentativas, conseguiu localizar o endereço dela. Morava em Nova Iorque. Escreveu-lhe uma carta em que se apresentava, e lhe sugeriu que trocassem correspondências. No dia seguinte, ele foi convocado para servir, do outro lado do oceano, na Segunda Guerra Mundial. Durante os treze meses seguintes, os dois passaram a se conhecer por correspondência. Cada carta era uma semente caindo em um coração fértil. Florescia um romance.

Blanchard pediu uma fotografia, mas a moça se recusou a enviar. Achava que se ele realmente gostasse dela, não haveria necessidade de fotografia.

Quando, finalmente, ele retornou da Europa, marcaram o primeiro encontro, as 19 horas, na Grand Central Station de Nova Iorque.

Você me reconhecerá, ela escreveu, pela rosa que estarei usando na lapela.

E as 19 horas, Blanchard estava na estação à espera da moça, cujo coração ele amava, mas cujo rosto nunca vira.

Deixemos que o próprio Blanchard conte o que aconteceu:

Em minha direção vinha uma jovem alta e esbelta. Seus cabelos loiros encaracolados caíam nos ombros, deixando à mostra as orelhas delicadas; os olhos eram azuis da cor do céu. Os lábios e o queixo tinham uma firmeza suave, e sua figura em traje verde claro se assemelhava à chegada da primavera. Comecei a caminhar em sua direção, sem absolutamente notar que não havia rosa em sua lapela. Quando me aproximei, um sorriso leve e provocante brotou em seus lábios.

– Gostaria de me acompanhar, marujo? Ela murmurou.

De maneira quase incontrolável, dei um passo em sua direção e aí avistei Hollis Maynell.

Ela estava em pé, atrás da jovem. Aparentava mais de 40 anos, e seus cabelos presos sob um chapéu surrado deixavam entrever alguns cabelos brancos. Seu corpo era roliço, tinha tornozelos grossos e usava sapatos de salto baixo. A moça do traje verde claro estava se distanciando rapidamente. Senti como se estivesse dividido ao meio, desejando ardentemente segui-la, mas ao mesmo tempo, profundamente interessado em conhecer a mulher cujo entusiasmo me acompanhara e me sustentara.

E lá estava ela. Seu rosto redondo e pálido estampava delicadeza e sensibilidade, os olhos cinzentos irradiavam meiguice e bondade. Não hesitei. Peguei o pequeno livro de capa de couro para me identificar. Poderia não ser um caso de amor, mas seria algo precioso, algo talvez melhor do que amor, uma amizade pela qual era e seria sempre grato.

Endireitei os ombros, cumprimentei e entreguei o livro à mulher, apesar de me sentir sufocado pela amargura de meu desapontamento, enquanto lhe dirigia a palavra;

– Sou tenente John Blanchard, e você deve ser a Srta. Maynell. Estou satisfeito por ter vindo ao meu encontro; aceita um convite para jantar?

No rosto da mulher surgiu um sorriso largo e bondoso.

– Não sei do que se trata, filho, ela respondeu, mas a jovem de traje verde que acabou de passar por aqui me pediu para usar esta rosa na lapela. Falou também que se você me convidasse para jantar, eu deveria dizer que ela está à sua espera no restaurante do outro lado da rua. Ela me contou que se tratava de uma espécie de teste.”

Não é difícil compreender e admirar a sabedoria da Srta. Maynell… Se você quiser conhecer a verdadeira natureza do coração humano, observe sua reação diante de uma figura sem atrativos… de um excluído…

Quer saber onde encontrar um excluído? Peça a uma enfermeira que o leve até alguém que nunca receba visitas. Saia do escritório, desça até a rua e converse com o homem que está arrependido de ter se divorciado e está sentindo a falta dos filhos. Se quiser amar um excluído, vá até o centro da cidade e ofereça um sanduíche – não um sermão, mas um sanduíche – àquela senhora maltrapilha que mora debaixo da ponte.

Se quiser amar um excluído, veja os mal apessoados e os esquecidos.

Você poderá dizer que se trata de um teste. Um teste para medir o tamanho do seu coração. O mesmo teste que Hollis Maynell utilizou com John Blanchard. Os rejeitados do mundo usando rosas. Assim como Blanchard, temos às vezes de adaptar nossas expectativas. Temos, às vezes, que reexaminar nossos motivos. Se ele tivesse virado as costas a uma figura sem atrativos, teria perdido o amor de sua vida.

Se nós virarmos as costas, poderemos perder muito mais. Madre Teresa sempre oferecia um cartão para qualquer pessoa que lhe pedisse. O cartão era impresso por uma das pessoas que lhe ofereciam doações, e dizia: “O fruto do silêncio é a oração. O fruto da oração é a fé. O fruto da fé é o amor. O fruto do amor é a assistência aos demais. O fruto da assistência aos demais é a PAZ”.

A verdadeira realização na vida acontecerá quando as pessoas solidárias e atenciosas ajudarem outras pessoas a viverem melhor.

Como disse Eleonor Roosevelt: “Você começa a morrer quando pára de contribuir”

Extraído do livro Insight, de Daniel Luz

Linda semana.

Amor, luz e consciência. Sempre.

Cíntia Michepud

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7 comentários Adicione o seu

  1. Deise Lemos disse:

    Absolutamente lindo este texto e como sempre fico agradecida por acompanhar as leituras do site.
    Tão perfeito dispensa comentários é necessário só apreciar.
    Um bom dia!
    Deise Lemos

    1. Cíntia Michepud disse:

      Bom dia pra você, Deise!!!
      Nós que agradecemos muito sua visita e sua energia boa…

      Bjs,
      Cíntia

  2. Larissa disse:

    Este texto é maravilhoso, pois nos mostra o que é realmente importante para cada um de nós (se é o interior ou o exterior).

    1. Cíntia Michepud disse:

      Exatamente, Larissa!
      Nos propõe uma boa reflexão, não é mesmo?

      Beijos e um lindo dia!

  3. Luh disse:

    Lindo… fiquei impressionada pois passei por uma historia muito parecida…e hoje acordei com vontade de passar logo aqui no SU, para ler os textos e esse por incrível que pareça, é uma história que resume o sentido de uma experiência que vivi a poucos dias… Muito obrigada! Lindo dia!

    1. Cíntia Michepud disse:

      Nada é mesmo por acaso, não é Luh?
      Agradecemos a sua visita e o seu comentário…
      Um ótimo dia pra você!
      Bjs.

  4. Cida disse:

    Lindissssssssssssssimo é este texto, minha querida! E bela é voce.

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