A incessante busca pelo amor

amor à vista

Em meio a algumas conversas que tive nesse último final de semana, me atraiu a curiosidade o fato de um assunto, em específico, estar presente na maioria delas: a busca do amor!

Têm aqueles que acabaram de iniciar um relacionamento, aqueles que interpretam o casal iô-iô, as frases clichês no meio de jogatinas como ‘azar no jogo, sorte no amor’, enfim… O amor e suas vertentes, versões e possibilidades… Este é um assunto que já faz parte da nossa rotina, um tema corriqueiro com o qual lidamos, de uma forma ou de outra, a cada novo amanhecer.

Uma amiga, recentemente, se queixou: “quero tanto me relacionar, mas parece que esta parte da minha vida está estagnada!”

Na hora, não soube que responder. Nada além do ‘tudo tem o seu tempo’ e que ‘está tudo certo’ mas, sabia que aquilo não serviria muito para aquietar suas emoções…

Sendo assim, proponho a leitura de um texto de Martha Medeiros que nos fala justamente sobre a busca que muitos travam todos os dias. Interessante reparar que, aqueles que se julgam ‘desencanados’ e, a princípio não desejam se envolver seriamente, namoram… e, aqueles que sonham com um relacionamento especial, na maioria das vezes, continuam solteiros. Não seria, então, o ato de idealizar a perfeição, o grande erro? Não caberia aqui aquela velha história de que, quando deixamos de caçar, as borboletas pousam naturalmente em nossos ombros?

Vale refletir.

Vamos ao texto?

A Impontualidade do amor

“Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente à tevê, devora dois pacotes de um salgadinho qualquer, enquanto espera o telefone tocar.
Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.

Triiiiiiiiiiiimmm!

É sua mãe… Quem mais poderia ser?
Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada.
Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver.

Por que o amor nunca chega na hora certa?

Agora, por exemplo… … que você está de banho tomado e camisa jeans.
Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema.
Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.
O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina.

Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi para a praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros.

Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio uma locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida.

O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.
O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste.
Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro.
Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole.
O amor está em todos os lugares, você que não procura direito.

A primeira lição está dada: … o amor é onipresente. Agora a segunda: …
é imprevisível. Jamais espere ouvir “eu te amo” num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. O amor odeia clichês.

Você vai ouvir “eu te amo” numa terça-feira, às quatro da tarde… depois de uma discussão e… as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. …

Idealizar é sofrer !
Amar é surpreender !”

Deixem que o amor (e, agora peço que expandam a aplicação desta palavra em suas vidas) simplesmente aconteça… naturalmente!

A ordem é: se permita! Deixe acontecer!

Lindo dia.E com muito amor!

Amor, luz e consciência. Sempre.

Cíntia Michepud

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2 comentários Adicione o seu

  1. Beth Michepud disse:

    Cintia,

    é a mais pura verdade! E quanto mais maduras somos, mais seletiva ficamos; e assim, a dificuldade de se relacionar aumenta. Mas vou prestar mais atenção ao redor e “baixar um pouco a guarda”.
    Obrigada pela “cutucada”.
    Beijos

    1. Cíntia Michepud disse:

      O importante é estarmos abertas para que o destino aja!
      Muita luz e muito amor na sua vida!

      Bjs

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