Você tem a vida que sempre sonhou?

sonhos

Hoje proponho a leitura do texto de Martha Medeiros que, com certeza, nos propõe uma rica reflexão sobre as escolhas que fazemos para alcançar a tal da felicidade…

“Se fosse feita uma enquete nas ruas com a pergunta: “Você tem a vida que pediu a Deus?”, a maioria responderia com um sonoro “quá quá quá”.  Lógico que alguém desempregado, doente ou que tenha sido vítima de uma tragédia pessoal não estará muito entusiasmado.

Mas mesmo os que teriam motivos para estar – aqueles que possuem emprego, saúde e alguma relação afetiva, que é considerada a tríade da felicidade – também não têm achado muita graça na vida.
O mundo é habitado por pessoas frustradas com o próprio trabalho, pessoas que não estão satisfeitas com o relacionamento que construíram, pessoas saudosas de velhos amores, pessoas que gostariam de estar morando em outro lugar, pessoas que se julgam injustiçadas pelo destino, pessoas que não aguentam mais viver com o dinheiro contado, pessoas que gostariam de ter uma vida social mais agitada, pessoas que prefeririam ter um corpo mais em forma, enfim, os exemplos se amontoam.
Se formos espiar pelo buraco da fechadura de cada um, descobriremos que estão todos relativamente bem, mas poderiam estar melhor.
Por que não estão? Ora, a culpa é do governo, do papa, da sociedade, do capitalismo, da mídia, do inferno zodiacal, dos carboidratos, dos hormônios e demais bodes expiatórios dos nossos infernizantes dilemas.
A culpa é de tudo e de todos, menos nossa.
Um amigo meu, psiquiatra, costuma dizer uma frase atordoante. Ele acredita que todas as pessoas possuem a vida que desejam. Podem até não estar satisfeitas, mas vivem exatamente do jeito que acham que devem. Ninguém as força a nada… nem o governo, nem o Papa, nem a mídia. A gente tem a vida que pediu, sim. Se ela não está boa, quem nos impede de buscar outras opções?
Quase subo pelas paredes quando entro neste papo com ele porque respeito muito as fraquezas humanas. Sei como é difícil interromper uma trajetória de anos e arriscar-se no desconhecido. Reconheço os diversos fatores – família, amigos, opinião alheia – que nos conduzem ao acomodamento.
Por outro lado, sei que este meu amigo está certo. Somos os roteiristas da nossa própria história, podemos dar o final que quisermos para nossas cenas. Mas temos que querer de verdade. Querer pra valer. É este o esforço que nos falta.
A mulher que diz que adoraria se separar, mas não o faz por causa dos filhos: no fundo não quer se separar. O homem que diz que adoraria ganhar a vida em outra atividade, mas já não é jovem para experimentar, no fundo não quer tentar mais nada. 
É lá no fundo que estão as razões verdadeiras que levam as pessoas a mudarem ou a manterem as coisas como estão. É lá no fundo que os desejos e as necessidades se confrontam. Em vez de nos queixarmos, ganharíamos mais se nadássemos até lá embaixo para trazer a verdade à tona. E, então, deixar de sofrer.” 

Já pararam para refletir na verdade dessas palavras? Se duvidam, perguntem às pessoas que os rodeiam se elas estão realmente felizes com suas vidas e, quando receberem uma resposta negativa, pergunte o que falta para serem felizes, de fato.

Nas últimas semanas, duas pessoas comentaram comigo o porquê não eram totalmente felizes. Sempre falta alguma coisa, alguma coisa que leva tempo ou depende da decisão de outras pessoas. Por um lado, quando o tempo é tido como grande protagonista da história, a pessoa está focada, motivada…tem um objetivo e sabe aonde quer chegar, o que é muito positivo.

Por outro lado, a maioria das pessoas nunca percebe que sempre postergam a ‘tal felicidade’: quando tiver um relacionamento, um trabalho, quando entrar em férias, quando for efetivado, quando casar, quando me formar… a lista é interminável e, se esperarmos completá-la, não seremos completamente realizados nunca!

Vale ressaltar um ponto levantado nesse texto: sempre deixamos que o externo influencie nosso estado de espírito, porém, nunca assumimos a culpa pelo rumo que nossas vidas tomaram. Antes de tudo, compartilho minha filosofia de que ‘culpa não existe’ mas sim, responsabilidades. Nada precisa ser denso e irreversível, qualidades que a palavra ‘culpa’ carrega. Precisamos entender que somos autores de nossas vidas e que nosso estado de espírito no desfecho de cada capítulo dependerá, única e exclusivamente, de nós mesmos.

Valorizem suas conquistas… cada uma delas. Elas são um degrau para o sucesso em todos os âmbitos da vida e uma oportunidade para você reconhecer o grande ser humano (e ser de luz) que é.

Repensem suas atitudes e como estão tratando a si próprios. Vamos decidir ser feliz? Hoje?

E, agora sim me respondam: vocês têm a vida que pediram a Deus?”

Amor, luz e consciência. Sempre.

Cíntia Michepud

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3 comentários Adicione o seu

  1. Manuela disse:

    Adorei o artigo!
    É preciso muita fé para a mudança, mas aos poucos, vai-se chegando lá, isso é verdade.
    Namasté.

    1. Claudia Michepud Rizzo disse:

      Que bom que gostou, Manuela!
      É preciso fé mas, antes de tudo, é preciso ter consciência e vontade para mudar!
      Lindo fds!
      Bjs

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