Quando fala o coração: Poema das utopias

Devaneio

Poema das Utopias
Mário Quintana 

“Não desças os degraus do sonho
para não despertar os monstros.
Não subas aos sótãos – onde
os deuses, por trás das suas máscaras,
ocultam o próprio enigma.

Não desças, não subas, fica.
O mistério está é na tua vida!
E é um sonho louco este nosso mundo…”

“Se as coisas são inatingíveis… ora!
Não é motivo para não querê-las…
Que tristes os caminhos, se não fora
a mágica presença das estrelas!”

“Tão bom viver dia a dia… 
A vida assim, jamais cansa… 

Viver tão só de momentos 
Como estas nuvens no céu… 

E só ganhar, toda a vida, 
Inexperiência… esperança… 

E a rosa louca dos ventos 
Presa à copa do chapéu. 

Nunca dês um nome a um rio: 
Sempre é outro rio a passar. 

Nada jamais continua, 
Tudo vai recomeçar! 

E sem nenhuma lembrança 
Das outras vezes perdidas, 
Atiro a rosa do sonho 
Nas tuas mãos distraídas…”

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