Será que existe a escolha certa e a escolha errada?

escolha

Você já pensou que, a todo momento, estamos fazendo escolhas? E que, quase sempre, em cada escolha há uma renúncia?  E sobre a responsabilidade dessas escolhas?  Sobre a incerteza de ser o caminho “correto”? Existem escolhas erradas? Esta reflexão me fez lembrar de uma cena do desenho de Lewis Carrol, “Alice no País das Maravilhas” em que a Alice, sem saber que escolha fazer, pergunta ao gato:

-Podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui?
E ele responde: – Isso depende muito de para onde queres ir.
Alice diz: – Preocupa-me pouco aonde ir!E o gato replica: – Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas!

Sobre este tema, gostaria de compartilhar com vocês o texto que segue, de autoria de Roberto Alex Hiorius, cujo título é “Será que existe a escolha certa e a escolha errada?”.

Boa leitura!

“Por que é tão difícil fazer escolhas?
Hoje acordei pensando:

Pense naqueles momentos da sua vida em que você se viu parado em frente a uma bifurcação, completamente confuso, sem saber que caminho seguir. Você olha para um lado, para o outro, e por mais que se esforce, simplesmente não sabe o que fazer. Bem, a minha pergunta é:

– Como você se sente em momentos assim?
Em geral, nos sentimos confusos, amedrontados, angustiados, pressionados.

Ficar parado não ajuda em nada. A vida em nós nos impulsiona ao movimento, quer que nos movamos, e nos faz sentir isso em cada átomo de nosso corpo.

Você já pensou que cada célula do seu corpo é feita de átomos que se movem o tempo todo? E esses átomos ficam gritando dentro de nós: – MOVA-SE!

Ouvir esse grito, no entanto, só gera mais angústia, e de repente nossos pés parecem um par de halteres feitos de chumbo, pesando 200 quilos e fortemente grudados no chão. Por que tem que ser tão difícil assim? O que nos aprisiona tanto?

Uma das razões pelas quais temos tanta dificuldade com as escolhas, é porque nos identificamos com a Criança que existe em nós. “E QUEM DISSE QUE A CRIANÇA QUER ESCOLHER ALGUMA COISA?” A Criança em nós não quer abrir mão de nada, a criança em nós acredita que pode ter tudo. A criança em nós faz com que sempre pensemos que vamos perder algo com nossa escolha e cruza os braços, com cara de emburrada, sem dar um único passo em direção alguma. Além disso, a criança não quer crescer. E escolher significa arcar com as consequências dessa escolha, não é? Então, para a criança é muito mais fácil não escolher e responsabilizar os outros ou o mundo pela sua infelicidade.
Outra razão que nos mantêm paralisados está relacionada à nossa exigência de perfeição. Queremos tanto “fazer as coisas direito”, queremos tanto acertar, que não suportamos a possibilidade de correr o risco, de acabar fazendo a escolha errada. Temos muito medo de errar.

Mas será que existe a escolha certa e a escolha errada? Na verdade, de uma perspectiva mais ampla, toda escolha é a escolha certa. Quer ver? Não importa o que você escolha, esse movimento irá colocar em andamento uma cadeia de fatos e conseqüências que com certeza o fará aprender, e muito, a respeito do que escolheu. Logo, não importa para onde direcionemos nossos passos, aprenderemos muito nesse caminhar. E não é isso o que estamos fazendo aqui? Não estamos aqui para aprender, para crescer? Para evoluirmos como seres humanos, como almas?
Penso que é um engano acreditar que estamos aqui para obter um “diploma de bom comportamento” no final da vida. Estamos aqui para viver experiências e aprender com elas. É claro que algumas experiências são mais agradáveis e menos doloridas do que outras. E é claro que quanto mais consciente e sábia for uma pessoa, mais saberá escolher essas experiências. Mas ainda estamos aprendendo, o que precisa incluir espaço para erros, desvios e retornos.
Diante de tudo isso, o que acontece é que muitas pessoas acabam optando por não escolher, como se assim pudessem resolver magicamente as coisas. Ficam esperando que “algo” aconteça, ficam esperando a fada madrinha com varinha de condão ou a fadinha com seu pó de “pir-lim-pim-pim”.
No entanto, “não escolher” também é uma escolha. Uma escolha muitas vezes inconsciente. Uma escolha que traz tantas consequências quanto qualquer outra escolha. Pense numa pessoa que tenha um emprego que a deixe infeliz e simplesmente se recuse a pensar no assunto. Simplesmente não escolhe nada e vai deixando as coisas seguirem por si. Ou em alguém infeliz no casamento, que fica esperando que o outro faça algo a respeito. A verdade é que, queiram ou não, a vida dessas pessoas está sendo afetada por sua atitude. Os dias vão passando. Meses. Às vezes anos. E ao final, essas pessoas vão ter que perceber que “escolheram” isso. Escolheram não reagir, não arriscar, não lutar, não mudar. Escolheram essa paralisia.
Acreditem, toda vez que nos recusamos a seguir com a vida, morremos um pouco.
É claro que em algumas situações precisamos parar um pouco antes de escolher, pois as escolhas são como frutos, que precisam amadurecer antes de ser colhidos! Mas estou falando dos frutos que deixamos amadurecer demais, até apodrecer. E lá se vai a oportunidade de provar o doce sabor da vida!
Muitas vezes nos sentimos cansados de tanto pensar em que caminho seguir. Eu sei que você já deve ter sentido isso um dia. Pensamos e pensamos. Medimos, avaliamos, traçamos planos mentais. E continuamos fazendo isso até a exaustão. UFA!
Eu vou lhe dizer uma coisa. Por mais que você se esforce, você NUNCA TERÁ CERTEZA DE QUE ESTÁ FAZENDO A ESCOLHA CORRETA! (escolhas corretas nem existem, lembra?). Logo, é preciso que você compreenda que basta você fazer o seu melhor. Depois que você já tiver avaliado a situação “mil” vezes, sente-se em silêncio, acalme sua mente, e tente simplesmente sentir dentro de você o caminho a seguir. Simples assim. Se você conseguir entrar nesse espaço silencioso, terá uma sensação que lhe dirá: “Vá naquela direção!”.
Todos nós temos uma espécie de bússola interna que sempre nos diz para onde ir. Mas é muito difícil encontrar essa bússola em meio a tantos pensamentos… É preciso que você diminua o ritmo. Pare. Ouça a si mesmo. Busque a sabedoria que existe em você e vá! Arrisque.
Autoconhecimento: reflita e escolha
Pergunte-se:
– O que eu faria se não tivesse medo?
– O que eu faria se tivesse a certeza absoluta de que qualquer escolha me faria feliz e não prejudicaria ninguém?
– O que eu faria se não me importasse com o que os outros pensam de mim?
– O que eu faria se fosse livre?
– O que eu faria se acreditasse na minha sabedoria?
Pergunte-se e mova-se!
A vida é curta e não vai sentar a seu lado esperando por você!”

Um Salve à Vida!

Beth Michepud

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2 comentários Adicione o seu

  1. marco aurélio disse:

    obrigado, me ajudou muito.

    1. Olá Marco Aurélio,
      Que bom que o texto o ajudou a refletir!
      Seja bem-vindo ao SU.
      Namastê

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