Entre o sonho e a realidade…

Que a nossa mente não descansa nunca, isso não é nenhuma novidade. Porém, já pararam para pensar em como, muitas vezes, criamos situações que só existem em nossa cabeça e em quanta energia não desperdiçamos nessa ‘brincadeira’?

Na ânsia de viver naquele mundo ‘perfeito’ que um dia desenhamos, ultrapassamos as barreiras da imaginação e passamos a vivenciar algumas ilusões que nos distanciam da nossa luz e da nossa realidade.

Nessas horas, é importante lembrar que é somente no aqui e agora que as coisas acontecem e que aceitar a realidade é condição fundamental para conquistar aquilo que desejamos. Outro fator relevante é sabermos viver no equilíbrio: ao mesmo tempo em que  necessitamos alimentar nossa imaginação, sonhos e visualizações, não podemos permitir que nossas vidas se baseiem nisso.

Quantas vezes não ficamos incomodados com alguma coisa que alguém falou, imaginando dezenas de interpretações diferentes, nos perguntando ‘O que será que ele (a) quis dizer com isso? ’. E assim, ficamos divagando nas infindas hipóteses que a nossa mente é capaz de criar quando, na verdade, a pessoa não tinha intenção nenhuma naquela frase que ressoou em você de maneira tão peculiar.

Nada que brota do mundo das ilusões pode ser real e, se não é real, não satisfará sua alma. É inevitável! Não há meios de uma amizade baseada no interesse se desenvolver; não há caminho para que um amor baseado em hipóteses e em expectativas vingue.

Outro exemplo é quando depositamos nossas carências e frustrações na primeira pessoa que nos dá a atenção que deveria ser dada a nós, POR NÓS . E então, imaginamos diferentes desfechos para um possível relacionamento quando, às vezes, não há conexão nenhuma entre você e a pessoa em questão.

Aproveitando esse gancho, gostaria de salientar a importância do amor-próprio e da auto-valorização. Quando não estamos bem conosco mesmos ou quando precisamos de alguma característica do outro para nos ‘completar’, muito provavelmente iremos mergulhar em um mar de expectativas e, muito provavelmente, de frustrações.

Agora, de maneira resumida, deixo aqui alguns pontos para refletirmos com essa mensagem:

– Até que ponto alimentamos de maneira saudável o nosso lado imaginativo? Sonhar é preciso, sim. Porém, se amparar nesses sonhos para fugir da realidade é algo que nós, como seres conscientes de nossa luz, deveríamos evitar fazer;

– O momento para atuarmos é sempre no aqui e agora. É somente nesse tempo que as coisas acontecem: nada que aconteceu antes deve interferir, nem tampouco o que vem depois deve nos preocupar;

– Darmos o ‘volante do carro da nossa vida’ para outra pessoa, seja ela quem for, é caminho certo para o sofrimento! Comandar o seu destino e seguir o coração sempre será a melhor opção;

– Esperar que outra pessoa lhe entregue um amor que você não entrega a si próprio pode abrir canais para a carência e, dessa forma, acabamos atraindo seres de mesma vibração. Se quisermos segurança, amor e felicidade, devemos vibrar esses mesmos sentimentos dentro de nós mesmos.

É chegada a hora de refletirmos no que é realmente importante em nossas vidas. Acredito que podemos direcionar toda essa energia que estávamos utilizando de uma maneira tortuosa para, no lugar, acelerarmos nossa evolução espiritual, consequentemente, mantendo nosso bem-estar diário.

Viver feliz é uma questão de escolha, no final das contas. A rédea de nossas vidas nunca deve sair de nossas próprias mãos. Largue relacionamentos, situações e pensamentos que não lhe agregam. Você pode começar isso hoje…

Pense nisso.

Amor, luz e consciência. Sempre.

Cíntia Michepud

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4 comentários Adicione o seu

  1. Maria Helena disse:

    Cíntia, adorei a sua reflexão! É tudo tão verdadeiro! Me fez lembrar de uma frase que li em um livro uma vez: “As expectativas destroem os relacionamentos”. Aprendi que a nossa imaginação pode ser perigosa. Os relacionamentos idealizados quase sempre acabam em grandes frustrações. Idealizar alguém não faz bem nem à pessoa idealizada (que muitas vezes se esforça em corresponder às expectativas de quem a idealiza) , muito menos a quem a idealiza o ser “amado”, porque quando a pessoa acorda do sonho de que o outro é da forma como se imagina, o tombo é grande demais. Muita Luz! Beijos!

    1. Cíntia Michepud disse:

      Olá Maria Helena!
      Muito grata pelas palavras.
      Muito bacana a sua observação…complemento perfeito para o post de hoje.
      Muita luz na sua vida,
      Beijos,
      Cíntia

  2. arlen de amorim cardoso disse:

    acho que sua colocação faz muito sentido, porém é dificil trazer isso para nossa realidade,pois com o passar do tempo,essas ilusões passa ser uma valvula de escape,mesmo não tendo nenhuma realidade,mas fica o sonho e o sonho é o que ainda nos mantem esperançosos que algo,ou algum sonho possa se realizar ou virar outra ilusão

    1. Cíntia Michepud disse:

      Arlen,
      Acho que nunca devemos perder a habilidade de sonhar…isso seria abafar , ou trancafiar – se assim preferir – a criança esperançosa que mora dentro de nós.
      Porém, há uma linha muito tênue entre sonho e realidade : quando deixamos de aceitar nossa vida hoje para nos projetarmos no mundo das ilusões, perdemos a oportunidade de crescermos espiritualmente e de nos desenvolvermos como seres humanos.
      Sonhar, traçar metas…faz parte! Mas nada disso é válido se não lutarmos para alcançar a Concretização do que, um dia, foi um sonho.
      Busque a felicidade dentro de você e aceite a realidade que lhe é ofertada. Com a sua luz você pode moldar o seu destino.
      Grata pelo comentário, pela visita e pela reflexão.

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