Doze passos para enfrentarmos uma crise

Todos nós já passamos por alguma crise em nossa vida, quer seja em relacionamentos, com chefes, subalternos, familiares, relações afetivas, etc. E para enfrentarmos um problema ou uma crise, existem várias possibilidades:

1 – Podemos Ignorar o problema e esperar que ele desapareça sozinho. Tentar esquecê-lo. Porém ele voltará com mais veemência após algum tempo.

2 – Outra forma de lidar com um problema é arrastá-lo junto, sem resolvê-lo. Acomodar-se pensando: “Ah! Não posso resolvê-lo mesmo, pois o outro envolvido já está longe!”

3 – A terceira maneira é tentar resolvê-lo, discerni-lo, julgá-lo e tomar uma decisão para transformá-lo, pois dessa forma, ele não se transforma numa rocha fechando o caminho de sua vida.

Julian Sleig sugere doze passos para a resolução de um problema, que são projetados para nos ajudar a perceber os sentimentos e emoções que surgem em nossas vidas.

Podemos trabalhar um passo por dia. Ou então, em um primeiro dia pode-se tentar trabalhar os quatro primeiros passos. Este trabalho poderá ser feito sozinho, escrevendo ou um diálogo com um amigo ou com um terapeuta.

Vamos aos passos:

Primeiro passo: Reconhecer os fatos, pois a atitude oposta seria negar a existência da crise e, portanto, não tentar resolvê-la. “Sim, eu tenho um problema!”, a partir daí descrevê-lo com todos os seus detalhes:

  • Como surgiu
  • As pessoas envolvidas
  • Que impacto causou
  • Que sentimentos surgiram
  • Que dificuldades a crise está causando.

É preciso ser o mais objetivo possível, evitando julgar; tentando olhar para o problema como se estivesse de fora.

Segundo passo: Em busca da causa.

Reconhecer que a crise faz parte de você, que você é o responsável pela existência da crise ( a atitude negativa seria culpar os outros).

  • Assumir e responder pelo que aconteceu (mesmo que existam outros envolvidos que, aparentemente, são também culpados).
  • Tomar consciência de que integra o problema, ele faz parte de você.

Terceiro passo: Aceitação da crise.

  • A crise serve para o crescimento pessoal.
  • Nesta fase tem que estar bem atento aos seus sentimentos e movimentá-los no seu interior.
  • A raiva – “Porque isto acontece justo comigo?”. Reconhecer: “Sim, estou cm raiva!”, pois reconhecendo-a, ela vai passando em vez de se transformar em vingança. A energia positiva da raiva poderá levar ao perdão mais tarde.
  • A depressão: ela amarra e impede você de agir.
  • O medo: paralisa e torna-o consciente das suas fraquezas.
  • O ódio: mostra como você está realmente ligado e dependente da outra pessoa envolvida.
  • A culpa: você violentou sua auto-estima, sua integridade; seu comportamento está em desacordo com a sua visão elevada. O que é necessário é não carregar a culpa, arrastando-a consigo, mas reconhecê-la. A sua causa é que tem que ser resolvida. Remover a causa do comportamento faz surgir a culpa.
  • Fadiga, frustração, resignação: tem que lutar contra estes sentimentos, colocar-se fora da situação estressante, descansar, mudar o estilo de vida, por novas idéias e objetivos no que você está fazendo.
  • Desespero e falta de esperança: estar aberto para tudo que possa vir a acontecer. Ter a certeza de que vem ajuda ou de uma pessoa ou do mundo espiritual, um insight novo, uma resolução inesperada.

Quarto passo: O que tenho que aprender com a crise?

  • A atitude negativa é puro orgulho, faz-nos pensar que não nós, mas os outros precisam aprender. Desenvolva-se com humildade, quebre padrões antigos de comportamento.

Observação: chegando ao quarto passo, é bom fazer um intervalo de um dia ou mais, para retomar o problema. Geralmente é suficiente para chegar a uma conclusão das causas, porque isso aconteceu.

Quinto passo: Aprofundar-se na análise do problema.

A atitude negativa vem banalizar ou superficializar o problema.

  • Faça novamente uma síntese do problema, repasse-o.
  • Entre mais profundamente na crise, que está lhe trazendo tanto desconforto.
  • Questione a imagem que tem de si mesmo.
  • Quais os valores e ideais estão sendo abalados? Você vive realmente os seus valores, ou apenas normas aprendidas na infância?
  • Deixe vir a sua voz interna à tona. Não mais a atitude convencional, mas a voz do seu Eu inabalável, mesmo que no momento ela o desagrade.
  • Esteja aberto para algo totalmente novo em  termos de ajuda: livros, amigos, música, um tom de alguma cor.

Sexto passo: Após a escuridão, um novo dia.

Tomando novas resoluções.

A atitude negativa será a de manter-se obstinado em suas opiniões.

Tenha coragem para mudar velhos hábitos e atitudes.

Sétimo passo: Definir um plano de ação.

 A atitude negativa será a de resignar-se.

  • Você visualiza um plano de ação?
  • Quais os passos necessários? (Vá escrevendo passo por passo)
  • Olhe mais uma vez para trás, fazendo uma retrospectiva.
  • Imagine a futura situação do modo como gostaria que ficasse.

Oitavo passo: Encarando o futuro, gerando entusiasmo.

A atitude negativa será a de agarrar-se ao passado.

  • Deixe o passado definitivamente para trás.

Limpe o passado dando livros, roupas, fotos, pertences pessoais que você, a esta altura, já deverá ter percebido que não condizem mais com sua vida atual, com você no presente.

  • Jogue fora papéis, documentos inúteis, coisas mais pessoais ainda.
  • Jogue fora sua raiva, suas expectativas irrealizáveis, seus desejos tolos, seus sentimentos desprovidos de virtude.
  • Crie espaço para o futuro. Dedique-se a coisas novas. Tenha atitude positiva perante a vida!

Observação: Há sempre os perigos de racaídas, ao longo do percurso. No caso terão que ser repetidos os passos anteriores com mais cuidado e profundidade.

Os quatro passos seguintes, às vezes, precisam de mais tempo, para serem completados.

Nono passo: Perdão.

A atitude será o pensamento de vingança, de acusação ao outro. Trata-se de dar aqui, um passo altruísta.

  • Como você vai dar o passo para perdoar o outro? Um telefonema, uma carta – mesmo se o outro estiver inalcançável, mande-lhe os pensamentos positivos de perdão.
  • A crise foi necessária para o seu crescimento pessoal. Você poderá perdoar ao outro e a si mesmo.
  • Do emocional passamos por uma ponte para o espiritual. O perdão é uma força espiritual que vem com você, mas que tem uma ação sobre o outro também.
  • Enquanto você sentir satisfação diante de uma desgraça ao outro, o verdadeiro perdão ainda não aconteceu e você terá que trabalhar ainda por um tempo ou até retomar os passos.

Décimo passo: Gratidão.

A Atitude negativa é manter-se amargurado.

  • Agradeça a possibilidade que a crise gerou: um aprendizado. “Perdi, mas ganhei”.
  • Converta as emoções negativas em positivas.
  • “Eu entendo que foi bom tudo que aconteceu e agradeço”. Cuide para que os sentimentos sejam verdadeiros, caso contrário despertará a vingança.
  • As palavras perdão, gratidão, ganham um novo sentido.

Décimo primeiro passo: Retomar a alegria de viver.

A atitude negativa é voltar para atrás, bater na mesma tecla, retroceder. Após o pesar, vem a leveza.

Décimo segundo passo: Conquista da paz e da tranqüilidade anterior.

        A atitude negativa será fugir, ficar na ilusão.

  • Esteja pronto para caminhar, esteja em paz consigo mesmo.
  • Nova fé em si mesmo.

Estes passos podem ser usados até mesmo nas pequenas crises do dia-a-dia. Pense, reflita e faça suas escolhas, pois é você que carregará, para sempre, o peso e a responsabilidade pelas escolhas que fizer.

Bons ventos lhe soprem o que seu coração precisa para ser feliz!

Márcia de Lucena Saraceni

Fonte: Biográficos, estudos da biografia humana. Gudrun Burkhard.

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