O ter e o ser

Coração interior

Hoje trago para nossa reflexão, um texto extraído do livro ‘Os Sete Hábitos das Pessoas Muito Eficazes’, de Stephen R. Covey, que nos fala sobre a importância de compreendermos que a nossa força está do lado de dentro… que todas as mudanças que desejamos que aconteçam em nossas vidas, devem começar internamente… Não há outro caminho real…

Boa leitura!

O “Ter” e o “Ser”

Uma das formas de se determinar em que círculo nossa preocupação se encontra é distinguir entre o ter e o ser:

O Círculo de Preocupações vive cheio de ter:

“Ficarei feliz quando tiver acabado de pagar minha casa”.

“Se eu pelo menos tivesse um chefe que não fosse tão ditador”.

“Se eu tivesse um marido mais paciente…”

“Se eu tivesse filhos obedientes”.

“Se eu tivesse um diploma”.

“Se eu tivesse mais tempo para mim”.

O Círculo de Influência está cheio de ser:

Eu posso ser mais paciente, ser mais sábio, ser mais carinhoso. O foco dirige-se para o caráter.

Sempre que achamos que o problema está “lá fora”; este pensamento em si é o problema. Damos ao que está lá fora o poder de nos controlar”.

A mudança de paradigma precisa acontecer de “fora para dentro” – o que está lá fora precisa mudar antes que nós possamos mudar.

A abordagem proativa prescreve a mudança de dentro para fora: ser diferente e, ao ser diferente, alterar positivamente o que está lá fora.

Eu posso ser mais engenhoso, posso ser mais diligente, posso ser mais criativo, posso ser mais compreensivo.

Uma de minhas histórias favoritas encontra-se no Antigo Testamento, que faz parte da tradição judaico-cristã fundamental para nossa cultura:

Trata-se da história de José, vendido como escravo no Egito pelos irmãos, quando tinha 17 anos. Dá para imaginar como seria fácil para ele sentir pena de si mesmo, como servo de Putifar, concentrando-se nos defeitos dos irmãos, de seu amo e em tudo aquilo que lhe faltava?

Mas José era proativo. Ele lutava para ser. E dentro de pouco tempo ele era o encarregado do palácio de Putifar. Foi encarregado de cuidar de todos os bens de Putifar porque a confiança depositada nele era imensa.

Então chegou o dia em que José se viu às voltas com uma situação difícil e se recusou a comprometer sua integridade. Como resultado, ele foi injustamente aprisionado, por treze anos. Mais uma vez ele foi proativo. Trabalhou no círculo menor, no âmbito do ser e não no do ter, e em pouco tempo estava administrando a prisão e logo o Egito inteiro, obedecendo apenas ao faraó.

Sei que esta idéia representa uma mudança de paradigma dramática para muitas pessoas. É muito mais fácil acusar as outras pessoas, o condicionamento ou as circunstâncias por nossa situação estagnada.

Saber que nós somos responsáveis, “capazes de responder” e de controlar nossas vidas, influenciando intensamente nossas condições externas se nos concentrarmos no ser, naquilo que somos.  

Se eu tenho um problema no casamento, o que realmente ganho em apontar sistematicamente os defeitos de minha mulher?

Ao dizer que não sou responsável, eu me torno uma vítima indefesa, eu fico aprisionado, imóvel em uma situação negativa. Também diminuo minha capacidade de influenciá-la. Minha atitude implicante, acusatória e crítica, apenas confirma para ela as fraquezas que possui. Minhas críticas são piores do que as deficiências que procuro corrigir.

A possibilidade de interferir positivamente na situação definha e morre. Caso eu realmente deseje melhorar minha situação, posso trabalhar com a única coisa sobre a qual tenho controle – eu mesmo. Se eu parar de tentar moldar minha esposa e trabalhar em minhas próprias deficiências, posso ser um companheiro melhor no casamento, uma fonte inesgotável de apoio e amor. Assim, se tudo der certo, minha esposa sentirá o poder de um exemplo proativo e reagirá de modo similar.

Caso ela reaja bem ou não, a maneira mais positiva possível para influenciar a situação encontra-se em um trabalho dirigido a mim.

Existem tantas maneiras de se trabalhar no âmbito do Círculo de Influência – ser um ouvinte mais atento, ser um companheiro mais carinhoso no casamento, ser um estudante melhor, ser um funcionário mais aplicado e cooperativo. Em certos momentos a atitude mais proativa que podemos tomar é ser feliz, simplesmente sorrir com sinceridade.

A felicidade, como a infelicidade, é uma escolha proativa. Existem coisas, como o tempo, que nosso Círculo de Influência jamais conseguirá abranger. Mas, como pessoas proativas, podemos ser felizes e aceitar as coisas que não podemos controlar no momento, e concentrar esforços no que podemos mudar.

Aloha

Claudia Michepud Rizzo

 

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s