Sofrendo e reclamando…à toa

primeiro passo

“Vamos deixar para sofrer pelo que é realmente trágico e não por aquilo que é apenas um incômodo,
senão fica impraticável atravessar os dias.”
Martha Medeiros

Gente do céu! Vocês já repararam como as pessoas andam reclamando da vida? Atentei a este fato no início da semana e comecei a reparar como os seres humanos alimentam aquilo que ‘não está bom’ ao invés de enfatizar as conquistas e talentos próprios, por exemplo.

Falta de dinheiro, a roupa que não tem, falta de espaço em casa, a louça do almoço…qualquer coisa é motivo para uma queixa, seja por motivos grandes ou, aparentemente, insignificantes. É fácil identificarmos aquelas pessoas que são a personificação da reclamação: vivem fazendo drama, nada está bom ou sempre teria alguma maneira estar melhor. Com esses indivíduos, a convivência se torna pesada e o prazer de compartilhar um momento acaba ‘dando umas voltinhas por aí’.

Caricaturas à parte, muitas pessoas à nossa volta reclamam ao longo do dia – inclusive nós. Acredito que se começássemos a nos vigiar e, ao menos no início, tentássemos apenas não manifestar nossas insatisfações, o dia a dia se tornaria muito mais leve. Com o tempo deixaremos de reclamar, de verdade…iremos parar de enfatizar e pensar no que ‘não dá certo’ para nós.

Ao invés de reclamar que tem que acordar cedo para ir ao trabalho, agradeça que você tem uma fonte de sustento e, mais do que isso, relembre o caminho trilhado por você para chegar aonde chegou. Ao invés de reclamar do filho que não te liga, agradeça pela saúde daquele que um dia foi gerado por você – e, ligue você para ele.

Refletindo sobre isso pude perceber que nós, seres humanos, sofremos muito – e sofremos à toa. Tudo é motivo para drama, lamúrias e noites mal dormidas. Se acompanharmos o ritmo da sociedade, frenético e estressante, logo menos a felicidade se tornará um luxo para poucos e uma noite bem dormida passará a ser vendida em pacotes promocionais (afinal, trabalha-se mais para se ter cada vez mais dinheiro: um ciclo vicioso que, se vivido por alguém fora de seu equilíbrio, se torna algo venenoso…um fardo cada vez mais pesado).

Mundo ideal: reclamar menos, olhar o lado bom vida, valorizar as conquistas, agradecer cada novo dia e viver com suavidade, acreditando que tudo está ‘sempre certo’. Difícil? Talvez. Mas alguém já disse que a mais longa caminhada começa com o primeiro passo…

Como diria Martha Medeiros, “Vamos deixar para sofrer pelo que é realmente trágico, e não por aquilo que é apenas um incômodo, senão fica impraticável atravessar os dias.”

Amor, luz e consciência. Sempre.

Cíntia Michepud

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