Passiva, eu?

Passividade

Passividade, sinônimo de indiferença e inércia, é o oposto de atividade, ação. Quando esta palavra está associada ao comportamento de uma pessoa, refere-se a alguém que não é o agente de uma ação ou que não se responsabiliza para a resolução de um problema, muito embora Jean Paul Sartre afirme que, ainda que fôssemos surdos e mudos como uma pedra, a nossa própria passividade seria uma forma de ação.

O convite para a leitura do texto de hoje, escrito por Carla Poletti é refletir sobre esta questão. Dessa forma, nos auxilia a perceber quais momentos da vida temos um comportamento utilizado com mais freqüência do que desejamos e qual o ganho ou utilidade os comportamentos passivos, agressivos ou de manipulação têm em nossa vida.

Ano novo, energias e esperanças renovadas, agora é hora de começar a colocar os planos e as promessas em ação.  E para isto, uma das coisas mais importantes é sair da passividade. Grande parte dos problemas do mundo ocorre pelo fato das pessoas não buscarem uma solução efetiva para os problemas que enfrentam.

Muitas crianças aprendem a não resolver problemas, pois os pais não falam e não as ensinam como resolver, muitas vezes, porque eles mesmos não aprenderam. Aprenderam a ficar passivos. A ver as coisas acontecerem ao seu redor e não fazer nada. Fazem isto na rua, ao verem um lixo jogado no chão; fazem isto na empresa, ao se deparar com um novo desafio; fazem isso em casa, quando há algo errado.

Na passividade a mente tende a minimizar (diminuir) a capacidade da pessoa em resolver o problema, e a maximizar (aumentar) o tamanho do problema. Ou seja, a pessoa se sente incapacitada diante de uma enorme questão. E aí, espera que alguém possa salvá-la, já que ela está totalmente incapaz.

Neste processo há quatro comportamentos muito freqüentes. São os chamados comportamentos passivos, que foram descritos por, Jacqui Lee Schiff, analista transacional que desenvolveu um grande trabalho com esquizofrênicos.

São comportamentos passivos, pois são ações externas ou internas que as pessoas empregam que não geram uma solução efetiva para a resolução de um problema, pelo contrário, geram desgaste de energia e alimentam relações de dependência. São eles:

– Não fazer nada: A energia é usada para inibir a ação. É a passividade pura.

– Super-Adaptação: A pessoa imagina o que o outro deseja que ela faça e tenta fazer. Assim, seu foco está em agradar o outro, e não em resolver a questão. Com isto, ela não precisa assumir nenhuma responsabilidade pela sua conduta, pois fez o que achava que o outro queria que ela fizesse.

– Agitação: Há um desgaste de energia em uma ação repetitiva, mas sem nenhum resultado. Por exemplo: fumar sem parar, ficar andando de um lado para o outro, pensamentos repetitivos. Há uma grande inquietação interna e externa sem nenhum resultado produtivo. 

– Incapacidade ou Violência: Há uma descarga de energia, através de uma incapacitação manifestada por um desmaio, vômitos ou fortes dores de cabeça, ou ainda, através de um ato violento, agredindo pessoas ou propriedades.

Em todos estes comportamentos o pensar, o se responsabilizar pelo problema e pela sua solução não estão presentes.

Quando houver um problema, primeiro pare, reflita e assuma a sua responsabilidade sobre ele. Aí veja o que pode ser feito, e o que você pode fazer para contribuir para esta solução.

Todo o problema tem solução, talvez você ainda não tenha encontrado a solução para o seu, mas isto não significa que ela não exista.

Confie na sua capacidade de pensar, e peça ajuda se necessário.

Muitas vezes, um olhar externo pode analisar a questão por ângulos que quando se está tão inserido no problema, não é possível se ver. Por isto, a ajuda do outro, às vezes, é importante.

Ao assumir a responsabilidade pelos seus atos, e ao buscar soluções efetivas para os problemas que você enfrenta, você não está passivo. Ao contrário, você está conectado com todo o seu poder de mudança!

Bons ventos lhe sopre o que seu coração precisa para ser feliz!

Márcia de Lucena Saraceni

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