Como adquirir sabedoria

O texto de hoje nos mostra uma condição para adquirirmos sabedoria. É um ponto de vista bastante interessante, que mostra como esse saber pode chegar até nós através de momentos pontuais, ou seja, de cada experiência vivida ao longo da vida, e não de uma única vez. Aproveito, também, para relatar um um fato que vivenciei, para particularizar o conteúdo das palavras do desconhecido autor.

“Recém-chegado ao setor onde iria desempenhar minha nova função, fui surpreendido ao ser designado para compor a equipe de licitação da empresa para a qual trabalhava. Estava se aproximando o vencimento dos contratos de manutenção dos serviços prestados, que eram terceirizados, e era necessário realizar um novo processo licitatório. E, como estava com disponibilidade de tempo, logo fui indicado para desempenhar toda a atividade.

Sem conhecimento algum dos procedimentos burocráticos dessa tarefa, senti-me, com o passar dos dias, realizando um trabalho que inicialmente ocasionou-me desmotivação, estresse, intranqüilidade e a perda da alegria de trabalhar.

E isso foi tirando o sentido de meu trabalho, o que foi me deixando “sem vida”: aborrecia-me com facilidade e, só de pensar em retornar às tarefas exigidas, meus fins de semana começaram a ficar sem empolgação.

É possível imaginar o que poderia acontecer se não houvesse uma reviravolta. E isso ocorreu, após tomar conhecimento da frase: “Se você não faz o que gosta, aprenda a gostar do que faz”.

Foi minha salvação. Para aprender a gostar do que fazia, fui tirar proveito das oportunidades de aprendizados que me estavam sendo oferecidas no exercício daquele trabalho. E esse passou a ter vida, e vida, conforme a canção é trabalho.

Com a eventual ajuda de vários colegas, as atividades foram concluídas, e consegui me ver feliz, admirando os volumes que compuseram todo o processo.”

Vejamos agora, o texto:

“Conta-se que certa vez um jovem visitou um grande sábio para lhe perguntar como se deveria viver para adquirir a sabedoria.

O ancião, ao invés de responder, propôs-lhe o seguinte desafio:

– Encha uma colher de azeite e percorra todos os cantos deste lugar, mas não deixe derramar uma gota sequer.

Após ter concordado, o jovem saiu com a colher na mão, andando a passos pequenos, olhando fixamente para ela e segurando-a com muita firmeza. Ao voltar, orgulhoso por ter conseguido cumprir a tarefa, mostrou a colher ao ancião, que perguntou:

– Você viu as belíssimas árvores que havia no caminho? Sentiu o aroma das maravilhosas flores do jardim? Escutou o canto dos pássaros?

Sem entender muito o porquê disso tudo, o jovem respondeu que não e o ancião disse:
– Assim você nunca encontrará sabedoria na vida; vivendo apenas para cumprir suas obrigações sem usufruir das maravilhas do mundo. Assim nunca será sábio.

Em seguida, pediu para o jovem repetir a tarefa, mas desta vez observando tudo pelo caminho. E lá foi o rapaz com a colher na mão, olhando e se encantando com tudo. Esqueceu da colher e passou a observar as árvores, cheirar as flores e ouvir os pássaros. Ao voltar, o ancião perguntou se ele viu tudo e o jovem extasiado disse que sim. O velho sábio pediu para ver a colher e o jovem percebeu que tinha derramado todo o conteúdo pelo caminho.

Disse-lhe o ancião:

– Assim você nunca encontrará sabedoria na vida; vivendo para as alegrias do mundo sem cumprir suas obrigações. Assim nunca será sábio.

Para alcançar a sabedoria terá que cumprir suas obrigações sem perder a alegria de viver. Somente assim conhecerá a verdadeira sabedoria.”

Certamente, vivemos para fazer alguma coisa. Mas nem sempre fazemos só o que gostamos. Quando isso acontece, devemos encarar o fato com “resignação para aceitar o que não pode ser mudado”, transformando o foco de negativo para positivo.

Assim, conseguimos enxergar os momentos como uma grande oportunidade de aprendizado. Ao ver a realidade com outros olhos, certamente adquirimos conhecimentos com as mais diversas atividades. E essa oportunidade é, talvez, única, e pode ser facilmente desperdiçada.

Quanto nós desperdiçamos, ao longo da vida, deixando de adquirir a sabedoria?

Luz e Paz,

Tenório Lucena

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4 comentários Adicione o seu

  1. Bianca disse:

    Muito interessante o texto, principalmente a frase “Se você não faz o que gosta, aprenda a gostar do que faz”. Acredito que problemas poderão ser resolvidos com base nesse conhecimento

    1. Severino Henrique Tenorio de Lucena disse:

      Agradeço o comentário e concordo plenamente com a afirmativa final. Dizem que nada nos acontece por acaso. Estamos, constantemente, expostos a novas oportunidades e muitas vezes deixamos de aproveitá-las, por não simpatizarmos com elas, ou não vermos nas circunstâncias que elas surgem experiências que atraimos para facilitar nosso processo de aprendizado e evolução.
      “Será por meio da alegria que se desenvolverá a felicidade” e na vida, talvez a máxima para isso seja aprender a gostar do que estar fazendo.

      Tenório Lucena

  2. Renaldo Bila disse:

    Gostei do pensamento e um pensamento vasto que deve ser aproveitado por muitos.

    1. Severino Henrique Tenorio de Lucena disse:

      Renaldo Bila,
      Obrigado por seu comentário. Torcemos para que muitos aproveitem dos textos postados e descubram melhrorias para si.

      Tenório Lucena

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