O dom de saber esperar …

paciência

Envolvidos em tempos de pressa, de cobranças intensas, onde o não ter tempo é praticamente uma máxima da vida diária, o texto de Cátia Bazzan torna-se bastante oportuno para refletirmos sobre nosso dom de esperar.

Vamos à leitura.

“Paciência é uma virtude de manter um controle emocional equilibrado, sem perder a calma, ao longo do tempo. Consiste, basicamente, de tolerância a erros ou fatos indesejados. É a capacidade de suportar incômodos e dificuldades de toda ordem, de qualquer hora ou em qualquer lugar. É a capacidade de persistir em uma atividade difícil, tendo ação tranquila e acreditando que iremos conseguir o que queremos, de sermos perseverantes, de esperar o momento certo para tomar certas atitudes, de aguardar em paz a compreensão que ainda não se tenha obtido, de saber ouvir alguém, com calma, com atenção, sem ter pressa, libertando-se da ansiedade. A tolerância e a paciência são fontes de apoio seguro nos quais podemos confiar, pois desperta a intuição e traz clareza. Ser paciente é ser educado, ser humanizado e é saber agir com calma.

Ufa! Quantas atribuições difíceis para nós aprendermos! São inúmeras qualidades numa simples palavra: paciência. Um dom que poucos de nós têm conseguido conquistar.

Na verdade, tenho refletido que ter paciência é como poder aceitar aquilo que a vida nos oferece, sem menosprezar nada. Um grande desafio, porque somos extremamente controladores em tudo. Queremos que as coisas aconteçam como nós gostaríamos, porém não temos a menor noção do que é realmente relevante para cada momento. Apenas “achamos” que deve ser assim!

Poucos de nós sabem, por exemplo, agir usando o poder da intuição. E quando pergunto se a intuição já falhou para alguém, até hoje ninguém disse que ela mostrou um caminho errado, pelo contrário, dizem que a intuição nunca erra. Porém, ela só desperta para quem tem o mínimo de paciência para ficar em silêncio, tranqüilo e em paz. Embora, nós saibamos de tudo isso, quantos de nós tem praticado? Isso realmente é um dom que pode ser desenvolvido, basta se conhecer e conhecer as limitações que nós temos para poder progredir, avançar e alcançar a tão almejada paciência.

Primeiro podemos refletir sobre o quanto estamos tendo controle emocional diante dos conflitos que vivenciamos todos os dias. Ao conseguirmos reconhecer o quanto as pessoas “nos tiram do sério”, é possível entender o quanto estamos nos deixando levar por tão pouco. Onde está nosso poder pessoal para perdermos tão facilmente a paz? Isso provavelmente nos levará a ter mais calma para pensar melhor antes de agir, evitando ofender alguém e ser ofendido.

E se caso errarmos, tolerar o erro. Aceitar que cometemos um ato errôneo, e aprender com o mesmo para não mais cometê-lo. Dar mais atenção a si mesmo, vivenciar mais as experiências e não deixar que elas passem rapidamente, ou em outras palavras, parar de querer ter pressa para resolver tudo e para fazer as coisas. Quase todos os ocidentais têm uma mente tão ambiciosa que é incapaz de ter momentos de relaxamento. Não conseguimos nos oportunizar momentos de calmaria e quando o fazemos nos culpamos.

Por que querer tudo para ontem? Por que ter que resolver agora? Será que aquilo que viemos protelando deve ou não ser resolvido?

Para saber o que fazer nesses momentos de dúvida, é preciso aprender a ter paciência. Resolver uma coisa de cada vez para saber qual a melhor decisão a ser tomada. Deixar aflorar mais a intuição, que só é desperta aos que conseguem não pensar em nada. Pois a nossa mente é muito contaminada e para ela nos desviar do caminho mais correto, é bem fácil. Basta pensar em mil coisas ao mesmo tempo e tentar encontrar um resposta nesse turbilhão para ver. Nada vai fluir. Ou melhor, tente fazer inúmeras coisas ao mesmo tempo e veja qual fica pior, porque nenhuma ficará bem feita.

Fizeram uma pesquisa com especialistas os quais queriam verificar se realizar muitas tarefas ao mesmo tempo era uma especialidade dos jovens de hoje ou não. Aqueles que possuem o hábito de olhar televisão, jogar no computador e “brincar” no telefone ou fazer muitas coisas juntas, tem sérias debilidades neurológicas, entre elas nem preciso dizer que é falta de atenção.

Outra coisa: ter paciência não é engolir “sapos” e deixar as pessoas fazerem o que querem conosco. É simplesmente aprender a aceitar, compreender melhor os acontecimentos e extrair o aprendizado. Quem acha que tem paciência por ficar quieto e apático não está praticando esse dom consigo, só com os outros, o que não é nem um pouco saudável. Então, reflita como você tem praticado esse dom e mude o que puder se for necessário”.

Luz e Paz.

Tenório Lucena

2 comentários Adicione o seu

  1. paciencia é tudo, principalmente no meu caso, pois estava namorando com uma jovem, e nos amamos, só q era longe dos olhares das pessoas, quando tomei a iniciativa de falar com os pais dela, eles nao aceitaram e proibiram, eu e ela entao estamos na oraçao, mas compometido um com o outro, vamos ter q esperar bastante tempo se quisermos ficar juntos e nos casar…..algo tipo quatro ou cinco anos…..bem se verdadeiramente existe amor vamos saber esperar, fazendo propósitos, jejuns e oraçoes, mas as vezes da vontade de desistir, mas eu jà determinei e me decidir q é ela q terei como a minha esposa, estamos na mesma fé, esperando em Deus com a certeza da vitória……..ore por nós, meu nome é lenilson carlos marques sousa e o dela é lais maués furtado, no futuro publicarei aqui a data do nosso casamento, pois pela fé iremos chegar aonde queremos, ore por nós…..

    1. Tenorio Lucena disse:

      Lenilson Carlos, boa tarde.
      Obrigado por teus comentários. Torcemos para que, na vida de vocês, tudo transcorra conforme orienta a sabedoria e a harmonia Divina. Cuide bem de seus planos futuros com paciência e prudência, pois são bases para afastar a ansiedade e organizar a caminhada em direção ao sonho.

      Tenório Lucena

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