A Sustentabilidade dos valores

em

Fala-se muito em sustentabilidade. Dizem que é uma forma de atender as próprias necessidades sem se descuidar das necessidades de outros seres e das gerações futuras. Ao utilizar os recursos da natureza deve-se atentar para o fato de que esses são finitos e, portanto, devem ser usados conforme a real necessidade e preservados para não comprometer a vida no planeta.

Embora se perceba o crescimento da consciência social em relação ao sentido de sustentabilidade, as práticas humanas ainda carecem de significados expressivos quanto ao uso e zelo dos elementos naturais de sobrevivência, a exemplo do componente água.

O desperdício com esse elemento vital ainda é grande, principalmente nos centros urbanos de maior agrupamento. Em algumas regiões a precariedade é tanta que o pouco que se tem desse recurso é racionado para suprir minimamente as necessidades próprias e de outras pessoas.

Nessas áreas, o respeito pela dignidade humana é expresso pelo sentimento de solidariedade. Não é raro enxergar nesses espaços ações humanitárias de fé e fraternidade, compartilhando o quase nada do que se tem, reprimindo, em si, atos de individualidade que poderiam conduzir a práticas egoísticas.

Exemplo virtuoso encontra-se no texto atribuído a Amilcar Del Chiaro Filho, comovente história que envolve gestos de espiritualidade praticada por pessoas de “vidas secas”.

Um homem caminhava por um deserto, com muito calor e muita sede. Apesar de tudo ele arrastava-se na esperança de encontrar a salvação, e não estava enganado, pois viu ao longe uma casa de madeira em ruínas e com muito esforço chegou até ela. Não encontrou nada para beber ou comer, porém encontrou uma pequena sombra, onde deixou-se cair para descansar.

Ele começou a olhar as coisas à sua volta e viu uma bomba d’água manual. Pensou consigo: o poço deve estar seco. Mas ele viu, também, uma garrafa quase cheia de água e já ia tomá-la, quando percebeu um papel colado nela, que depois de limpo da poeira, ele viu que eram instruções para fazer a bomba funcionar.

O bilhete dizia que era preciso despejar todo o conteúdo da garrafa na boca do cano que descia para o poço, para que a bomba funcionasse. Com a garrafa de água na mão, veio a dúvida. E se eu despejar a água e a bomba não funcionar? Após alguns instantes ele resolveu arriscar e seguiu as instruções.

Depois começou a bombear e o mecanismo rangia e nada de água, contudo ele continuou. Após alguns minutos ele percebeu um filete de água e depois a água correu fartamente, limpa, pura, deliciosa. Olhando para a garrafa ele percebeu um recado: não se esqueça de encher a garrafa antes de partir.

Assim é a vida, pensemos nós. Às vezes é preciso arriscar a perder um pouco para ganhar muito. Mas é sempre bom prepararmos as coisas para que outros usufruam também. Antes de partirmos deste mundo, vamos deixar uma garrafa com um pouco de felicidade e instruções para fazer os mecanismos da vida funcionar, tranquila e feliz. 

Luz e Paz.

Tenório Lucena

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s