A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não

É provável que a palavra “não” seja a que mais ouvimos ao longo de nossa existência. Ao se definir limites e proporcionar atos corretivos educativos à formação do ser, e talvez por ter seu uso quase sempre dissociado de fatores explicativos convincentes, vinculamos sua aplicação unicamente à compreensão de um ato proibitivo, destituído de qualquer senso de aprendizagem, mas unicamente punitivo.
Sem dúvida, por sua “força e poder de barrar” um ato contínuo não condizente, associado, na maioria das vezes, a sentidos de prazer, o ‘não’ trás, em si, sentimentos de frustração e baixa estima, estancando a capacidade de sorrir.
À luz da compreensão que a vida passo a passo vai proporcionando,  sua natureza e uso passa a ter um significado menos de impedimento e mais de direcionamento do comportamento para um novo aprendizado.
Sônia Carvalho, autora do texto de hoje, diz que à frente de um ‘não’ podemos vislumbrar sabedoria desde que entendamos que é preciso sorrir cada vez que o mundo nos dá uma negativa…

“Felicidade é acreditar que a vida se renova a cada instante,

Que nunca estaremos sozinhos,haverá sempre uma Luz a nos guiar.

Que as derrotas sofridas no hoje, serão as vitórias do amanhã.

É compreender que o progresso espiritual é gradativo, mas possível, basta que caminhemos dia a dia, enfrentando as dificuldades.

É buscar na prece o auxílio quando a angústia busca invadir nosso coração.

É vencer a dúvida, se aliando à confiança de que podemos enfrentar qualquer desafio que a vida nos apresentar.

Que dentro de cada um de nós existem as ferramentas necessárias para que preparemos o terreno a nossa frente.

É não temer a tempestade, porque temos um manto de proteção a nos envolver.

É chorar sim, quando necessário, mas jamais ocultar o sorriso eternamente.

É compreender que a fraternidade nasce dos pequenos gestos.

É fazer no agora o que já somos capazes e continuar caminhando, para que no futuro, possamos mais ainda.

É compartilhar alegrias e tristezas.

Compreender que a dor que fere, também é aquela que educa o espírito.

Que provas fazem parte de nossa caminhada até o Pai.

É buscar constantemente pela evolução espiritual, porque cada um de nós tem potencial para isso, independente das fragilidades que ainda possua.

Que mesmo quando o medo nos envolver, podemos em instantes nos aliar a espiritualidade maior e vencê-lo.

É não parar no meio do caminho, pelo contrário, é prosseguir, mesmo a passos vacilantes, é perseverar, é caminhar mesmo entre espinhos, porque só assim se chega a um novo horizonte.

É buscar a Luz, sem se esquecer de também acender a própria luz interna.

É passar pelo sofrimento que vier com a certeza que somos amparados pela Providência Divina.

É sentir o Mestre caminhando ao nosso lado.

É assumir as próprias fraquezas sem se envergonhar, porque ainda estamos a caminho da perfeição, mas a ela chegaremos.

É acordar a cada manhã, compreendendo que a nossa frente há uma página em branco e que nela podemos reescrever a nossa história.

É ir adiante, mesmo que o sol não esteja brilhando.

É buscar dentro de nós a presença do Pai, porque Ele está em nós.

É amar a todos que encontrarmos, sem imposições ou barreiras.

É transformar o orgulho em fraternidade.

É combater a todo instante a cólera que ainda possuímos dentro de nós.

É deixar as mágoas que ainda temos em nosso íntimo para trás e perceber o quanto nos tornamos mais leves.

É perdoar, porque perdoando a vida se torna mais bela.

É enxergar em cada pessoa, um flor, independente dos espinhos que ela traga, afinal, se queremos amor, devemos antes aprender a amar, pois o amor só aparece no caminho daqueles que amam.

É ter certeza de que a Providência Divina não nos abandona e assim, seguir o nosso caminho, cultivando as sementes que nos foram entregues, pois só assim iremos colher os frutos.

A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não…

É manter a fé sempre acesa, independente do que aconteça, porque com ela, nos fortalecemos e compreendemos que a estória nunca tem fim, continua cada vez que você responde sim.

E a vida se renova.

Sempre…”.

 

Luz e Paz.

Tenório Lucena

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