Dê as mãos para aquilo que te incomoda

É muito interessante como nos momentos em que menos esperamos novos horizontes se descortinam em frente a nossos olhares, nos dando a oportunidade de aprendermos algo novo ou modificarmos algo para que possamos viver melhor.

Em um encontro proporcionado pelo meu trabalho, tive a oportunidade de participar de uma conversa com a Ana Paula Portugal. Ela comentava sobre o quanto é importante sabermos o que temos de melhor, para que possamos focar nossa energia e saber quais características de nossa personalidade devemos potencializar. E

uma de suas reflexões me chamou atenção.

Todos nós, em diversos momentos da vida, sentimos raiva, medo, solidão, angústia, dúvida e ansiedade. É natural dos seres humanos desenvolver esses sentimentos frente a determinadas situações. Porém, precisamos aprender a olhar com mais compreensão para nossas emoções e não permitir que nada nos impeça de sermos quem realmente somos.

Muitas pessoas desenvolvem ao longo da vida a capacidade de sublimar sentimentos. Não se permitem sentir medo, tristeza e não admitem quando estão ansiosas ou inseguras. Ter medo, por exemplo, é um fator que as impedem de agir, o que torna esse sentimento uma barreira e um peso gigantesco para se carregar.

Toda situação nova é uma oportunidade de crescimento. O que é desconhecido gera insegurança, o que é natural. Frente a essa situação podemos optar por ir adiante e enfrentar o novo ou por ficarmos enraizados em nossas cômodas posições e situações de vida. E, então, você pode se perguntar: “Mas eu posso ir com medo?” E a resposta é: Pode!Deve! Dê as mãos para o seu medo, converse com ele e vai embora. Se o seu coração disse que este é o caminho, não faça a bobagem de deixar de trilhá-lo por medo. O fato de reconhecer as próprias limitações já tornará você um ser humano mais forte.

O segredo é parar de sublimar. Parar de querer ser perfeito ou uma fonte inesgotável e pura de sentimentos nobres.  Se tenho medo de avião, vou aceitá-lo e no caminho eu resolvo enfrentar. Se estou ansiosa com determinado processo, vou utilizar essa ansiedade como fator impulsionador e não como um limitador.

Pensem em quantos momentos não sublimamos nossos sentimentos. Garanto que a vida fica mais suave quando reconhecemos nossos pontos fortes e aquilo que podemos trabalhar.

Entenda que você não tem que estar feliz e amando e saudável todos os segundos de todos os dias de sua vida. Perfeito seria, mas sabemos que isso não é real. A proposta é sairmos do padrão imposto por essa sociedade da felicidade infinita para sermos (e amarmos) nós mesmos como realmente somos.

Há momentos que estamos chateados assim como há épocas em que estamos radiantes, espalhando alegria e amor. Natural. E que bom que é assim! O que seria do branco se não existisse o preto para fazer o contraponto? Que valor que seria dado ao Sol, se não existisse a Lua por metade de nossos dias nos fazendo sentir aquela leve saudade da Luz – que com certeza renascerá nas próximas horas?

Não defendo a idéia de nos entregarmos às adversidades da vida. Muito pelo contrário! Mas, sou a favor de reconhecer o que impede minha luz de trabalhar para que eu possa, a cada dia, ser uma pessoa sempre melhor do que aquela que eu fui ontem.

Vale uma reflexão!

Amor, luz e consciência. Sempre.

Cíntia Michepud

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s