A sabedoria do silêncio

“O silêncio é a comunhão de uma alma consciente consigo mesma.”
Henry David Thoreau

Os conflitos podem ajudar a restabelecer a capacidade de sabedoria e serenidade. Muitos desses surgem com formatos constrangedores e, infelizmente, nem sempre se tem o preparo adequado para enfrentá-los.

Dentre aqueles que mais agridem a ordem, estão as calúnias, difamações ou injúrias, que se assemelham aos espinhos mais nocivos e que costumam arranhar a alma, pois ferem o que há de mais sagrado em uma pessoa: a dignidade do ser.

Fundamentados por falsas percepções, por pré-julgamentos, destituídos de verdades, baseados em argumentos que julga ou procede irrefletidamente, é comum encontrar-se, na sociedade, indivíduos que buscam, ainda que momentaneamente, maldizer seu semelhante. Carentes de espiritualidade (transformação e aperfeiçoamento do estado geral do coração e da mente – Dalai-Lama) essas pessoas se deixam impregnar-se de valores que mais se encontram nos predadores.

Todos estão expostos a sofrer tais constrangimentos e muitos não conseguem passar por esses momentos sob a luz dos ensinamentos dos sábios. É compreensível. “As emoções do homem são despertadas mais rapidamente que sua inteligência”, afirma Oscar Wilde, e é de se esperar que reações agressivas sejam vistas primeiramente como solucionadoras de maus tratos.

Não se deve esquecer uma das regras da sabedoria universal: ‘a toda ação corresponde uma reação oposta de mesma intensidade’. A regra do “bateu, levou” não se converte em ganhos. Não se destroem espinhos pisando neles com a sola dos pés. Espinhos destroem-se por si só, no tempo.

Deve-se entender que harmonia é ordem, equilíbrio, estabilidade e só se consegue no âmbito da paz. Contra as maledicências, é mais prudente e sábio enfrentá-las com o silêncio.
No silêncio, há sabedoria.
Palavras mal ditas costumam perder forças e valor quando são proferidas e tem por resposta um ambiente silencioso. Não encontram eco para espalhar-se.

Vale a pena refletir sobre o provérbio Árabe, que diz:

“O homem fala,
O sábio cala,
O tolo discute.”

Quando acometidos por palavras sem retidão, sem alinhamento com a realidade, simplesmente silencie.
Deixe o tempo tratar de retirar-lhes as energias destruidoras que as alimentam.

Ao silenciar, a alma torna-se serena.

Luz e Paz.

Tenório Lucena

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