A vida é feita de escolhas… e sorte

Hoje trago um texto incrível de Martha Medeiros que gostaria compartilhar com vocês. Sabe aquelas pessoas que se incomodam com a felicidade alheia e acham uma tremenda bobeira ficar rindo à toa? Pois é justamente para elas que parte da mensagem se dirige. É para elas que a autora diz que filosofar sobre a miséria e as adversidades da vida não nos torna seres superiores a ninguém. Posso ser feliz mesmo com os meus problemas, os quais prefiro chamar de desafios.
Quando opto por não sublimá-los e encará-los com um sorriso no rosto e fé no coração, tenho certeza que me torno uma pessoa melhor.

Em um segundo momento, a autora nos faz refletir sobre o que é fruto de nossa sorte ou de nossas escolhas. Olhe para sua vida, sua família, seu corpo, sua saúde, suas conquistas. Com toda certeza, há muito coisa pelo qual você deveria ser grato (a).
Abençoe essas dádivas! Abençoe!

Por outro lado, há o que recebemos devido às nossas escolhas. Podemos optar por saudar um novo dia com um sorriso ou reclamar por querer mais 2 horas de sono e não poder tê-lo.
Podemos afetar o brilho de um dia inteiro com um comentário invejoso ou podemos passar por ele, sem dar nenhuma importância.

Ontem, encontrei em meu caminho um senhor que perdeu a visão aos 13 anos de idade. Se amargura fosse justificável, essa pessoa poderia, sim, ser tristonha e de mal com a vida… Mas não era.
Quanta alegria e bom humor que esse senhor espallhou por onde passou!
Percebi que as pessoas que cruzavam com ele sorriam, ficavam mais leves.
Uma delas comentou comigo: “e eu ainda reclamo do que? Uma lição de vida, não é mesmo?”

E o ceguinho seguiu seu rumo, rindo e fazendo rir. O que seria motivo de desgraça para a maioria, para ele era algo tratado com leveza e ferramenta para cativar as pessoas. Um exemplo.

Finalizo, então, com a mensagem de Martha Medeiros, esperando que você tenha tido a sorte de ter nascido com a habilidade de detectar o que, de fato, é importante na vida e que possa, sem medo de ser feliz, ser um bobo alegre, daqueles que ri à toa, sorri para o vizinho e cantarola na rua.

E ai, você escolhe ser feliz?

 

“Sorte e escolhas bem feitas

Pessoas consideradas inteligentes dizem que a felicidade é uma idiotice, que pessoas felizes não se deprimem, não têm vida interior, não questionam nada, são uns bobos alegres, enfim, que a felicidade anestesia o cérebro.

Eu acho justamente o contrário: cultivar a infelicidade é que é uma burrice. O que não falta nessa vida é gente sofrendo pelos mais diversos motivos: ganham mal, não têm um amor, padecem de alguma doença, sei lá, cada um sabe o que lhe dói.

Todos trazem uns machucados de estimação, você e eu inclusive.
No que me diz respeito, dedico a meus machucados um bom tempo de reflexão, mas não vou fechar a cara, entornar uma garrafa de uísque e me considerar uma grande intelectual só porque reflito sobre a miséria humana.
Eu reflito sobre a miséria humana e sou muito feliz, e salve a contradição.

Felicidade depende basicamente de duas coisas: sorte e escolhas bem feitas.

Tem que ter a sorte de nascer numa família bacana, sorte de ter pais que incentivem a leitura e o esporte, sorte de eles poderem pagar os estudos pra você, sorte por ter saúde.
Até aí, conta-se com a providência divina.
O resto não é mais da conta do destino: depende das suas escolhas.

Os amigos que você faz, se optou por ser honesto ou ser malandro, se valoriza mais a grana do que a sua paz de espírito, se costuma correr atrás ou desistir dos seus projetos, se nas suas relações afetivas você prioriza a beleza ou as afinidades, se reconhece os momentos de dividir e de silenciar, se sabe a hora de trocar de emprego, se sai do país ou fica, se perdoa seu pai ou preserva a mágoa pro resto da vida, esse tipo de coisa.

A gente é a soma das nossas decisões, todo mundo sabe.
Tem gente que é infeliz porque tem um câncer.
E outros são infelizes porque cultivam uma preguiça existencial.
Os que têm câncer não têm sorte. Mas os outros, sim, têm a sorte de optar.
E estes só continuam infelizes se assim escolherem.”

Amor, luz e consciência. Sempre.

Cíntia Michepud

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