Alma do Universo

O texto que segue, de autoria do  Prof. João Pinheiro Neto,  nos leva a refletir sobre a evolução do ser humano e  as mudanças de valores e hábitos.

Boa leitura.

“A vida não é um milagre, não é uma coisa sobrenatural, extraordinária. A vida é um processo essencial da matéria universal. Mas, não surge por espontaneidade, como num passe de mágica; nada disso! A vida só se realiza quando existem possibilidades concretas – físicas e químicas – para o seu aparecimento. Um exemplo disso é o nosso planeta Terra, que por bilhões de anos foi reunindo condições – a água, principalmente – para que a vida se processasse. Não digo nem a Terra, mas todo o sistema solar, pois, se não fosse a distância certa do Sol, nossa maior fonte de energia, nosso planeta seria quente ou frio demais, impossibilitando a vida.

Talvez possamos pensar, então, que a vida surge na Terra por acaso? Aí eu me lembro de uma frase de Albert Einstein, “Deus não joga dados com o mundo”, e isso quer dizer que existem leis no Universo, ou seja, “Deus é a lei e o legislador do Universo”. Para o professor, como ele gostava de ser chamado, Deus não é sobrenatural, mas “um Poder Superior que se revela no Universo”, e ainda diz, “aceito o mesmo Deus que Spinoza chama de Alma do Universo. Não aceito um Deus que se preocupe com as nossas necessidades pessoais”. Em suma pode-se entender que Deus se mostra no próprio Universo.

E a vida humana, o que há nela de extraordinária? Sabemos que o gênero humano passou por um processo evolutivo e que toda esta evolução levou o homem desenvolver a capacidade racional de entender e construir valores éticos socialmente válidos que ao traduzirem-se em regras/normas/leis impõe limites aos seus instintos animais irracionais. Por isso, entendimentos como “não matar”, “não roubar”, “respeitar a criança, o jovem e os mais velhos”, “obedecer e respeitar o pai e a mãe”, “amar o próximo como a si mesmo”, antes de serem preceitos religiosos, são construções da natureza racional humana – reconhecendo aqui a importância de muitas religiões e crenças em fomentar e preservar conteúdos éticos e sociais. Mas estas mesmas regras sociais não são imutáveis ou eternas, elas acompanham as mudanças historicamente determinadas (um dia, durante o processo de evolução do homem estes preceitos não tinham a mínima importância). O que hoje é válido para muitos, amanhã pode não ser.E a beleza disso tudo é que nós viemos do pó, tomamos conhecimento de nossa existência, superamos nosso ego, a nossa selvageria irracional – ou pelo menos estamos tentando -, a caminho de uma sociedade mais justa, fraterna e igualitária. É isso que torna a vida humana extraordinária, sabendo que um dia voltaremos ao pó, fazemos de nossa passagem pela vida a interação com a divindade, com a Alma do Universo.”

Um Salve à Vida!!!

Beth Michepud

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