Posicionando nossos lobos

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A escalada da violência banaliza a vida e coloca em xeque pilares fundamentais de sustentação como a paz, a ética e o amor.

Embora não se propague com tanta ênfase “a paz pela vida” como se faz com a violência, há de se acreditar que as virtudes humanas irão se sobressair e colocar a harmonia como principal condutor social.

Enquanto isso não acontece vamos a uma pequena questão reflexiva:

– O que faz com que o mal, em tempos atuais, esteja quase sempre ocupando o primeiro lugar na posição dos valores humanos? Será que poderíamos contrapor essa ordem?

É assustador imaginar, “vou sair de casa sem a perspectiva de retorno”. Parece que a consciência está voltada, quase que exclusivamente, para as ocorrências das tribulações do cotidiano – que nos deixam inseguros quanto ao nosso objetivo final: sair e voltar satisfatoriamente bem.

Atribuir a desordem e a violência a causas sociais pode até fazer sentido. Mas, se olharmos bem, o fundamental é o que está nutrindo o espírito causador desses males.

Os acontecimentos que corrompem a ordem social têm causas inerentes ao próprio homem, e está na essência de sua gama de valores. É dele, portanto, a responsabilidade da mudança.

O “Bom” e o “Mau”, são duas espécies que insistem em caminhar ao lado de nossas intenções. São dois opostos que estão sempre lutando para conduzir nossos atos ao longo dos dias.

E, como diz um velho índio ao seu neto, sobre o combate que acontece dentro das pessoas (autor desconhecido):

– Há uma batalha entre dois lobos que vivem dentro de todos nós. Um é Mau – é a raiva, inveja, ciúme, tristeza, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, orgulho falso, superioridade e ego.

O outro é Bom – é alegria, fraternidade, paz, esperança, serenidade, humildade, bondade, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e fé.

O neto pensou nessa luta e perguntou ao avô: – Qual lobo vence?

O velho índio respondeu:

– “Aquele que você alimenta”.

Cabe a cada pessoa prestar atenção aos seus pensamentos para se antecipar e escolher esses lobos.

Nesse mínimo espaço de tempo, no qual a paciência e a prudência nos oferece espaço, a inteligência humana pode perceber seu movimento a ponto de ponderar suas decisões.

As mudanças, certamente, começarão quando conhecermos e aprendermos a dominar e posicionar nossos lobos no lugar certo, colocando o “Bom” sempre à frente, destacando dessa forma a espiritualidade humana, valor essencial para contrapor o “Mau” que, por ora, se destaca.

Vamos trabalhar para isso?

Graças à vida…

Tenório Lucena

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