Pior do que a infelicidade é nos acostumarmos com ela…

Libertação

O excelente texto de Rubia A. Dantés  nos traz a oportunidade de reflexão sobre a necessidade de enfrentarmos tudo o que nos incomoda… Não há mais como fingir ou sabotar atitudes. Faz-se necessário encarar a vida de frente, removendo os obstáculos que nos impedem de alcançar a nossa plenitude…
Boa leitura!

“Tenho comentado com algumas pessoas, que me contam o que estão passando, sobre minha percepção de que estamos em um tempo onde tudo que estava oculto está vindo à tona para ser liberado… ser curado…

Parece que o momento em que estamos vivendo é onde cada um de nós vai se deparar com o que estava escondido, com o que estava minando as nossas forças e diminuindo nossa perspectiva de felicidade, sem que nos déssemos conta disso, mas, ao nos ser mostrado, não tem mais como a gente fingir que não viu… assim como quando temos uma dorzinha de dente que de tão pequena nem tomamos nenhuma providência… e isso se arrasta por muito tempo… dói só um pouquinho de vez em quando, e não fazemos nada porque logo passa… e acabamos nos acostumando com ela…

Até que um dia, o dente amanhece inflamado e você não tem mais como fingir que não viu… você tem que ir ao dentista e, ao olhar seu dente, ele vê que você precisa fazer um tratamento de canal. Você não tem mais como adiar a cura… não tem como simplesmente mandar fechar o dente como se nada tivesse acontecido.

Sinto que muitos de nós estamos passando por um momento assim, onde coisas que às vezes nos incomodavam só um pouquinho aqui, um pouquinho ali…. mas íamos empurrando com a barriga… fingindo que não tinha nada… até que aquilo passa a ser uma parte da nossa vida, passa a ser considerado como normal dentro da nossa história.

Um dia, a coisa se revela de tal forma que não tem mais como fazer de conta que você não está vendo que ali existe algo que pede por uma providência… algo que precisa ser curado dentro de você…
E é incrível que… só então você percebe que pode ser muito mais feliz do que vinha sendo até agora, quando era guiada por memórias equivocadas que o levavam a sabotar a sua felicidade…

E quando você enxerga não tem mais como negar… é como se, em um desses desenhos, onde você tem que encontrar figuras escondidas, alguém lhe mostrasse onde estão as figuras que você não via antes. A partir daí sempre que você olha o desenho, automaticamente, você vê as figuras.

Recentemente, passei por algo assim… por uma experiência muito forte de liberação de algo que era ainda muito escondido, e que para mim nem era um problema a ser resolvido… mas, depois de muitas sincronicidades, não tive outra alternativa a não ser perceber como estava me sabotando…

E foi a partir daí que passei a ficar mais atenta àqueles problemas que nem achamos que são um problema… aquelas pequenas insatisfaçõezinhas que nos acometem aqui e ali durante o dia e que a gente costuma fingir que não está vendo… uma falta de entusiasmo… mas nada que seja um problema que pede por solução… Até que um dia algo nos chama atenção para o quanto estamos nos acostumando ao sofrimento…

Vamos nos acostumando tanto ao sofrimento em pequenas doses que vamos de certa forma ficando vacinados e… aos poucos, vamos suportando doses cada vez maiores de sofrimento que acabam nos levando a acostumar com um estado de não satisfação, acreditando que nossa natureza é assim… mais ou menos feliz.

Mas… ainda bem que nesses tempos parece que algo está acontecendo para não deixar que as pessoas se acostumem com a infelicidade… parece que um movimento que pode, a princípio, parecer assustador, na verdade é abençoado… está trazendo à tona todas as nossas feridas não curadas… toda a infelicidade acostumada… para nos dar a oportunidade de sermos felizes por inteiro e não só em partes… partes que foram ficando tão pequenas que algumas pessoas nem acreditam mais nessa possibilidade da felicidade existir…
É que a felicidade já foi colocada em tantas formas e definições que acabamos nos esquecendo que ela só está presente quando nós também estamos….”

Aloha

Claudia Michepud Rizzo

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