Alterando níveis de consciência

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Em março de 2011 um fato me chamou a atenção e ficou retido em minha memória. Era uma noite enluarada, quando uma senhora, contemplando a lua cheia sobre a imensidão do mar, exclamou “O mundo é tão bonito, porque a gente se vai”!

E sobre essas palavras vale reviver uma pequena reflexão de Deepak Chopra: “Tudo que vivenciamos acontece na consciência; portanto, não existe uma realidade lá fora, divorciada da consciência”.

As belezas (e também as tristezas) do mundo nunca estão separadas de nosso interior. Tudo que sentimos efetivamente está integrado a nós e nos acompanhará sempre, mesmo quando nos transportamos para dimensões cósmicas desconhecidas.

E, às vezes somos induzidos a enxergar a realidade de forma dualizada, colocando o observador separadamente de sua realidade. Com esse caminho, deixamos de compreender que somos cocriadores de tudo o que percebemos e vivemos.  Esquecemos que tudo se inicia dentro de nós, para só depois se manifestar no exterior.

Ou seja, somos autores dos fatos existentes e acontecidos em nossas vidas, além de desenhistas e projetistas das possibilidades futuras.

Capazes de compreender que o ambiente nos influencia e por nós é influenciado, cabe-nos direcionar um novo olhar para a vida. Um olhar onde ver tudo não se restringe apenas à realidade captada pelos sentidos, mas, também, por nossas percepções extras sensoriais (ou intuições), que nos fazem apreender com mais profundidade os valores e forças do universo.

Devemos sempre ter em mente que o universo é energia. E que a forma humana é parte diferenciada desse potencial energético. Somos luz que vibra, pensa, transforma e se transforma, com capacidade para refletir, agir e modificar seu mundo interior e exterior.

Então, podemos fazer “desaparecer” o velho modo de ser e criar o novo. É como o fumante que repentinamente deixa de sê-lo, sem uso de meio algum. É o chamado “salto quântico”, ou salto qualitativo de percepção.

Para exemplificar isso, trago um fato ocorrido na Alemanha, em Wuppertal, em 1939.

Conta Prokofieff, em O Significado Oculto do Perdão, que Wild Bill Cody, prisioneiro dos alemães por seis anos, vivera a mesma dieta de fome, dormira nas mesmas barracas sem ar, repletas de infecções e doenças, como todos os demais, sem o menor desgaste físico ou mental.

Respondendo ao seu interlocutor sobre como isso foi possível, disse Wild:

Vivia na área judaica de Varsóvia com a mulher, duas filhas e três meninos. Quando os alemães alcançaram a rua puseram todo mundo contra a parede e abriram fogo com metralhadoras. Implorei que me permitissem morrer com minha família, mas como eu falava alemão fui poupado e colocado em um grupo de trabalho.

Meu dilema era decidir naquele momento se iria ou não odiar os soldados que haviam feito aquilo.

Como advogado, havia visto demais o que o ódio podia fazer com as mentes e os corpos das pessoas. O ódio acabava de matar as seis pessoas que mais me eram importantes no mundo. Então, decidi que passaria o resto da minha vida – não importando se alguns dias ou muitos anos – amando cada pessoa com quem viesse a entrar em contato.

Esse salto no nível de consciência permitiu que Wild se mantivesse bem, ainda que tenha passado por tantas privações.

Lembrem-se: os níveis de possibilidades encontram-se no Universo e vibram no interior de todos os seres. Ao elevarmos os níveis de energia mental, e conquistar saltos quânticos de qualidade de vida, podemos nos unir com as potencialidades universais e viver essencialmente bem.

Níveis elevados de consciência em 2013.

Tenório Lucena

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