Limpeza pesada. Da vida, na alma.

gavetas

Na semana passada quis trazer a reflexão de como sofremos à toa, por antecipação e por aquilo que vivemos e já passou… Falei sobre a importância de deixar a vida seguir o seu fluxo para se encontrar a felicidade, viver sem o peso do passado e sem expectativas no futuro, enfim…Desapegar, Confiar, Viver!

E para fechar essa linha de reflexão, trago um texto de Martha Medeiros.
Concordo com ela quando nos aponta a necessidade de faxinarmos a vida, a alma, as mágoas, as memórias e as expectativas.

Acredito que é hora de revermos nossa expectativa de vida, nossos sonhos e o que nos inspira. Como uma empresa que resolve mudar de marca, de ramo, de cor, de produto… que percebe que o que vinha fazendo há anos já não condiz com a sua essência. Aonde você quer chegar? O que você quer carregar?
No embalo da vida, muitas vezes, não reparamos que estamos trabalhando em metas antigas que não condizem com quem você é hoje.

Pare, reveja, faxine, limpe… O ar circula, a mente se abre, o coração respira!
Vamos à leitura?

A FAXINA 

“Estava precisando fazer uma faxina em mim…
Jogar fora alguns pensamentos indesejados,
Tirar o pó de uns sonhos,
lavar alguns desejos que estavam enferrujando…
Tirei do fundo das gavetas lembranças que não uso e não quero mais.
Joguei fora ilusões, papéis de presente que nunca usei, sorrisos que nunca darei…
Joguei fora a raiva e o rancor nas flores murchas
Guardadas num livro que não li.
Peguei meus sorrisos futuros e alegrias pretendidas e as coloquei num cantinho, bem arrumadinhas.
Fiquei sem paciência! Tirei tudo de dentro do armário e fui jogando no chão:
paixões escondidas, desejos reprimidos, palavras horríveis que nunca queria ter dito, mágoas de uma amiga sem gratidão, lembranças de um dia triste…
Mas lá havia outras coisas… belas!!!
Uma lua cor de prata… os abraços…
aquela gargalhada no cinema, o primeiro beijo…
o pôr do sol… uma noite de amor .
Encantada e me distraindo, fiquei olhando aquelas lembranças.
Sentei no chão,
Joguei direto no saco de lixo os restos de um amor que me magoou.
Peguei as palavras de raiva e de dor que estavam na prateleira de cima –
pois quase não as uso – e também joguei fora!
Outras coisas que ainda me magoam, coloquei num canto para depois ver o que
fazer, se as esqueço ou se vão pro lixo.
Revirei aquela gaveta onde se guarda tudo de importante: amor, alegria, sorrisos, fé…..
Como foi bom!!!
Recolhi com carinho o amor encontrado,
dobrei direitinho os desejos,
perfumei na esperança,
passei um paninho nas minhas metas
e deixei-as à mostra.
Coloquei nas gavetas de baixo lembranças da infância;
em cima, as de minha juventude, e…
pendurado bem à minha frente,
coloquei a minha capacidade de amar… e de recomeçar…”

Amor, luz e consciência. Sempre.

Cíntia Michepud

3 comentários Adicione o seu

  1. Isaias disse:

    Adorei esse texto. Realmente é muito importante fazermos uma bela faxina nas nossas emoções e na nossa mente. Há poucos dias eu compartilhei um texto de um grande escritor chamado Paulo Roberto Goefke falando sobre a faxina mental e tem um pouco a ver com o que foi exposto nesse texto. Vou compartilhar o link para os que quiserem ler.
    http://paralemdoagora.wordpress.com/2013/04/28/o-dia-da-faxina-mental/

    1. Cíntia Michepud disse:

      Muito grata pelo compartilhamento e pelo comentário Isaias!

      ótima semana!! _/\_

  2. Jandyra Ramos disse:

    Gostei muito.
    Grata.

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