Escolhas erradas fazem parte também!

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A vida é assim: centenas de caminhos, todos os dias, todos os momentos. Escolha após escolha vamos escrevendo nossa história, deixando nossa marca e definindo quem somos hoje e quem queremos ser amanhã. O velho ditado que ouvimos, incansavelmente,  nossas avós e mães nos dizerem, retrata com fidelidade essa regra da vida: “A semeadura é livre; a colheita, inevitável”.

Porém, reparem que em algumas situações, optamos por seguir o caminho que não é melhor (e, sim, nós sabemos disso)! Parece irracional constatar que escolhemos uma alternativa mesmo sabendo que seus frutos não serão doces, mas quando paramos para fazer um balanço da vida, notamos que essa é uma atitude mais comum do que imaginávamos.

Será que um dia você não deixou algo seguro, para se aventurar em um mundo de incertezas? Ou, algum dia, você não se propôs a entrar em um relacionamento mesmo tendo plena convicção de que ‘daquele mato não sairia coelho’? Ou, até mesmo, será que você nunca escolheu um caminho mais curto mesmo sabendo que ele não era o correto a se fazer?

O que acontece é que, incontáveis vezes, nosso ego entra em conflito com nossa intuição. Em certas ocasiões, nossa intuição nos indica um caminho. O ego, como de costume, precisa de espaço e sente a necessidade de estar à frente das decisões, sendo assim, começa a argumentar nos mostrando caminhos mais ‘simples’, prazerosos e de resultados à curto prazo. Se pudesse haver uma conversa real entre esses dois personagens, desses dois mundos, seria algo assim:

[Intuição] – Siga por esse caminho, ele parece mais complexo mas irá te expor a situações necessárias para que você esteja pronto para viver o melhor… lá na frente.

[Ego] – Não ouça seu coração! É simples e lógico: esse caminho é muito longo. Veja que a escolha ao lado é bem mais fácil e os resultados estão logo ali, à sua vista!

[Intuição] – Sim, o caminho pode ser mais simples, porém, a colheita é superficial e a felicidade é ilusória. Confie no seu coração, não se preocupe e siga em frente!

Enfim, a conversa iria por aí em um interminável jogo de argumentações. O que tento ilustrar é que, quando não estamos em sintonia com nossa real vontade, quando não sabemos o que exatamente queremos atingir e aonde queremos chegar, nos tornamos vulneráveis às argumentações do ego.

Compreendam que não defendo que os caminhos tenham que ser ‘sofridos’ para serem válidos. Muitas vezes, até mesmo o caminho mais ‘simples’, acaba por se tornar doloroso no final. Os aprendizados podem ser passados através do amor e da leveza e não devem ser fardos pesados a serem carregados.

Acredito que quando escolhemos uma alternativa, mesmo tendo a consciência de que não é a melhor escolha a ser feita, estamos dando voz ao nosso lado sombra, o nosso lado menos nobre, porém não necessariamente o mais fraco. Claro que todas as vivências são válidas e, muitas vezes, precisamos viver na pele o que o discurso não consegue nos provar. Isso eu chamo de aprender pela ‘dor’, situação que estamos suscetíveis pelo fato de sermos humanos em constante processo de crescimento e evolução.

O importante é, a partir de hoje, estarmos mais atentos à essas situações e tentarmos dar mais força à nossa intuição. Não precisamos sofrer, chorar e nos ressentir para aprender. E se, ainda assim, fizermos escolhas erradas (conscientes ou não), precisamos olhar para nós mesmos com todo o amor e compreensão que pode haver. Costumamos ser muito rígidos com nós mesmos e temos o insalubre hábito de nos culparmos e nos julgarmos eternamente por escolhas feitas tempos e tempos atrás. Se perdoe do que for necessário, assimile o aprendizado e deixe a vida acontecer.

Com essa clareza, passe a seguir a sua vida sem medos, sem pesos e confiando que está tudo absolutamente certo. Não quero que frente aos caminhos da vida você se sinta inseguro e confuso sem saber se quem fala é o ego ou a intuição: saibam que a intuição é sutil e, ao mesmo tempo, forte. Ela nos convence, sem ter razão e nem porquê, diferente do ego que costuma nos fazer criar hipóteses e elaborar argumentações complexas na tentativa de nos convencer.

O primeiro passo é saber o que se quer da vida, aonde se quer chegar. A partir daí, escolha por escolha, siga com firmeza e determinação. O importante aqui é seguir com atitude e ter amor-próprio e confiança suficientes para enfrentar e bancar qualquer consequência da alternativa escolhida.

Vamos ser feliz, vai! Um dia de cada vez, essa é a nossa principal e eterna decisão a ser tomada.

Amor, luz e consciência. Sempre.

Cíntia Michepud

2 comentários Adicione o seu

  1. Caio disse:

    Nossa, uma parte do texto parece que foi escrita pra mim!! Sabias palavras como sempre!!

    1. Cíntia Michepud disse:

      É bom quando a gente se identifica com algo, né?!
      Talvez tenha sido mesmo😉
      Bjs,
      Cíntia

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