Quanto vale o seu dia?

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E foi em uma conversa de bar dessas assim, de fim de expediente e descompromissada, que ouço a seguinte pergunta: ‘Quanto vale o seu dia?’

No modo automático, perguntei se o questionamento referia-se a valores monetários, horas trabalhadas ou algo do gênero. Não. Era além. O dia, a vida, o agora, aquele instante… para você, quanto vale?

Um entardecer na praia.

O toque sonoro de uma mensagem no seu celular.

O almoço em família com aquele tempero que só a mãe da gente sabe fazer.

Um reencontro. Mas aquele reencontro.

A vitória do seu time.

Uma chuva torrencial no meio da noite, no mesmo instante em que você se encontra afundado em suas cobertas.

Uma promoção, ou então, uma aprovação – no vestibular, em uma entrevista de emprego, na OAB, no exame de carta.

Um beijo. Um abraço demorado. Um sorriso.

Cinco minutos em silêncio. Você e mais ninguém.

Porque são essas coisas pequenas e aparentemente sem valor que fazem um dia valer a pena. Que fazem a vida ter sentido. Que fazem com que desejemos viver e não apenas existir ou atuar como figurantes de uma novela qualquer. Porém, mesmo aprendendo a encontrar meios de valorizar cada dia, ainda fica a pergunta: quanto ele vale?

Vale tão pouco a ponto de utilizar quinze das suas 24h em uma mesa de trabalho? Tão pouco que o faz não se importar em perder horas de um precioso sono mergulhado em ansiedade, preocupação, medo e projeções? O valor é tão banal que uma briga com amigo ou namorado é capaz de arruiná-lo por completo? Ou, se naquele tal teste você não for aprovado, ele é capaz de ser totalmente impactado?

A partir de hoje, pensem que um dia, seja ele qual for, jamais voltará a existir. Será hoje a sua oportunidade. Sendo assim, vivam. Acordem com vontade de ser o melhor que podem ser. Certamente, uma briga não vale seu dia. Um feedback negativo não vale o seu dia. Uma decepção, um término, um desentendimento, um erro, um adeus… nada disso vale o seu dia. Esse, que nunca mais irá se repetir.

Pensei, pensei e, para o meu amigo que me fez essa pergunta retornei com a única resposta que me parecia razoável: Meu dia? Não tem valor. Ele não está no ‘mercado’, não está à venda e não há nada nesse mundo que me tire essa oportunidade única de ser cada vez mais feliz.

Amor, luz e consciência. Sempre.

Cíntia Michepud

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