Intuição, Inocência e Fé

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“Nunca abandone suas três grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé.”
E foi essa frase, de autoria desconhecida, que me rendeu bons minutos de reflexão…

Amigo é aquele que te apoia, que te escuta e que, por diversas vezes, te indica um caminho quando não conseguimos nos desvencilhar de confusões mentais e padrões repetitivos. Intuição, inocência e fé, diz o autor, são as nossas melhores amigas.

O tempo passou e a reflexão em que estava mergulhada deu espaço às minhas atividades e preocupações rotineiras. No dia seguinte, precisei tomar um ônibus. No banco ao lado, transporte cheio, estava uma criança: morena, uns dois anos, ao lado de sua mãe, que estava em pé. No decorrer do caminho, entra um pai e seu filho, loirinho, mesma idade. Sem cerimônias, as crianças acordaram entre si que dividiriam o mesmo banco – e seguiram caminho entre risadas e admirações dos prédios gigantes que compunham o cenário. Os pais conversavam sobre o tempo e qualquer notícia recente.

Fiquei observando aquelas crianças que, sem intenção, mostravam para a sociedade o que é respeitar às diferenças, ser solidário e empático. Os olhos desses pequenos irradiavam uma esperança no mundo capaz de alimentar de fé o coração de qualquer ser humano.

Naquele momento, lembrei-me da frase com a qual iniciei esse post. Lá estavam elas, inocência e fé andando juntas, lado a lado. Inocentes crianças que, sem se preocuparem com o julgamento dos outros e sem ainda terem entrado na redoma do individualismo imposta pela sociedade, dividiram o assento, a manhã e as surpresas do mundo de uma pessoa, no auge de seus dois anos. Esperançosos pequenos que irradiavam fé e confiança nos olhos que viam esse ‘tal mundo de gente grande’ enquanto mantinham as mãozinhas segurando, firme, a mão, o bolso da bermuda do pai.

E a intuição? Bom, se há ser mais intuitivo e puro do que uma criança, por favor, me apresente…

Que possamos redescobri o olhar para a vida da criança que já fomos um dia…
Que possamos dizer bom dia, dividir um guarda-chuva e desejar um ‘bom trabalho’ para um desconhecido, gente como cada um de nós…
Que a intuição adormecida no fundo de nossas almas, retome a voz que lhe é de direito e que a fé no momento de agora e no futuro mais digno faça apenas aumentar.

Para que tudo isso? Para que enfim, vivamos da maneira mais completa que pudermos viver e façamos nossa parte para que esse tal ‘mundo melhor’ chegue mais rápido e para todos nós.

Amor, luz e consciência. Sempre.

Cíntia Michepud

2 comentários Adicione o seu

  1. Nena disse:

    Gostei do post ( para variar :] )
    Gostava de contar algo relacionado com esta pequena história.
    Se há um festa que eu gosto é o Natal, traz-me sempre boas recordações de infância para além de outros significados espirituais, parece sempre que há magia no ar…
    Ora passando por um vizinho, perguntei se tinha sido bom o seu natal, resposta pronta—-O Natal é para as crianças, é o que dá ás vezes essa simplicidade, fiquei triste, daí de dia para dia , perdermos essa espontaniedade, é pena…
    Namastê!

    1. Cíntia Michepud disse:

      Nena,

      É triste mesmo quando compravamos que muitos adultos estão perdendo a capacidade de se encantar e de ter esperanças no mundo, não é mesmo?
      Muito grata por compartilhar conosco.
      Namastê!

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