Tá com medo de amar?

medo de amar

Que o medo é algo que nos amarra e nos prende, todos sabemos. Medo de assalto, medo de sair de casa, medo de ficar desempregado… Cada indivíduo com os seus, em diferentes formas e intensidades.

Contudo, por mais que os temores se modifiquem junto com as mudanças da sociedade, há um medo que figura entre os corações de homens e mulheres desde que o mundo é mundo: o medo de amar.

Vivemos em uma busca incansável de alguém para compartilhar nossas vidas, que tenha real interesse por quem somos e que seja capaz de trazer aquela sensação aconchegante ao coração… Porém, se não você mesmo, com certeza você conhece uma pessoa que jogou tudo para o alto ou não seguiu adiante em um relacionamento por medo. Medo do quê, pergunto. Medo de se envolver, medo de se machucar, medo de abrir o coração e correr o risco de não ter esse espaço preenchido, dando lugar a uma ferida imensa, dessas que rasgam e doem na alma. Ou, então, quem sabe, não seja por medo de mostrar a verdadeira face, com virtudes e falhas, para aqueles que vivem se escondendo por detrás de máscaras na sociedade… Muitas hipóteses, muitos motivos, muitos riscos, porém, o que é o amor senão uma constante exposição a riscos?

Quando amamos, corremos o risco de parecer tolos, de sermos ‘julgados’, de sermos correspondidos, ou não. Ficamos suscetíveis à mudança das nossas crenças mais antigas, a rever nossos conceitos de mundo e a mudar nossas certezas sobre o certo e o errado.

E, para mim, essa é a mágica do amor… a mudança, seja ela sutil ou intensa, que inevitavelmente ele nos proporciona…

Sugiro que fiquemos mais atentos aos nossos corações e, quando enxergarmos a luzinha acesa do ‘medo de amar’, possamos rever nossos conceitos e lidar com isso da melhor maneira possível.

Não permita que o medo de amar o impeça de iniciar um relacionamento: não é porque você sofreu no passado que irá sofrer agora, entenda isso. Impeça que esse temor mine uma relação que pode ser bonita: lembre-se que ninguém entra em nossas vidas por acaso, mas permitir que elas permaneçam é escolha nossa.

Por fim, retire do coração, de uma vez por todas, o medo de sofrer: confie na sua intuição e se ‘jogue’, se permita. Tem tanta coisa boa te esperando ‘depois da curva’… mas você só poderá desfrutá-las se seguir adiante.
Então, vá! Se está bom, se te faz bem, se te faz dormir sorrindo, deixe esse relacionamento florescer. (uma hora terá que dar certo, não? E quem disse que não é agora? Arrisque!)

Minha mãe costuma dizer que o medo é o pior sentimento que um ser humano pode ter. Cresci ouvindo isso e confesso que ignorar essa emoção nem sempre é a tarefa mais fácil e exige vigília. Mas vale a pena limpar o jardim dar ervas daninhas para ver as plantas desabrocharem belas e radiantes – sem falar da sensação de autoconfiança que passa a figurar dentro de nós.

Experimente, permita-se, ouça seu coração e vá ser feliz! No fim das contas, todos temos esse poder dentro de nós, a coragem de amar e de expor. Como diz Martha Medeiros, “Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência, mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo”.

Amor, luz e consciência. Sempre.

Cíntia Michepud

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