Mais laço menos nó

laço e nó

Segue um texto de Milene Mizuta, que merece uma reflexão. Ele nos fala sobre os aprisionamentos que criamos para nós mesmos e da necessidade de exercitarmos a liberdade e flexibilidade na condução de nossas vidas.
Boa leitura!

Olhe para o laço do seu cadarço
Quando foi a última vez que você se perguntou: Como eu aprendi a dar esse laço?
Quando foi que te ensinaram a dar laço dessa forma?
Já tentou fazer diferente?

Sem perceber esse laço virou nó…
Virou nó porque você nunca se perguntou se existe outra forma de fazer essa mesma coisa.

Transformamos diariamente laços em nós.
Laços são seguros e podem ser soltos a qualquer momento.
Nós nos aprisionam e só com muito esforço conseguimos soltá-los.

Quando foi que você transformou o laço do ter uma companhia em do ser feliz para sempre?
Quando foi que você transformou o laço do compromisso do fazer o melhor que pode no de ser o melhor?
Quando foi que você transformou o laço do construir algo diariamente no do trabalho por dinheiro?
Quando foi que você transformou o laço do ser no do ter?
Quando foi que você transformou o laço do compromisso no da gravata?
Quando foi que seus laços de vínculos viraram nós que você não consegue se soltar?
Quando foi que sua vida se aprisionou aos nós das metas, do “pra ontem”, do trabalho é mais importante e soltou todos os laços como ver os filhos crescer, caminhar no final de tarde, do tempo ao lado de quem se ama?
Quando foi que você soltou o laço que você tinha com você?

Construir laços exige coragem.
Porque laços se soltam a todo momento, laços exigem atenção para que sejam amarrados novamente, sempre, sempre…
Nós não precisam ser reconstruídos, mas muitas vezes, para nos livrarmos dele, precisamos cortá-lo e nunca mais são recuperados.

Pessoas precisam de vínculo e não convenções.
O mundo precisa de compreensão e não julgamento.
O mundo precisa de laços e não de nós.
O mundo precisa de gente que enfrenta seus nós e transforma-os em laços.

Ser livre e estar preso é como o laço, existem dois lados da fita para serem puxados, qualquer um pode fazer a qualquer momento.
A confiança é na fita, que continua ali e que sempre dará lugares para mais laços, novos e diferentes. Distantes daqueles inclusive que você aprendeu.
Liberte-se.
Como diz Quintana:
“Quando virou nó, deixou de ser laço.”

Aloha

Claudia Michepud Rizzo

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