Simplificar. Será possível?

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Nesta semana que está iniciando, proponho uma reflexão que considero extremamente importante para que possamos conduzir nossas vidas com mais suavidade: É possível simplificarmos as nossas vidas? É possível livrar-nos de pesos que insistem em deixar a nossa caminhada mais árdua?
O texto de Maria Silvia Orlovas nos dá a oportunidade de revisitamos algumas atitudes e crenças que, com certeza, estão presentes na maioria de nós…

Boa leitura!

“Estou entrando num momento de desejar coisas simples, de pensar em simplificar a vida, e percebo que tudo isso começa dentro da gente. Penso que muitas vezes somos nós que complicamos as coisas, sem ter muita consciência de que fazemos isso.

Faz parte crescer, estudar, trabalhar, se envolver em projetos que julgamos importantes em nossa vida.
Faz parte investir naquilo que acreditamos, e normalmente junto com esse “investimento” vamos complicando as coisas.
Vamos nos relacionando com pessoas, criando novos círculos de amigos, trabalho, amor, família.
Tudo vai crescendo, e cada vez somos mais requisitados. Cada vez temos mais compromissos.

Quando paramos para olhar a nossa volta? Será que sabemos lidar com os compromissos? Sabemos colocar limites nas relações? E na nossa atuação?

Sim, porque muitas vezes, os limites não são externos. Não são coisas que temos que falar ou fazer com as pessoas. São limites internos, que percebemos somente na auto-avaliação.
Nem sempre percebemos onde e como estamos nos enfiando na vida das pessoas. Vamos fazendo, teoricamente por amor, e vamos nos perdendo. Fazendo demais.
Mas será que é para os outros, ou é por nós mesmos?

É sábio retroceder…
Pensar, avaliar nossas atitudes e recuar quando tomamos consciência de que estamos agindo errado, ou nos envolvendo demais.
Cada um tem suas lições, seus aprendizados, e mesmo se fizermos tudo certo, com amor, com a melhor das intenções, não faremos o papel dos outros.
Cada um tem seu mundo, suas escolhas e seu crescimento.

Podemos ajudar, mas não podemos viver a vida alheia, nem dos nossos filhos, nem do nosso companheiro.
Cada um é cada um.
Cada um tem sua individualidade.
Não podemos fazer o caminho do outro e  nem interferir nas escolhas alheias.
Cada um tem seu tempo de despertar.

Podemos ajudar, mas ajudar é diferente de interferir.
Você pode dar sua opinião e até brigar com o outro defendendo seu ponto de vista, mas sempre consciente de que sua atuação tem limites. E que em determinado ponto é sábio se preservar, guardar o silêncio, soltar. Simplificar…

Lembra da frase: Cada um com seus problemas?
Pois bem, simples assim: cada um com seus problemas.
Podemos viver juntos, colaborar para um trabalho em comum, participar de um grupo, mas ainda assim precisamos preservar nossa individualidade, nossos momentos íntimos de reflexão. Senão, somos consumidos pelos desafios e nos afastamos de nós mesmos. Perdemos a capacidade de raciocinar com isenção.

Precisamos de um mergulho mais íntimo, da meditação, para descobrir o que sentimos, o que queremos, o que pensamos.
Na convivência com as pessoas podemos perder esse eixo.
E se perdemos essa conexão interior, perdemos muito.

Assim, simplificar significa, também, deixar de lado coisas e situações que nos aprisionam e que parecem muito importantes, mas que na verdade não são…

Lembre-se: Tudo passa…”

Aloha

Claudia Michepud Rizzo

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