Ser feliz é uma questão de escolha

feliz

Muitas vezes, quando tudo vai bem, não damos valor àquilo que já conquistamos.

Muitas vezes, acostumados com a maré tranquila, nos esquecemos de agradecer a calmaria e começamos, sem perceber, a alimentar situações pequenas que tornam-se monstros da desarmonia.

Percebi que o ser humano tem a incrível capacidade de fazer germinar aquilo que ele põe a mão e então vemos minúsculas desavenças se tornarem grandes árvores ou simples antipatias transformarem-se em desafiadoras convivências. Pergunto-me, então, por que não fazer florescer aquilo que é do bem, que agrega, que agrada? Por que alimentar o que não nos fortalece nem tão pouco impulsiona? Por que direcionar o olhar para coisas externas quando podemos olhar para dentro de nós e escolher a todo momento o queremos fazer crescer?

Venho notado que não treinamos a nossa visão e capacidade de escolha, algo parecido com a parábola que pergunta “qual lobo você vai alimentar”. Há pessoas que, quando tudo está bem, precisam encontrar algo do que se queixar, um ponto para reclamar. Há aquelas que acreditam que, por não expressarem seus sentimentos, não estão incentivando o crescimento do lado negativo de situações e relações. Também há quem se queixe por nada, por simples costume de atuar como vítima.

Em todas essas situações o resultado será nocivo. Nocivo para um relacionamento, um ambiente ou para si próprio. Quem vive na maré tranquila e precisa encontrar uma corrente turbulenta, deixa de aproveitar do magnífico poder da gratidão, força que transforma e que traz uma felicidade serena imensurável. Aqueles que não se expressam acreditando que dessa maneira não irão alimentar determinado ponto acabam por se intoxicar com as próprias palavras não ditas e alimentando da mesma forma aquilo que não as agrada – quando, enfim, tudo encontra uma válvula de escape para vir à tona, estragos maiores acontecem, tanto para quem diz quanto para quem ouve. E, aqueles que assumem o papel de vítima, vivem na mais venenosa das situações – com certeza, a função de ‘tadinho’ é completamente incompatível com o caminho da prosperidade e da alegria.

Se eu pudesse, desejaria que todos os seres humanos assumissem sua luz interna. Desejaria que todos ouvissem seus corações e soubessem olhar a vida com os olhos da alma, olhos sábios capazes de emanar gratidão e abençoar ao mesmo tempo. Desejaria encontrar um mundo onde as pessoas falassem o que pensam com amor em cada palavra e, por outro lado, os ouvintes fossem capazes de ouvir sem julgamentos e com compreensão.

Se a sua vida está boa, não deseje uma desgraça para dar valor a isso. Se algo lhe incomoda, por menor que seja o ponta, diga, converse, pontue – o ser humano não nasceu para ser uma panela de pressão. E, se a sua vida não está boa, entenda de uma vez que ser o ‘coitado’ não vai muda-la e que receber a energia de ‘dó’ dos outros é completamente prejudicial à saúde do corpo e da alma, ou seja, mude você mesmo aquilo que deseja mudar e agrade a si mesmo antes de agradar o próximo.

Por uma vida mais leve, onde ser feliz é uma questão de escolha.

Amor, luz e consciência. Sempre.

Cíntia Michepud

5 comentários Adicione o seu

  1. Cássia Casé disse:

    Parabéns!
    Agradecemos por nos mostrar, na prática, a importância de tratarmos a vida mais leve para sermos felizes!

    1. Cíntia Michepud disse:

      Tratar a vida mais leve… é isso mesmo, Cassia!

      Muito grata,
      Um beijo,
      Cíntia

  2. Vivi disse:

    Ótima reflexão! Esse texto expressa realmente o que muitos não acreditam sobre o poder existente na forma que vemos a vida. Ser feliz, olhar os “probleminhas” da nossa jornada de modo positivo, agradecer pelo agora, tudo é questão de escolha mesmo! Aceitar ou renunciar depende de cada um, a cada dia percebo isso.

  3. Rui Sousa disse:

    oxalá fosse assim amiga. Eu escolho ser feliz🙂

    1. Claudia Michepud Rizzo disse:

      eu também, Rui! ‘bora conectar com a alegria e colher os frutos!

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