Quando é que deixamos a entropia virar estado de espírito?

O que é entropia, você sabe? Você está valorizando o ter ou o ser? Parece que sua energia está indo pelo ralo e, dentro de você, há um caos interno? Com muita satisfação trago uma reflexão profunda da Jéssica Abrahão, participação especial de hoje aqui, no nosso Sabedoria Universal.

Boa leitura!

Quando é que deixamos a entropia virar estado de espírito?

Entropia é um conceito da física moderna, que por ventura também é muito aplicado no dia a dia do de quem trabalha com comunicação, na mesma frequência em que os psicólogos abusam dos verbetes Freudianos, por exemplo.

Basicamente, essa palavra de grafia pouco conhecida pela maioria significa perda de energia (que atire a primeira pedra aquele que não têm alguma das suas aulas de ciência na memória) e nos diz que quanto mais desordenado um sistema, maior será sua entropia. Pois bem, esse conceito chegou aos pés da comunicação com o advento da Teoria da Informação: em resumo, a nossa sociedade repleta de aparelhos digitais nos fez/faz entrar em um colapso de informação inevitável.

O que nos surpreende é que essa palavrinha mágica passou a invadir não só o nosso cotidiano digital, mas também nossos sistemas emocionais-cognitivos: estamos entrópicos! Estamos desordenados internamente!

Vivemos um mundo de edições tão profundas (em que precisamos aparecer mais do que sentir/viver/explorar/ser) que não conseguimos mais dissociar a canalização de energias positivas das tarefas simples às mais profundas. Entropia virou sinônimo de estado de espírito, onde qualquer levantar tornou-se um fardo muito pesado.

O cansaço é o sinônimo de vida moderna; e isso não é um ataque pessoal às mazelas pelas quais todos passamos, afinal cada um de nós temos uma estrada, um núcleo familiar, de amizades e de trabalho distintos. Congregamos da incerteza na mesma proporção que qualquer outro, o único ponto é que não deveríamos supravalorizar aquilo que nos puxa para baixo, mas sim o contrário.

Se o pulso ainda pulsa, deveria esse nos levar para uma direção tão infinita quanto a linha do horizonte: o céu é o limite para a mente livre, despida dos receios, medos e inconstâncias às quais estamos todos sujeitos. Perseguir uma vida de luz não precisa ser somente sanção de quem pratica ioga, e sim uma verdade universal.

Dica valiosa: todo momento em que sentir sua energia positiva retraída ou diminuída, respire; pense na sua dor, mande a ela luz e esqueça. Mágoas e revezes acumulados não são mais do que pedras no sapato dispostas a criar raízes que tratem de nos fincar cada vez mais para as profundezas da tristeza.

Por isso, lembre-se: a vida é muito curta para se morrer na entropia. Busque leva-la com altivez, brilho no olho, sinceridade, luz e sabedoria. Afinal, antes uma vida de abertura aos mais singelos aspectos do qual somos formados, do que o da experimentação da felicidade inacessível. Amém.

Jéssica Abrahão

 

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