Eu abro mão da minha Infelicidade!

Vamos lá! Chegou a hora de sermos felizes. Mas aquela felicidade factível, sabe? Nada de euforia mas, sim, de paz na alma, fé no espírito e amor no coração. Abra mão das crenças que fazem com que você acredite que deve ser infeliz, sofrer para conseguir o que quer. Você pode conseguir TUDO o que quer. Tudo na sua vida pode ser leve e abundante e amoroso…se assim você permitir ser.

Para quem conhece o Osho, sabe que ele tem um modo bastante peculiar e provocativo de apresentar suas reflexões. Compartilho com vocês esse texto que nos convida a refletir o quanto estamos escolhendo ser infelizes há vidas. Eu abro mão dessa escolha agora! E você?

“Ser infeliz é uma atitude muito covarde.
Na realidade, para ser infeliz, não é preciso nada.
Qualquer covarde pode ser, qualquer tolo pode ser.
Todo mundo é capaz de ser infeliz; para ser feliz é preciso coragem – é um risco tremendo.
Não temos o costume de pensar assim.
Nós pensamos: “O que é preciso para ser feliz? Todo mundo quer ser feliz.”
Isso está absolutamente errado.
É muito raro uma pessoa estar pronta para ser feliz – as pessoas investem tanto na infelicidade! Elas adoram ser infelizes.
Na verdade, elas são felizes por serem infelizes.
Há muitas coisas para se entender – sem entendê-las é muito difícil se livrar da mania de ser infeliz.
A primeira coisa é: ninguém está prendendo você; é você que decidiu ficar na prisão da infelicidade.
Ninguém prende ninguém.
Se uma pessoa é infeliz, é ela mesma a responsável.
Mas a pessoa infeliz nunca aceita a responsabilidade – é por isso que continua infeliz.
Ela diz: “ Estão me fazendo infeliz” .
Se outra pessoa está fazendo com que você seja infeliz,
naturalmente não há nada que você possa fazer.
Se você mesmo está causando a sua infelicidade, alguma coisa pode ser feita.
alguma coisa pode ser feita imediatamente.
Então ser ou não ser infeliz está nas suas mãos
Um homem torna-se realmente um homem quando aceita a responsabilidade total – é responsável pelo quer que seja. Essa é a primeira forma de coragem, a maior delas.
É muito difícil aceitá-la porque a mente vai continuar dizendo:
“Se você é responsável, porque criou isso?”.
Para evitar isso, dizemos que os outros são responsáveis:
“O que eu posso fazer? Não tem jeito… sou uma vítima! Sou jogado daqui para ali por forças maiores que eu não posso fazer nada. Posso no máximo chorar porque sou infeliz e ficar ainda mais infeliz chorando”.
E tudo cresce – se você cultiva uma coisa, ela cresce. Então você vai cada vez mais fundo… mergulha cada vez mais fundo.
Ninguém, nenhuma outra força, está fazendo nada a você.
É você e só você.
Isso resume toda a filosofia do karma – que é o seu fazer; karma significa ‘fazer’.
Você fez e pode desfazer.
E não é preciso esperar, postergar.
Não é preciso tempo – você pode simplesmente pular fora disso.
Mas nós nos habituamos.
Se pararmos de ser infelizes, nos sentiremos muito sozinhos, perderemos nossa maior companhia.
A infelicidade virou nossa sombra – nos segue por toda a parte.
Quando não há ninguém por perto, pelo menos a infelicidade está ali presente
– você se casa com ela…
E trata-se de um casamento muito, muito longo; você está casado com a sua infelicidade há muitas vidas.
Agora chegou a hora de se divorciar dela.
Isto é o que eu chamo de a grande coragem
– divorciar-se da infelicidade,
perder o hábito mais antigo da mente humana, a companhia mais fiel.”
(Osho)

Amor, luz e consciência. Sempre.

Cíñtia Rizzö

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