Sobre ser Estranho aos Olhos da Sociedade

“Quanto mais a sociedade aplaude seus atos, mais infeliz você está por dentro.” Essa frase, de Gisela Vallin, é capaz de render importantes reflexões. Será que você está sendo feliz para você ou para atender as expectativas da sociedade?

Felicidade = Consciência = transcendência do ego. Partindo desse raciocínio de Osho entendemos que, é quando deixamos de alimentar o ego que somos, de fato, felizes – quando temos consciência do ser de infinitas possibilidades e merecedores que somos. E o ego se alimenta de quê? De poder, de competição, de ser melhor que alguém. De ter para ser – seja um relacionamento, um cargo importante ou o carro do ano…

O que, de fato, faz sua alma feliz? Busque com sinceridade essa resposta dentro de você e não se assuste caso você se dê conta que vem vivendo, junto com a massa, os sonhos impostos pelo mundo exterior… Não se surpreenda caso perceba que, há anos, você vem tentando fazer parte do que é socialmente ‘normal’ e ‘aceitável’.

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“(…)quanto mais a sociedade aplaude seus atos, mais infeliz você está por dentro, a menos que você seja um psicopata, desconectado do sentimento. Sabe por que?

Porque, para ser feliz, ao que tudo indica, é preciso sair dos automatismos, ser criativo, se permitir o novo e não ficar cumprindo projetos sociais como um robô, um autômato inconsciente de si mesmo. Basta observar, empaticamente, as pessoas ao seu redor que cumpriram protocolos de forma automática: em geral, são amargas, tristes, sem brilho nos olhos, ou são aquelas pessoas que são sem carisma sabe?

Por isso, em geral, as pessoas mais estranhas, atípicas, que vivem uma vida fora do padrão, que são originais, tendem a ter mais brilho nos olhos: porque, ouvir a alma, muitas vezes, é pagar o preço de ser considerado estranho pelo social.”

Ser ‘diferente’ requer amor próprio aos baldes! A família questiona o motivo pelo qual você não quis ser médico, engenheiro ou advogado; a vizinha comenta sobre a música que você ouve, um mantra, talvez; o colega de trabalho te olha como hare krishna, macumbeiro ou poliana (aquela que vive no mundo ilusório da felicidade) e te rotula com nomenclaturas cheias de estereótipos irreais; e a sociedade te cobra respostas do porque você não se relaciona com aquele bonitinho, rico ou formado em x ou y como se fossem esses os critérios para se viver um real amor. Nessas horas, em uma reação imediata, o ego aparece com dezenas de respostas, buscando encontrar as palavras perfeitas para justificar pro mundo o SEU modo de ser em uma inútil tentativa de convencer o outro a te aceitar.

Hoje, nesse exato momento, eu te convido a refletir nesse ponto: o que você tem feito para ser aceito pelo outro? Que parte de si mesmo, você tem ‘maquiado’ para ficar mais homogêneo na multidão?

Não tenha medo de ser quem você é! A real felicidade só se apresenta para aqueles que se permitem serem reais consigo mesmos! E também não perca seu tempo tentando identificar quem é real ou quem vive para a sociedade, julgando e classificando a si mesmo e aos outros. Isso é o EGO. De novo! Deixa ele quietinho dessa vez, vai?

Amor, luz e consciência. Sempre.

Cíñtia Rizzö

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