Despertar com um novo olhar

Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Por que estamos aqui? Essas perguntas já pairaram e pairam as cabeças pensantes de diversos indivíduos ao longo da história da humanidade. A busca por compreender quem criou quem, se foi Deus que criou o universo, quem veio primeiro o ovo ou a galinha, nos faz procurar sempre razão em um universo abstrato e complicado.

Bebendo de diversas fontes tanto a ciência quanto algumas teorias religiosas nos apresentam que o Universo foi criado a partir de um ponto único, aqui verificamos a famosa Teoria do Big Bang. Sabemos que que o Universo é eterno e infinito, ou seja, ele é a manifestação perfeita do amor infinito e da grande consciência cósmica, que eu, cristão, chamo de Deus. 

Tanto a ciência quanto as teorias religiosas chegam em comum acordo em um ponto, o universo, bem como os seres existentes estão em constante transformação e evolução. Diante da imensidão do Universo, muitas das vezes nos sentimos tão pequeninos e temerosos buscando uma explicação lógica na nossa mente sobre as razões da nossa existência e da nossa essência.

É a essência humana que nos faz sentir necessidade de buscar respostas para as perguntas que estão no início desse texto. É a essência humana que nos difere toda e qualquer espécie animal. Nós seres humanos somos os únicos que buscamos dar significado a nossa existência, que nos ocupamos em refletir sobre nós mesmos e a natureza que nos rodeia e para aonde vamos após morrermos. 

Vivemos hoje um conflito proporcionado pelas ideologias da sociedade contemporânea que constrói a tendência dos indivíduos a massificar-se. Esse processo de massificação contemporâneo faz com que a essência humana fique cada vez mais camuflada e escondida no mais profundo dos seres humanos.  

Os indivíduos que ainda se encontram à deriva nesse grande oceano chamado vida acabam por se deixar levar pelo vento da maioria, sendo condicionados culturalmente e socialmente, e determinados a tomar para si uma essência de vida que não lhes pertencem, criando uma consciência superficial racionalista, muita das vezes reducionista.

Se fizemos uma análise sucinta da nossa sociedade, podemos perceber que esse processo de massificação a qual os indivíduos foram acometidos por muitos e muitos anos e hoje com o advindo das tecnologias de comunicação e informação criou um processo tirano de suspensão do livre pensamento crítico e individual. 

Ao mesmo tempo que temos acesso a informação de uma forma jamais imaginada antes, também somos expostos a todo o momento a parâmetros aos quais devemos nos encaixar para nos sentir pertencentes e integrados a um grupo. Esse movimento nos levando a uma escravidão física e espiritual, a busca em viver algo que não faz parte da nossa essência individual.

Atrás de todo ser humano vive um indivíduo que busca a partir de uma inquietude natural a realização pessoal, profissional e espiritual. A corrida para alcançar essas realizações quando deparada com uma realidade conflituosa e difícil de lidar leva o indivíduo a frustração, por isso vemos muitas pessoas frustradas no dia a dia. Contudo quando há um despertar de consciência, uma ressignificação da história de vida e da nossa família as possibilidades de construir um novo olhar para o mundo a partir de um novo ponto de partida são elevadas.

Nós precisamos, urgentemente, criar uma nova visão de nós mesmos, de quem nós somos, do por que estamos aqui e, ou seja, criar uma nova visão do mundo objetivo, tangível e do mundo subjetivo e interior. Esse mundo subjetivo, indubitavelmente, não pode ser demonstrado cientificamente, pois nosso mecanismo psíquico não é passível de análises laboratoriais e muito menos de uma reprodução fenomenológica que possa ser abordada pela metodologia científica, sendo que podemos, no máximo, fazer considerações tangenciais e indiretas a respeito de sua natureza.

É nesse mundo interior, transcendente, que encontramos nossa essência, nossa missão de vida, nossa razão de ser e nossa melhor parte. Lá, encontramos os elementos para definir nosso propósito de vida e entender nossa  Ter acesso ao nosso mundo interior é o que nos capacita a reconhecer o nosso lugar no mundo, para o que viemos aqui e como podemos contribuir para criar um mundo exterior melhor.

Quanto mais nos entendemos, mais nos aprimoramos e nos conectamos com a nossa essência. Saber como somos no mais profundo de nosso ser é uma forma de criar honra, amor e respeito pela luz e sombra que nos formam. O autoconhecimento é uma profunda investigação interna de características, desejos, medos,  habilidades e sonhos. Não é apenas saber o que compõe nossa personalidade, mas também aqueles as virtudes e os elementos sabotadores que podem estar escondidos. 

A principal intenção do autoconhecimento é a evolução incessante; a busca em compreender quais são os pontos para se desenvolver e quais são aqueles que devem ser controlados. Esse mergulho interno é determinante para que saibamos atuar como dono das próprias decisões e escolhas e para que sejamos condutores do próprio caminho. Só dessa maneira, é possível direcionar forças para evoluir e caminhar ao encontro do que você tem de melhor e a transcender os pontos que precisam ser aperfeiçoados. (José Roberto Marques )

Luz e Paz!

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