Restrição e abundância

O texto que segue, de autoria da escritora portuguesa Alexandra Solnado, leva a reflexão do poder que detemos e de como somos capazes de restringi-lo ou não. O título é “Restrição e abundância”. Espero que apreciem.

“A natureza é abundante. Há muita água, muitas árvores, muitas flores e muitos frutos. Há muitos peixes, muitas espécies, muitos humanos e muita terra.
A terra é grande, e se os recursos forem utilizados corretamente, dá para todos. Todos podem ter tudo, literalmente. E porque não têm?
É difícil perceber isto, mas a verdade é que o ser humano não tem o que precisa porque vibra pela restrição.
Para simplificar vou dizer-te o seguinte: o ser humano não tem porque tem medo de não ter. Parece irônico, não é? Mas é verdade.
Mesmo os homens que detêm mais poder têm medo de perdê-lo. Então agarram-se a ele de tal forma, que desvirtuam o propósito que os levou lá.

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Os domingos precisam de feriados

Começo de novo ano. Que seja muito bem-vindo e que possamos crer que até “os domingos precisam de feriado”. Todos nós precisamos de “um tempo”. O texto que segue é de autoria do Rabino Nilton Bonder e penso ser de pura reflexão para você que acredita que o tempo não é mais o mesmo de anos atrás, que a vida está se desfigurando numa velocidade alarmante.
Você acorda mais cansado do que se deitou, as pessoas parecem estar vivendo uma espécie de transe coletivo, e você percebe nitidamente que os dias, os meses, os anos estão passando sem que sejam vividos.

“Toda sexta-feira à noite começa o Shabat para a tradição judaica. Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção, inspirado no descanso divino no sétimo dia da Criação.
Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa como fundamental para a saúde de tudo o que é vivo.
A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue.
Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta.
Hoje, o tempo de “pausa” é preenchido por diversão e alienação. Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações “para não nos ocuparmos”. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão. O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas condições.
Nossas cidades se parecem cada vez mais com a Disneylandia. Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas.

“Uma andorinha só … faz verão”

Eu sempre ouvi minha mãe dizer: “uma andorinha só não faz verão”. Com isso ela buscava nos transmitir princípios de solidariedade e compaixão. Porém, li este texto cujo título é exatamente o contrário do que diz o velho ditado popular e achei o conteúdo tão atual que o escolhi para dividir com vocês. Espero que gostem tanto quanto eu.
A autoria é de Maria Cristina Tanajura.

“Embora os noticiários sempre divulguem as atrocidades que estão a acontecer por todo o mundo, quando ouço uma referência a alguém que, apesar de estar vivendo tudo isto, trabalha pelo Bem, fico bastante impactada e penso nisto por muito tempo.

É verdade. Existem pessoas que parecem não desanimar. Que lutam e conseguem construir alguma coisa bonita e boa para si mesmos e para os outros. São verdadeiros faróis na escuridão que se instalou, mostrando o caminho e nos dizendo: podem passar, sigam adiante, pois há uma forma de construir, de realizar coisas benéficas.

Assim, uma andorinha só pode fazer verão, sim. É um ser que sonhou e sem medir esforços, continuou investindo no sonho, mesmo que tenha se tornado por vezes muito difícil alcançá-lo.

“… É razoável pensar nisto…”

O texto que segue, de autoria de André Luiz, leva à reflexão sobre como usamos as palavras, como as aplicamos em nosso cotidiano e como cada um tem uma concepção particular quanto ao significado delas. Como ele mesmo dizia: ” é razoável pensar nisto”.

“A paciência não é um vitral gracioso para as suas horas de lazer. É amparo destinado aos obstáculos.
A serenidade não é jardim para os seus dias dourados. É suprimento de paz para as decepções de seu caminho.
A calma não é harmonioso violino para as suas conversações agradáveis. É valor substancial para os seus entendimentos difíceis.
A tolerância não é saboroso vinho para os seus minutos de camaradagem. É porta valiosa para que você demonstre boa-vontade, ante os companheiros menos evoluídos.

Anjos existem…

Tenho visto que, nas redes sociais, existem muitos comentários acerca de anjos. Fala-se em anjos “com asas”, “com pelos”, “com penas”, etc.

Eu, pessoalmente, acredito neles. Seja qual característica física tiver, o que na verdade é desimportante, penso que estes serem nada mais são do que amor. O nosso amor por nós mesmos, por outra pessoa, por todo ser vivo. É como se fosse um reflexo de amor que se expande e que, ao mesmo tempo nos acolhe.

“Anjos existem!
Sim, anjos existem e estão entre nós.
Mas não anjos de asas e de cabelos cacheados, mas sim, anjos que chegam quando menos esperamos,
que estendem a mão quando estamos caídos, trazem palavras de consolo quando lágrimas rolam de nossas faces; semeiam a alegria em nosso caminho quando nos deixamos envolver pela tristeza.
Que contam piadas para nos fazer rir, que respeitam nossas limitações, mas sempre nos estimulam a ir à frente.
Que não julgam nossos erros, mas nos mostram que recomeçar é possível e que trilham os caminhos de espinhos ao nosso lado.
Não nos abandonam quando as tormentas se aproximam e sentem o nosso sofrimento, mas buscam nos mostrar um novo horizonte.
Vibram com nossas conquistas, mesmo as mais simples.

Solidão e Solitude

Por alguma razão, até ontem desconhecida, não estava conseguindo me expressar escrevendo. Por esta razão declinei da nobreza de postar aqui (sim! para mim este espaço é nobre. Tanto quem os visita quanto os que aqui escrevem. Uma família do bem!!).

Aos que sempre me acompanharam, peço perdão pela ausência. Aos que não me conhecem ainda, espero que me aceitem.
O texto que me despertou para a minha verdade, denominado “Solidão e Solitude”, de autoria de Osho, é o que segue.
Espero que apreciem.

“Nascemos sós, vivemos sós e morremos sós. A solitude é nossa verdadeira natureza, mas não estamos cientes dela. Por não estarmos cientes, permanecemos estranhos a nós mesmos e, em vez de vermos nossa solitude como uma imensa beleza e bem-aventurança, silêncio e paz, um estar à vontade com a existência, a interpretamos erroneamente como solidão.

A solidão é uma solitude mal interpretada. E uma vez interpretando mal sua solitude como solidão, todo o contexto muda. A solitude tem uma beleza e uma imponência, uma positividade; a solidão é pobre, negativa, escura, melancólica.
A solidão é uma lacuna. Algo está faltando, algo é necessário para preenchê-la e nada jamais pode preenchê-la, porque, em primeiro lugar, ela é um mal entendido. À medida que você envelhece, a lacuna também fica maior. As pessoas têm tanto medo de ficarem consigo mesmas que fazem qualquer tipo de estupidez. Vi pessoas jogando baralho sozinhas, sem parceiros. Foram inventados jogos em que a mesma pessoa joga cartas dos dois lados.

Um gesto pode fazer a diferença!

Um único e pequeno gesto ou ação, ainda que mínimo, tem o poder de transformar qualquer realidade (seja para o bem ou não).
É como o efeito dominó: ao mexermos apenas em uma peça, fazemos todas se movimentarem de acordo com nosso desenho, seguindo o caminho esperado.
A estória abaixo é muito singela e nos mostra como o bem (ou não) é contagioso. Espero que apreciem!

“Num bairro pobre de uma cidade distante, morava uma garotinha muito bonita. Ela frequentava a escola local. Sua mãe não tinha muito cuidado, e a criança quase sempre se apresentava suja. Suas roupas eram muito velhas e maltratadas.
O professor ficou penalizado com a situação da menina. “Como é que uma menina tão bonita pode vir para a escola tão mal arrumada?”
Separou algum dinheiro do seu salário e, embora com dificuldade, resolveu comprar-lhe um vestido novo. Ela ficou linda no vestido azul.
Quando a mãe viu a filha naquele lindo traje, sentiu que era lamentável que sua filha, vestindo aquela roupa nova, fosse tão suja para a escola.

Por isso, passou a lhe dar banho todos os dias, pentear seus cabelos e cortar suas unhas. Quando acabou a semana, o pai falou:
– Mulher, você não acha uma vergonha que nossa filha, sendo tão bonita e bem arrumada, more em um lugar como este, caindo aos pedaços? Que tal você ajeitar a casa? Nas horas vagas, eu vou dar uma pintura nas paredes, consertar a cerca e plantar um jardim.

Alma do Universo

O texto que segue, de autoria do Prof. João Pinheiro Neto, nos leva a refletir sobre a evolução do ser humano e as mudanças de valores e hábitos.

Boa leitura.

“A vida não é um milagre, não é uma coisa sobrenatural, extraordinária. A vida é um processo essencial da matéria universal. Mas, não surge por espontaneidade, como num passe de mágica; nada disso! A vida só se realiza quando existem possibilidades concretas – físicas e químicas – para o seu aparecimento. Um exemplo disso é o nosso planeta Terra, que por bilhões de anos foi reunindo condições – a água, principalmente – para que a vida se processasse. Não digo nem a Terra, mas todo o sistema solar, pois, se não fosse a distância certa do Sol, nossa maior fonte de energia, nosso planeta seria quente ou frio demais, impossibilitando a vida.

Talvez possamos pensar, então, que a vida surge na Terra por acaso? Aí eu me lembro de uma frase de Albert Einstein, “Deus não joga dados com o mundo”, e isso quer dizer que existem leis no Universo, ou seja, “Deus é a lei e o legislador do Universo”.

Silêncio…

O texto que segue foi extraído do livro “Conversaciones con Dios” de autoria de Neale Donald Walsch e trata do silêncio com profundidade e de forma sutil e delicada.

Boa leitura!

“Lembre-se: Os silêncios mantêm os segredos, portanto, o som mais doce é o som do silêncio.
Essa é a canção da alma.
Alguns escutam o silêncio na oração, outros cantam a canção em seu trabalho, alguns procuram os segredos na contemplação tranquila.
Quando se alcança a maestria, os sons do mundo se apagam, as distrações se aquietam.
Toda a vida se transforma em meditação.
Tudo na vida é uma meditação na qual se pode contemplar o Divino e vivendo dessa forma, aprendemos que tudo na vida é bênção.
Já não há luta, nem dor, nem preocupação.

Do Pensador à Buda

O texto de hoje, de Wagner Borges, traça um paralelo entre a escultura O Pensador, de Rodin e as estátuas relativas à Buda. A comparação é bastante interessante.

Vamos à leitura?

A escultura “O Pensador”, do artista francês Auguste Rodin (1840-1917), é famosa no mundo todo. É um ícone da cultura ocidental. Reflete bem o homem moderno, pensativo, inventivo, tecnológico, que descobre coisas e domina o mundo material com suas capacidades intelectuais. Porém, também reflete o homem estressado, pois seus ombros estão curvados sob o peso da mente angustiada e perdida em si mesma. Ele é senhor das coisas do mundo, mas não é senhor de si mesmo!

Em contrapartida, as estátuas relativas à Buda sempre o mostram em posição serena e com os ombros descansados. Ele é um ícone de luz e sabedoria e representa o coração do homem em paz consigo mesmo.

O Amor é capaz de transformar “O Pensador” de Rodin em Buda, ou seja, é capaz de pacificar a mente na luz do coração espiritual e equilibrar o homem em sua jornada pela existência infinita.

Feng Shui para a alma

“Eu comecei minha faxina. Tudo o que não serve mais (sentimentos, momentos, pessoas) eu coloquei dentro de uma caixa e joguei fora…sem apego, sem melancolia e sem saudade. A ordem é desocupar lugares. Filtrar emoções.”

Ao ler esta frase, pensei imediatamente que poderia ser um “feng shui para a alma”, então para ilustrar, transcrevo abaixo o texto de Mon Liu, que trata justamente deste tema. Espero que apreciem tanto quanto eu. Boa leitura!

“Trazer bons fluidos para a sua vida… Como captar a magia do bem-estar? Existe uma fórmula perfeita? Vida em equilíbrio, paz interior, harmonia… Antes de se fixar num local (residência, escritório, ateliê, consultório, clínica), é interessante fazer uma purificação e energização de ambientes. A finalidade é neutralizar as antigas vibrações e firmar a sua intenção para o momento presente.
Sentimentos, emoções, pensamentos e ações ficam impregnados nas paredes… Uma residência com brigas constantes resulta num clima pesado. Anular-se em função do outro traz depressão… Medo de tentar outros caminhos. Medo tem como consequência problema nos rins… As pessoas até se acostumam com o sofrimento! Vão aguentando, levando nas costas, até quando?
Trocar o certo pelo duvidoso? Se todos pensassem assim, o que seria das grandes invenções da humanidade? Experimentar alternativas, dar entrada para o novo, pode repercutir em caos no início. Todo processo de transformação exige mudanças. Muitas vezes, a pessoa se acomoda e não vai buscar soluções. Usar a criatividade dói? Há certeza que a decisão é a melhor? Não, são tentativas para o crescimento pessoal. Pode-se errar? Claro, afinal de contas, somos humanos! E as lições vividas não tem preço…
Colocar objetos nas áreas referentes ao bá-guá (gráfico do feng shui) funciona? Como o feng shui atua? Em princípio, 50% dependem da energização e os outros 50% de você. Por isso, é tão necessário o autoconhecimento… De que adianta purificarmos os ambientes, colocarmos cores adequadas, a iluminação correta, disposição dos móveis para o bom fluxo energético se a criatura ainda não se encontrou? Se ela não sabe nem o que deseja da vida, que caminhos seguir, se se encontra sem perspectivas?

Preciosidade

Ana Jácomo escreveu: “Há um banquete disponível e gratuito desde sempre para cada vida, é só entrar no próprio coração, sentar-se à mesa, saborear e nutrir-se. Mas, em geral, dirigimos de tal forma os nossos olhos para as iguarias que nos faltam que não nos sobra olhar para reconhecer aquelas que já estão servidas. Das armadilhas todas, o foco na escassez é uma das mais autosabotadoras que existe.”
Tomando carona nestas palavras, acredito que a escassez do sentimento que une a todos na forma mais pura, seja o maior crime que cometemos contra a humanidade. O texto abaixo, “Preciosidade” também de Ana Jácomo, nos lembra que, quando formos fazer qualquer coisa, que seja com amor.

“Tem gente que entra na nossa vida de forma providencial e se encaixa naquela história que gosto de imaginar: surpresas que Deus embrulha pra presente e nos envia no anonimato. Surpresas que só sabemos de onde vêm porque chegam com o cheiro dele no papel.
Acho maravilhoso perceber o quanto algumas vidas interagem com a nossa de um jeito tão mágico e bonito.
Os milagres existem para quem tem olhos que sabem ver a sabedoria e a ludicidade amorosa próprias do que é divino. Do que transcende. Do que escapole da nossa lógica tantas vezes sem coração.