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Quando fala o coração… Síntese das Antíteses

Síntese das antíteses
Lao Tse

“Só temos consciência do belo, 
Quando conhecemos o feio. 
Só temos consciência do bom, 
Quando conhecemos o mau. 
Porquanto, o Ser e o Existir, 
Se engendram mutuamente. 
O fácil e o difícil se complementam. 
O grande e o pequeno são complementares. 
O alto e o baixo formam um todo. 
O som e o silêncio formam a harmonia. 
O passado e o futuro geram o tempo. 
Eis porque o sábio age 
Pelo não agir, 
E ensina sem falar, 
Aceita tudo que lhe acontece 
Produz tudo e não fica com nada. 
O sábio tudo realiza e nada considera seu 
Tudo faz – e não se apega à sua obra 
Não se prende aos frutos da sua atividade 
Termina a sua obra 
E está sempre no princípio. 
E por isto a sua obra prospera.”

Prosperar é nossa essência

Você está pronto para dar um novo passo para o desconhecido?Você está completamente satisfeito com seu trabalho, com com suas finanças, com suas perspectivas? Se não, o que falta para prosperar nessa (e em outras) áreas de sua vida? Será que há medo, receio, ou até mesmo acomodação?

O texto de hoje, de Maria Isabel Carapinha, a reflexão gira em torno desse tema, nos auxiliando a identificar que até mesmo o medo da falta nos faz bloquear algumas grandes possibilidades em nossas vidas. Além disso a autora nos traz um exemplo prático, nos relatando um caso que aconteceu em seu consultório.

Vamos à leitura?

O medo da falta traz sim a escassez para sua vida

Existem pessoas que por medo excessivo da falta economizam a vida inteira e vivem somente em função do que estabeleceram como reserva pessoal. Permanecem por anos a fio no mesmo emprego, sem nenhuma perspectiva de crescimento, pelo medo de não encontrar nada igual ou melhor do que já tem. Chegam a ter uma vida medíocre, mas que lhes traz segurança.

O medo da falta muitas vezes faz as pessoas viverem mal e nunca se permitirem algo que possa se parecer com um luxo, pois, quem sabe, um dia esse dinheiro que foi esbanjado pode fazer falta para algo.

O Universo é muito próspero e trará para sua vida tudo que quiser, desde que você confie, use seu poder pessoal e tenha plena certeza de realização e sucesso.

A mudança pessoal começa quando detectamos a programação negativa que um dia nos foi ensinada, o que normalmente ocorre na infância. Filhos de pais que tiveram muito dificuldade, que gastam ou economizam em excesso, sofrem do medo da falta. A frase que mais se relaciona a esse fato é: nunca quero passar pelo que meus pais passaram.

No entanto, ao detectar essa programação negativa ou bloqueio energético temos a possibilidade de eliminá-la e, então, despertar para possibilidades nunca então vivenciadas.

Pessoas sem Conexão Divina plena pensam que a felicidade, em primeiro lugar, deve ser construída fora de si e por isso passam uma vida economizando para obter o que mais desejam. Mas, na prática, acontece que quando se deparam com o bem adquirido, normalmente o vazio vem junto, pois bens materiais não preenchem o nosso campo de felicidade.

No entanto, quando a Conexão Divina está estabelecida plenamente, a felicidade interior toma conta de nosso ser, tornamo-nos assim pessoas magnéticas e a lei da atração estará estabelecida em sua vida trazendo-lhe felicidade e sucesso. Portanto, o medo da falta não tem espaço na vida de quem confia plenamente que tudo está em ordem Divina e que o amanhã será sempre melhor do que hoje.

Encontrar explicações nas situações ou pessoas ao nosso redor, muitas vezes é muito mais fácil do que admitir que o problema esteja conosco e tenhamos que modificar nosso padrão energético. A felicidade é o objetivo maior de todo ser humano, mas ela não tem espaço para entrar em nossa vida se preenchemos toda nossa existência com infelicidade.

Em meu consultório, faço muitos atendimentos relacionados aos planos de carreira. Traço junto com o paciente que me procura seus objetivos pessoais e o que deseja atingir, depois analiso de maneira profunda cada aspecto e, então, iniciamos o atendimento com a Mesa Radiônica.

Há alguns anos, atendi um médico que trabalhava em um hospital muito conceituado da rede pública, dizia que amava o que fazia, porém, aquela referência de hospital que um dia tudo significou em sua vida, incluindo a parte humana, deixara de existir por questões políticas internas. Queria mudar de vida, mas o medo da falta atrofiava qualquer iniciativa de mudança. Não se sentia capaz de encontrar outro emprego, nem tão pouco de se estabelecer em outro local. Sua condição financeira era restrita e estava com muitas dívidas. Perguntei-lhe então o porquê do acumulo de dívidas e ele me disse que quanto mais tentava economizar para um dia não faltar, mais gastos inesperados lhe apareciam.

Iniciamos seu tratamento estabelecendo novamente o equilíbrio energético através da Mesa Radiônica e a seguir parti para a identificação de todos os fatos marcantes em sua vida que lhe trouxeram a escassez e o medo, como padrões enraizados de comportamento.

Eliminamos cada bloqueio de sua vida, incluindo situações complicadas de infância e situações presenciadas em sua vida profissional que lhe trouxeram o medo de não corresponder às expectativas dos outros.

Esse médico, assim, reconheceu o enorme poder pessoal que havia dentro dele, despertou, então, em sua vida toda sua confiança e segurança pessoal; dia após dia o negativo e a infelicidade passaram a dar espaço a um novo despertar de consciência.

Como bem sei, por experiência de muitos anos em meu consultório, que vícios de comportamento voltam com muita facilidade, sugeri a ele que não deixasse o emprego atual, que agradecesse todo dia por tê-lo, pois ele era a base do seu sustento e que começasse a buscar uma nova colocação.

Para que esse processo de recolocação se desenvolvesse o convidei para fazer o meu Curso de Radiestesia onde ensino a trabalhar objetivos pessoais formando egrégora de atração.

Hoje ele está trabalhando em quatro hospitais particulares com muita projeção e respeito, deixou o emprego público e se sente realizado financeiramente.

Se você se identifica com o medo da falta em qualquer campo de sua vida, elimine esse bloqueio e sinta que a vida pode ser muito mais do que você vive hoje.

m ótimo final de semana a todos,

Namastê

Pedro Michepud

Fonte: Somos Todos Um

O encanto de cada momento

aproveite o dia!

Viver plenamente, na minha opinião, é atuar no ‘hoje’ de forma intensa e verdadeira.
Meu irmão, na adolescência, tinha uma frase fixada na parede do seu quarto que dizia mais ou menos isso: “ O ontem ficou para trás, o hoje é o que é importante porque o amanhã talvez não chegue. É tempo de ser e de viver…”
Nunca esqueci estas palavras… E na sua simplicidade há uma profunda sabedoria…
O texto de hoje, de Nuno Cobra (retirado do livro ‘A Semente da Vitória’) nos auxilia nessa bela reflexão.
Boa leituta!

“A vida lhe foi oferecida nessa espantosa sincronicidade do Universo, na qual você desenvolveu um verdadeiro triatlo com tantos milhões de outros concorrentes e se fez vencedor. Você é absolutamente único e constitui uma experiência que nunca mais será repetida.

Carrega no bojo da vida esse algo extraordinário que o fez vencer tantos milhões de indivíduos – quase a população de todos os países da Europa juntos – que com a mesma garra e vontade nadaram, correram e no supremo esforço de ganhar a vida perderam para você que fecundou o óvulo e se constituiu pessoa vitoriosa, premiada com a vida.

Está então no seu cerne esse extraordinário potencial de luta, de otimismo, de garra e de vencedor. Você possui essa força estupenda, raiz de sua verdadeira existência. Deus o fez gigante como seu representante na Terra para que tirasse da essência da vida essa força espantosa capaz de tudo enfrentar e tudo desenvolver. Ele lhe deu esse acreditar perene em suas possibilidades infinitas.

Busque com todas as suas forças essa verdade incontestável do divino que você é. E se você não acredita em você, acredite em Deus, que fez você à sua imagem e semelhança e proporcionou essa espantosa oportunidade de você exuberar diante da vida, vibrando a cada instante com toda a intensidade.

A vida é uma passagem gloriosa de uma oportunidade imperdível. Nada vale a pena se não se puder usufruí-Ia em todo o seu esplendor e encantamento, por isso pense longe, pense alto e dignifique seu direito de viver completo e completamente liberto.

Ele lhe deu o passaporte da vida e salvo-conduto pelo livre-arbítrio, por isso a felicidade existe e depende somente de você. Faça sua vida direcionada para a verdade e para a felicidade; afinal, a felicidade é química. Temos de trabalhar constantemente, levando nossa mente a se orientar no sentido de buscar sempre pensamentos que a otimizem.

A felicidade é algo que faz parte da embalagem da vida. Temos de fazer valer a vontade do Criador, que não quer ver sua obra máxima triste e derrotada. Ele o fez para ter saúde, sucesso, otimismo e felicidade. Ele o quer querido e alegre, saudável e feliz. Perceba o quanto você é bendito por ter sido escolhido para esta viagem sem par, capaz dos sentimentos mais puros e grandiosos.

Que por meio dessa reflexão você possa ter entendido sua força e suas perspectivas infinitas de uma vida plena e de como você é maravilhoso: Perceba a vida! Sinta-a presente em todo o seu corpo e tome conhecimento denso e profundo dela com essa fantástica experiência que está à sua frente agora…

Nada é mais importante que viver o momento presente intensamente, porque essa é a verdadeira vida. Comemore essa dádiva imensa de saúde, de sua encantadora família, de seus amigos. Pais valorizando seus filhos, essa magia da vida; os filhos concentrando em seus pais, fato primeiro da possibilidade dessa experiência de viver. A esposa saudando seu companheiro e valorizando sua existência. O marido saudando essa imensa força que recebe dela.

Veja quantas coisas boas já temos para agradecer e quantas outras maravilhosas ainda nos aguardam em cada alvorecer. Busque a felicidade! Como já dizia um poeta, talvez no século XIX: “Felicidade, árvore frondosa de dourados pomos. Existe, sim, mas nós nunca a encontramos porque ela está sempre apenas onde nós a pomos, e nunca a pomos onde nós estamos…”. Palavras sábias e encantadoras.

Então coloque a felicidade ao seu alcance e a saboreie na mais esplêndida conquista, a maior de toda a nossa vida. Dê-se conta desse privilégio e o use ao máximo. Não deixe nada para depois. O momento é sagrado e constitui a única maneira de se viver intensamente. O passado é algo que não mais existe – já se foi. Serve apenas como referência. Da mesma maneira, o futuro também não existe, pois quando ele passar pelo presente você estará ausente pensando no futuro. Muitas pessoas realmente não vivem, porque estão ausentes da vida que passa encantada à sua frente. O presente é uma dádiva de Deus. É o momento que espera ser vivido.

Por isso não pense, faça! Por isso não pense, viva! Por isso não pense, curta! Não é uma discussão filosófica falar sobre a importância de se estar no presente vivendo o momento; é questão de inteligência, porque não existe outra forma de se viver realmente.

Então viva cada maravilhoso momento que lhe é oferecido, porque ele passará célere… Curta ao máximo, porque ele é sempre único. E sempre maravilhoso! Mergulhe em cada um deles intensamente, porque é a única possibilidade concreta que a vida lhe oferece. Viva intensamente esse momento grandioso que passa agora sobre sua cabeça! Respire fundo… Deixe-o penetrar pelos seus poros.

Não fique nunca à espera de momentos célebres, porque célebre é o momento!”

Aloha

Claudia Michepud Rizzo

Plantar sonhos…

águia e tartaruga

A belíssima fábula que proponho para leitura –  “ A tartaruga e a águia” – ,  nos leva a refletir sobre nosso poder de plantar sonhos no coração das pessoas e incentivá-las a concretizá-lo, sem que, com isso, percamos nossa real essência.

“Ao sopé de uma gigantesca montanha, confabulando, amistosamente, estavam a Águia e a Tartaruga. Falavam sobre superar limites e atingir objetivos. A Águia, poderosa rainha dos ares, dizia não haver lugares inatingíveis e nem metas que não pudesse alcançar. A envergadura de suas asas permitia que fosse a qualquer lugar. Era soberana e tinha a segurança que apenas tem quem sabe do seu real potencial.
A meiga Tartaruga, a quem a paciência já havia ensinado grandes lições, falava sem pressa. Contava sobre pequenos detalhes que, ao longo de sua caminhada, haviam entrado pelos seus olhos e marcado seu coração.
A Águia, sempre sedenta por aventuras, propôs um desafio à Tartaruga. Subiriam a montanha para, lá do alto, ver o mar. Queria mostrar para sua amiga o tamanho real do mundo. O horizonte visto do alto era de uma beleza ímpar. Empolgada, descreveu o aprendizado que sua alma faminta já assimilara. A Tartaruga, conhecendo a velocidade de seus passos, soube que este desafio muito lhe custaria. Talvez a metade de sua existência. Mas queria ver o que havia lá no alto.
Olharam-se, sorridentes, e começaram sua aventura. O farfalhar das asas da Águia, ergueu poeira e, em instantes, sumiu das vistas da Tartaruga. E esta, movendo-se no ritmo que lhe fora conferido pela vida, foi subindo lentamente. Seu corpanzil pesado tinha muita dificuldade para se mover naquele terreno irregular. Durante o trajeto, muitas vezes tropeçava na falta de experiência e rolava morro abaixo. Mas depois de se refazer, recomeçava a caminhada.
A trilha era estreita e, muitas vezes, ela parava para dar passagem a outros animais, que subiam ou desciam, e sempre gentil, oferecia-lhes seu sorriso.
Alimentava-se da vasta vegetação e seu paladar provou novos sabores. Alguns amargos, mas outros absurdamente tenros e macios. Olhando ao redor, para não perder nenhum detalhe, deu-se conta de que havia flores, ornamentando o caminho, e estas, com seu perfume, derramavam alento dentro de seu coração.
Enquanto a Tartaruga se empenhava em subir, tomando muito cuidado com as quedas, a Águia, há muito já alcançara o topo. Aliás, não demorara quase nada, e agora, no alto de uma frondosa árvore, se perguntava quanto tempo levaria a Tartaruga para vir a ter com ela.
Esperou dias e noites. E aquela paisagem, sempre encantadora, foi tornando-se cansativa, e ela ansiou por sair dali. Precisava alçar vôo, traçar novas metas. Tinha sido tão fácil chegar, e agora se perguntava por que incentivara a pobre Tartaruga a subir. Não seria possível esperar por ela. A vida se agitava dentro das suas veias e estagnar significava matar seu espírito. Morreria, se ficasse. Precisava estar em constante movimento para que suas asas não atrofiassem. Olhou para baixo e nem sinal da Tartaruga. Então, seu piado forte cortou o silêncio, enquanto ela cortava o céu, e voou dali.
Anos mais tarde, completamente exaurida, chegou a Tartaruga ao topo. Durante este tempo todo, enquanto caminhava e quando o cansaço minava as suas forças, era nas palavras da Águia que ela pensava. Veria algo novo. Veria um novo mundo. E este pensamento foi seu alimento. A cada vez que quase sucumbia, tentava visualizar aquele horizonte descrito pela Águia, e então, cantarolante, começava tudo outra vez.
Seus passos eram constantes. A subida não lhe conferira uma nova velocidade. Muitas vezes, havia sido muito duro olhar para o alto e ver o quanto ainda faltava. Então, ela olhava para os lados. E olhava atrás de si. E, orgulhosa, constatava que, mesmo que morresse ali, que jamais atingisse seu objetivo, jamais em sua vida havia feito algo igual.
Faltava pouco agora para que conhecesse um mundo novo. Mais alguns arbustos e estaria no topo da montanha. Seu coração batia apressado, seu corpo tremia de ansiedade e excitação. Então, a cortina se abriu. Tudo o que vivera até então não se comparava ao que estava sentindo. Lá estava o horizonte se encontrando com o mar gigante. Ambos se tocavam, numa suave carícia, e o Sol nascia da união dos dois. Vinha saindo, todo matreiro, de dentro do mar e erguia-se sobre a Terra.
Nesta hora, duas lágrimas suaves brotaram dos olhos da Tartaruga. Mentalmente agradeceu à Águia pelo incentivo que lhe dera. Sabia que não a encontraria ali. Sempre soubera. A Águia plantara, dentro dela, um par de asas gigantes. Apostara em sua persistência e, graças a ela, a Tartaruga se tornara única, entre todas as Tartarugas.
Com um suspiro emocionado, recolheu-se dentro de seu casco e dormiu serenamente.”
(autor desconhecido)

Tenhamos sempre uma palavra que sirva de injeção de ânimo e alimento para abrir novos horizontes para nós mesmos e para o próximo.

Um Salve à Vida!!!

Beth Michepud

A ilusão de uma economia verde

Terra

O texto que proponho para a leitura de hoje é do teólogo e professor Leonardo Boff, que nos abre a consciência para a chamada economia verde tão propagada pelas empresas e defensores dos chamados produtos ecológicos. Precisamos compreender melhor esse tema visto tratar-se de um assunto que envolve nossas atitudes e a sobrevivência do planeta Terra.

“Tudo o que fizermos para proteger o planeta vivo que é a Terra contra fatores que a tiraram de seu equilíbrio e provocaram, em conseqüência, o aquecimento global, é válido e deve ser apoiado. Na verdade, a expressão “aquecimento global” esconde fenômenos como: secas prolongadas que dizimam safras de grãos, grandes inundações e vendavais, falta de água, erosão dos solos, fome, degradação daqueles 15 entre os 24 serviços elencados pela Avaliação Ecossistêmica da Terra (ONU), responsáveis pela sustentabilidade do planeta (água, energia, solos, sementes, fibras, etc.)

A questão central nem é salvar a Terra. Ela se salva a si mesma e, se for preciso, nos expulsando de seu seio. Mas como nos salvamos a nós mesmos e a nossa civilização? Esta é a real questão que a maioria dá de ombros, especialmente os que tratam da macroeconomia.

A produção de baixo carbono, os produtos orgânicos, as energias solar e eólica, a diminuição, o mais possível, de intervenção nos ritmos da natureza, a busca da reposição dos bens utilizados, a reciclagem, tudo que vem sob o nome de economia verde são os processos mais buscados e difundidos. E é recomendável que esse modo de produzir se imponha.

Mesmo assim não devemos nos iludir e perder o sentido crítico. Fala-se de economia verde para evitar a questão da sustentabilidade que se encontra em oposição ao atual modo de produção e consumo. Mas no fundo trata-se de medidas dentro do mesmo paradigma de dominação da natureza. Não existe o verde e o não verde. Todos os produtos contêm, nas várias fases de sua produção, elementos tóxicos, danosos à saúde da Terra e da sociedade. Hoje, pelo método da Análise do Ciclo de Vida, podemos exibir e monitorar as complexas interrelações entre as várias etapas: da extração, do transporte, da produção, do uso e do descarte de cada produto e seus impactos ambientais. Ai fica claro que o pretendido verde não é tão verde assim. O verde representa apenas uma etapa de todo o processo. A produção nunca é de todo ecoamigável.

Tomemos como exemplo o etanol, dado como energia limpa e alternativa à energia fóssil e suja do petróleo. Ele é limpo somente na boca da bomba de abastecimento. Todo o processo de sua produção é altamente poluidor: os agrotóxicos aplicados ao solo, as queimadas, o transporte com grandes caminhões que emitem gases, as emissões das fábricas, os efluentes líquidos e o bagaço. Os pesticidas eliminam bactérias e expulsam as minhocas que são fundamentais para a regeneração dos solos; elas só voltam depois de cinco anos.

Para garantirmos uma produção, necessária à vida, que não estresse e degrade a natureza, precisamos mais que a busca do verde. A crise é conceitual e não econômica. A relação para com a Terra tem que mudar. Somos parte de Gaia (Mãe Terra, segundo a mitologia) e por nossa atuação cuidadosa a tornamos mais consciente e com mais chance de assegurar sua vitalidade.

Para nos salvar não vejo outro caminho senão aquele apontado pela Carta da Terra: “o destino comum nos conclama a buscar um novo começo; isto requer uma mudança na mente e no coração; demanda um novo sentido de interdependência global e de responsabilidade universal”.

Mudança de mente significa um novo conceito de Terra como Gaia. Ela não nos pertence, mas ao conjunto dos ecossistemas que servem à totalidade da vida, regulando sua base biofísica e os climas. Ela criou toda a comunidade de vida e não apenas nós. Nós somos sua porção consciente e responsável. O trabalho mais pesado é feito pelos nossos parceiros invisíveis, verdadeiro proletariado natural, os microorganismos, as bactérias e fungos que são bilhões em cada colherada de chão. São eles que sustentam efetivamente a vida já há 3,8 bilhões de anos. Nossa relação para com a Terra deve ser como aquela com nossas mães: de respeito e gratidão. Devemos devolver, agradecidos, o que ela nos dá e manter sua capacidade vital.

Mudança de coração significa que além da razão instrumental com a qual organizamos a produção, precisamos da razão cordial e sensível que se expressa pelo amor à Terra e pelo respeito a cada ser da criação porque é nosso companheiro na comunidade de vida e pelo sentimento de reciprocidade, de interdependência e de cuidado, pois essa é nossa missão.

Sem essa conversão não sairemos da miopia de uma economia verde. Só novas mentes e novos corações gestarão outro futuro.”

(Fonte: Revista Ganapati – nov./dez. 2011.)

Luz e Vida,

Tenório Lucena

Catar peixinhos…

O sol começava a baixar e lá íamos nós – eu, minha avó e meu irmão – ‘catar peixinhos’ na beira da praia. O passeio de, no máximo, um km, durava horas: a cada comadre, uma boa conversa e, entre um bate papo e outro, minha avó, com a sacola azul na mão, pescava os pequenos peixes que nadavam próximos  aos nossos pés.

E quando dormíamos na casa dela então! Era uma festa: eu podia comer pó de Nescau, puro  e de colherada; assistia dezenas de vezes o mesmo filme da Disney – e, ela, sempre interessada e vibrando quando o mocinho salvava a princesa ou o Dumbo aprendia a voar. Chegava hora de dormir e, quando acordávamos, lá estavam nossos chinelos na ponta da cama e o leite quente em cima da mesa.

Aposto que todos guardam lembranças gostosas da infância vividas com pessoas especiais. E, na maioria das vezes, essas lembranças vêm recheadas de simplicidade e sabedoria. Vamos crescendo e começamos a perder o dom de dar valor às coisas simples da vida, porém, essenciais. A sabedoria parece ficar cada vez mais distante e, então, pagamos cursos, livros e nos perdemos dentre um rio infindável de informações sobre tudo e sobre o nada.

Sábio é aquele que ouve com o coração e não se importa com a aprovação dos outros. ..
Sábio é quem sente com a alma o caminho que deve seguir e, sem pensar, o segue, não se preocupando se, racionalmente, consegue justificar a escolha…
Sábio é quem valoriza as pessoas que estão à sua volta, que sabe ser grato aos familiares, aos amigos, à vida, que respeita aqueles que estão à sua frente na estrada da vida e está disposto a aprender…
Sábio, é aquele que reconhece sua luz e se apodera dela. Simples assim…

As memórias que tenho da minha avó, ainda vivas em minhas lembranças, me envolvem em uma atmosfera de gratidão e carinho. É importante, primeiro, não perder a habilidade de ser feliz e encontrar prazer nas pequenas coisas. No passado, ‘catar peixinhos’ fazia a alegria do nosso dia, e isso bastava. Não sabíamos, certamente, mensurar em palavras, mas sentíamos todo o amor e cuidado que ela dedicava a nós. (E só para registrar: os peixinhos eram devolvidos ao mar como uma lição de respeito aos outros seres vivos)

Que todas as pessoas possam valorizar a família na qual nasceu sendo ela digna de um comercial de margarina o que, convenhamos, não é lá muito provável, ou uma família ‘comum’, com suas discussões, aprendizados, surpresas e histórias.

É sempre gostoso fazer o exercício de lembrar daquilo que nos fazia feliz na infância mas, mais importante do que isso, é reconhecermos o que nos faz feliz hoje. É reencontrarmos nossa capacidade de nos encantarmos. É desvincular a felicidade da posse do dinheiro. É saber ser grato a tudo que nos acontece e a todos que nos cercam.

Se você ama, demonstre.
Se você gosta, cultive.
Se você se incomodou, fale.
Se está ruim, mude.
Se está bom, valorize enquanto têm, afinal, como muitos já disseram ‘não há mal que nunca acabe, nem bem que sempre dure’.

A ideia não é desejar que o tempo volte mas sim, encontrar através das boas memórias, o desejo de viver momentos  de mais alegria e felicidade.

Que as lembranças mais sábias e doces da sua infância possam te relembrar da pureza que existe dentro de você.

Amor, luz e consciência. Sempre.

Cíntia Michepud

Pedaço de Céu: Belezas que nosso planeta guarda

Hoje, no Pedaço de Céu, trazemos uma compilação de belas imagens de nosso planeta, que nos inspira e nos mostra um pouco daquilo que podemos encontrar em nossas vidas!

Ótimo final de semana,

Namastê

Imperfeição humana: Um novo olhar

Com seus defeitos, você pode abrir um caminho de flores!Disse o romancista José Américo de Almeida que “ver bem não é ver tudo, é ver o que os outros não vêm”.

O texto de hoje, de autoria desconhecida, nos conduz para essas palavras e nos desperta para enxergarmos de maneira nova e diferente as características consideradas falhas; as imperfeições do ser humano.

Vamos à leitura!

“Uma velha senhora chinesa possuía dois grandes vasos, cada um suspenso na extremidade de uma vara que ela carregava nas costas.

Um dos vasos era rachado e o outro era perfeito.

Este último estava sempre cheio de água ao fim da longa caminhada do rio até a casa, enquanto o rachado chegava meio vazio.

Durante muito tempo a coisa foi andando assim, com a senhora chegando a casa somente com um vaso e meio de água.

Naturalmente o vaso perfeito era muito orgulhoso do próprio resultado e o pobre vaso rachado tinha vergonha do seu defeito, de conseguir fazer só a metade daquilo que deveria fazer.

Depois de dois anos, refletindo sobre a pobre amarga derrota de ser ‘rachado’, o vaso falou com a senhora durante o caminho:

- Tenho vergonha de mim mesmo, porque esta rachadura que eu tenho faz-me perder metade da água durante o caminho até a sua casa…

A velhinha sorriu:

- Reparaste que lindas flores há somente do teu lado do caminho? Eu sempre soube do teu defeito e, portanto, plantei sementes de flores na beira da estrada do teu lado. E todos os dias, enquanto a gente voltava, tu as regavas. Durante dois anos pude recolher aquelas belíssimas flores para enfeitar a mesa. Se tu não fosses como és, eu não teria tido aquelas maravilhas na minha casa.

Cada um de nós tem o seu próprio defeito. Mas é o defeito que cada um de nós tem que faz com que nossa convivência seja interessante e gratificante.

É preciso aceitar cada um pelo que é…

E descobrir o que há de bom nele.”

Luz e paz.

Tenório Lucena

Passiva, eu?

Passividade

Passividade, sinônimo de indiferença e inércia, é o oposto de atividade, ação. Quando esta palavra está associada ao comportamento de uma pessoa, refere-se a alguém que não é o agente de uma ação ou que não se responsabiliza para a resolução de um problema, muito embora Jean Paul Sartre afirme que, ainda que fôssemos surdos e mudos como uma pedra, a nossa própria passividade seria uma forma de ação.

O convite para a leitura do texto de hoje, escrito por Carla Poletti é refletir sobre esta questão. Dessa forma, nos auxilia a perceber quais momentos da vida temos um comportamento utilizado com mais freqüência do que desejamos e qual o ganho ou utilidade os comportamentos passivos, agressivos ou de manipulação têm em nossa vida.

Ano novo, energias e esperanças renovadas, agora é hora de começar a colocar os planos e as promessas em ação.  E para isto, uma das coisas mais importantes é sair da passividade. Grande parte dos problemas do mundo ocorre pelo fato das pessoas não buscarem uma solução efetiva para os problemas que enfrentam.

Muitas crianças aprendem a não resolver problemas, pois os pais não falam e não as ensinam como resolver, muitas vezes, porque eles mesmos não aprenderam. Aprenderam a ficar passivos. A ver as coisas acontecerem ao seu redor e não fazer nada. Fazem isto na rua, ao verem um lixo jogado no chão; fazem isto na empresa, ao se deparar com um novo desafio; fazem isso em casa, quando há algo errado.

Na passividade a mente tende a minimizar (diminuir) a capacidade da pessoa em resolver o problema, e a maximizar (aumentar) o tamanho do problema. Ou seja, a pessoa se sente incapacitada diante de uma enorme questão. E aí, espera que alguém possa salvá-la, já que ela está totalmente incapaz.

Neste processo há quatro comportamentos muito freqüentes. São os chamados comportamentos passivos, que foram descritos por, Jacqui Lee Schiff, analista transacional que desenvolveu um grande trabalho com esquizofrênicos.

São comportamentos passivos, pois são ações externas ou internas que as pessoas empregam que não geram uma solução efetiva para a resolução de um problema, pelo contrário, geram desgaste de energia e alimentam relações de dependência. São eles:

- Não fazer nada: A energia é usada para inibir a ação. É a passividade pura.

- Super-Adaptação: A pessoa imagina o que o outro deseja que ela faça e tenta fazer. Assim, seu foco está em agradar o outro, e não em resolver a questão. Com isto, ela não precisa assumir nenhuma responsabilidade pela sua conduta, pois fez o que achava que o outro queria que ela fizesse.

- Agitação: Há um desgaste de energia em uma ação repetitiva, mas sem nenhum resultado. Por exemplo: fumar sem parar, ficar andando de um lado para o outro, pensamentos repetitivos. Há uma grande inquietação interna e externa sem nenhum resultado produtivo. 

- Incapacidade ou Violência: Há uma descarga de energia, através de uma incapacitação manifestada por um desmaio, vômitos ou fortes dores de cabeça, ou ainda, através de um ato violento, agredindo pessoas ou propriedades.

Em todos estes comportamentos o pensar, o se responsabilizar pelo problema e pela sua solução não estão presentes.

Quando houver um problema, primeiro pare, reflita e assuma a sua responsabilidade sobre ele. Aí veja o que pode ser feito, e o que você pode fazer para contribuir para esta solução.

Todo o problema tem solução, talvez você ainda não tenha encontrado a solução para o seu, mas isto não significa que ela não exista.

Confie na sua capacidade de pensar, e peça ajuda se necessário.

Muitas vezes, um olhar externo pode analisar a questão por ângulos que quando se está tão inserido no problema, não é possível se ver. Por isto, a ajuda do outro, às vezes, é importante.

Ao assumir a responsabilidade pelos seus atos, e ao buscar soluções efetivas para os problemas que você enfrenta, você não está passivo. Ao contrário, você está conectado com todo o seu poder de mudança!

Bons ventos lhe sopre o que seu coração precisa para ser feliz!

Márcia de Lucena Saraceni

Felicidade nos mínimos detalhes

Viver a felicidade em cada detalhe na vida

Hoje, volto a insistir em dizer que viver é simples e ser feliz também. O texto abaixo, denominado “Minimamente feliz” e de autoria da jornalista Leila Ferreira. mostra como é possível viver com esses sentimentos sempre presentes em nosso dia a dia.

“A felicidade é mesmo um estado mágico e duradouro ?

A felicidade é a soma das pequenas felicidades. Li essa frase num outdoor em Paris e soube, naquele momento, que meu conceito de felicidade tinha acabado de mudar.

Eu já suspeitava que a felicidade com letras maiúsculas não existia, mas dava a ela o benefício da dúvida. Afinal, desde que nos entendemos por gente aprendemos a sonhar com essa felicidade no superlativo. Mas ali, vendo aquele outdoor estrategicamente colocado no meio do meu caminho (que de certa forma coincidia com o meio da minha trajetória de vida), tive certeza de que a felicidade, ao contrário do que nos ensinaram os contos de fadas e os filmes de Hollywood, não é um estado mágico e duradouro.

Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída em conta-gotas. Um por- de-sol aqui, um beijo ali, uma xícara de café recém-coado, um livro que a gente não consegue fechar, um homem que nos faz sonhar, uma amiga que nos faz rir. São situações e momentos que vamos empilhando com o cuidado e a delicadeza que merecem alegrias de pequeno e médio porte e até grandes (ainda que fugazes) alegrias.

‘Eu contabilizo tudo de bom que me aparece’, diz Fabiana, também adepta da felicidade homeopática. ‘Se o zíper daquele vestido que eu adoro volta a fechar (ufa!) ou se pego um congestionamento muito menor do que eu esperava, tenho consciência de que são momentos de felicidade e vivo cada segundo.

Elis conta que cresceu esperando a felicidade com maiúsculas e na primeira pessoa do plural: ‘Eu me imaginava sempre com um homem lindo do lado, dizendo que me amava e me levando pra lugares mágicos Agora, viajando com frequência por causa de seu trabalho, ela descobriu que dá pra ser feliz no singular: ‘Quando estou na estrada dirigindo e ouvindo as músicas que eu amo, é um momento de pura felicidade. Olho a paisagem, canto, sinto um bem-estar indescritível’.

Uma empresária que conheci recentemente me contou que estava falando e rindo sozinha quando o marido chegou em casa. Assustado, ele perguntou com quem ela estava conversando: ‘Comigo mesma’, respondeu. ‘Adoro conversar com pessoas inteligentes’ Criada para viver grandes momentos, grandes amores e aquela felicidade dos filmes, a empresária trocou os roteiros fantasiosos por prazeres mais simples e aprendeu duas lições básicas: que podemos viver momentos ótimos mesmo não estando acompanhadas e que não tem sentido esperar até que um fato mágico nos faça felizes.

Esperar para ser feliz, aliás, é um esporte que abandonei há tempos. E faz parte da minha ‘dieta de felicidade’ o uso moderadíssimo da palavra ‘quando’. Aquela história de ‘quando eu ganhar na Mega Sena’, ‘quando eu me casar’, ‘quando tiver filhos’, ‘quando meus filhos crescerem’, ‘quando eu tiver um emprego fabuloso’ ou ‘quando encontrar um homem que me mereça’, tudo isso serve apenas para nos distrair e nos fazer esquecer da felicidade de hoje. Esperar o príncipe encantado, por exemplo, tem coisa mais sem sentido? Mesmo porque quase sempre os súditos são mais interessantes do que os príncipes; ou você acha que a Camilla Parker-Bowles está mais bem servida do que a Victoria Beckham?

Como tantos já disseram tantas vezes, aproveitem o momento, amigos. E quem for ruim de contas recorra à calculadora para ir somando as pequenas felicidades. Podem até dizer que nos falta ambição, que essa soma de pequenas alegrias é uma operação matemática muito modesta para os nossos tempos. Que digam. Melhor ser minimamente feliz várias vezes por dia do que viver eternamente em  compasso de espera.”

Um Salve à Vida!

Beth Michepud

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