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A vida e seus dramas, comédias e romances.

0-cats-rolo-de-filme-cinema-tumblr O dia pode amanhecer com sol. Ou nublado e chuvoso de dar pena. Seu carro pode estar te esperando na garagem, ou você tem que acordar mais cedo para encarar o ônibus cheio nas primeiras horas do dia. A sorte de ser contemplada em um sorteio pode bater à sua porta, ou você pode receber em casa a multa por ter passado o farol vermelho na semana passada.

De verdade, precisamos começar a entender que a vida é um roteiro de cenas das mais diversas emoções, com inúmeros clímax, suspense, drama, comédia, romance e terror. Temos que aceitar que são essas as regras da vida e que cabe a nós decidir entrar no jogo com alegria ou com a eterna postura de vítima sofrida. O mundo não terá dó porque você, com seus 50 e poucos anos não construiu a família que um dia você sonhou, ou porque você não está no emprego dos seus sonhos ou na casa com varanda e cinco quartos. Não importa a situação, essa tal de vida não sabe o que é ‘ter pena de alguém’ porque parte do pressuposto de que tudo é uma questão de escolhas e, quando digo escolhas, tente ampliar a sua consciência e assimilar um universo que ultrapassa as escolhas materiais, ou seja, você pode não ser rica, loira e casada com um gringo famoso que te ame, mas você pode escolher ser feliz da primeira até a última hora do dia, um após o outro.

A partir de hoje mude o olhar, busque a felicidade. O emprego pode não ser perfeito mas com certeza, graças a ele, você deve ter conhecido muitas pessoas legais e conseguiu comprar algumas coisas que pudessem te trazer prazer; as contas podem parecer infindáveis, mas você pode escolher se lamentar por não conseguir pagá-las ou buscar uma forma de se reinventar e conseguir mais dinheiro – quem sabe você não descobre um talento que estava escondido; você pode lamentar que a sua família não é digna de uma propaganda de margarina ou mudar a vibração reconhecendo que a sua mãe ou pai, que parecem não ser perfeitos, podem ter demonstrado algum traço de apoio à você de acordo com aquilo que eles podiam dar na época.

Sei que as coisas muitas vezes são mais complicadas e profundas, mas a bandeira que levanto aqui é que ninguém vai buscar a sua própria felicidade, caso você não o faça! Se a sua família é amorosa e seu parceiro te ama, deposite sua energia nesse aspecto da vida ao invés de gastá-la falando mal de um trabalho ou reclamando de alguma falta de sorte.

Lembrem-se, a vida é um vai e vem de cenas que não aceita um único gênero. Viva com leveza e compreendendo que do dia pra noite, da mesma forma que o romance pode conter cenas de suspense, o drama pode se descortinar em um belíssimo final feliz.

Amor, luz e consciência. Sempre.

Cíntia Michepud

Não existe dia ruim…

coisas simples

Hoje eu quero propor a leitura de um texto de Fabrício Carpinejar que nos faz refletir sobre a alegria de podermos vivenciar pequenas coisas na vida… E como essas “pequenas coisas”  alimentam a nossa alma! Basta estarmos atentos para receber esses presentes diários!
Boa reflexão!

“Não existe dia ruim. Sempre há chance do dia ser feliz.
Mesmo que seja tarde. Mesmo que seja de madrugada.
Uma gentileza salva o dia.
Um bife milanesa salva o dia.
Uma gola branca e engomada salva o dia.
Uma emoção involuntária salva o dia.

Nunca o dia está inteiramente perdido.
Não devemos acreditar que uma tristeza chama a outra, que se algo acontece de errado tudo então vai dar errado.
Lei de Murphy não foi aprovada pela Câmara dos Deputados.

Confio no improviso, na casualidade, no movimento das cortinas na janela.

Até o último minuto antes da meia-noite, você pode resgatar o contentamento.
É uma gargalhada do filho diante da papinha, transformando a cadeira num imenso prato.
É algum amigo telefonando para confessar saudade.
É sua mulher procurando beijar a orelha mandando sinais de seu desejo.
É o barulho da chuva na calha, é o estardalhaço do sol na varanda.
É encontrar – iniciando na tevê – um filme que adora e já assistiu cinco vezes.
É oferecer colo ao seu gato.
É planejar uma viagem de férias.
É terminar um livro que abandonou pela metade.
É ouvir sua coleção de LPs da adolescência.
É comprar uma calça jeans em promoção.
É adormecer no sofá e receber a coberta silenciosa de sua companhia.
É a possibilidade feminina de passar um batom e pintar as unhas.
É possibilidade masculina de devolver a bola quando ela sobe a cerca num jogo de crianças.

A felicidade é pobre. A felicidade precisa de apenas um abraço bem feito.

Sigo esperançoso.
Não coleciono tragédias.
Sofro e apago.
Sofro e mudo de assunto, abro espaço para palavras novas, para lembranças novas.

Vejo o esforço da abelha tentando sair do vidro e não sou melhor do que ela.
Vejo o esforço da formiga carregando uma casca de laranja e não sou melhor do que ela.
Viver é esforço e nos traz a paz de sonhar – querer não fazer nada é que cansa.

Não existe dia que não ganhe conserto.
Não existe dia morto, dia de todo inútil.

Não desista da alegria somente porque ela se atrasou.
Pode ter recebido esporro do chefe, ainda assim a hora está aberta.
Comer um picolé de limão é capaz de restituir sua infância.

Não encerre o expediente com o escuro do céu.
Pode não ter grana para pagar as contas e ter que escolher o que é menos importante para adiar, ainda assim é possível se divertir com o cachorro carregando seu chinelo para o quarto.

Quando acordo com o pé esquerdo, sou canhoto.
Não existe dia derrotado.”

Aloha

Claudia Michepud Rizzo

 

Quando fala o coração… Prece Celta

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Prece Celta
(Autor desconhecido)

Que jamais, em tempo algum,o teu coração acalente ódio.
Que o canto da maturidade jamais asfixie a tua criança interior.
Que o teu sorriso seja sempre verdadeiro.
Que as perdas do teu caminho sejam sempre encaradas como lições de vida.
Que a musica seja tua companheira de momentos secretos contigo mesmo.
Que os teus momentos de amor contenham a magia de tua alma eterna em cada beijo.
Que os teus olhos sejam dois sóis olhando a luz da vida em cada amanhecer.
Que cada dia seja um novo recomeço, onde tua alma dance na luz.
Que em cada passo teu fiquem marcas luminosas de tua passagem em cada coração.
Que em cada amigo o teu coração faça festa, que celebre o canto da amizade profunda que liga as almas afins.
Que em teus momentos de solidão e cansaço, esteja sempre presente em teu coração a lembrança de que tudo passa e se transforma, quando a alma é grande e generosa.
Que o teu coração voe contente nas asas da espiritualidade consciente, para que tu percebas a ternura invisível, tocando o centro do teu ser eterno.
Que um suave acalanto te acompanhe, na terra ou no espaço, e por onde quer que o imanente invisível leve o teu viver. Que o teu coração sinta a presença secreta do inefável!
Que os teus pensamentos e os teus amores, o teu viver e a tua passagem pela vida, sejam sempre abençoados por aquele amor que ama sem nome.
Aquele amor que não se explica, só se sente. Que esse amor seja o teu acalento secreto, viajando eternamente no centro do teu ser.
Que a estrada se abra à sua frente. Que o vento sopre levemente às suas costas.
Que o sol brilhe morno e suave em sua face.
Que respondas ao chamado do teu Dom e encontre a coragem para seguir-lhe o caminho. Que a chama da raiva te liberte da falsidade.
Que o ardor do coração mantenha a tua presença flamejante e que a ansiedade jamais te ronde.
Que a tua dignidade exterior reflita uma dignidade interior da alma.
Que tenhas vagar para celebrar os milagres silenciosos que não buscam atenção.
Que sejas consolado na simetria secreta da tua alma.
Que sintas cada dia como uma dádiva sagrada tecida em torno do cerne do assombro.
Que a chuva caía de mansinho em seus campos…
E, até que nos encontremos de novo…
Que os Deuses lhe guardem na palma de Suas mãos.
Que despertes para o mistério de estar aqui e compreendas a silenciosa imensidão da tua presença.
Que tenhas alegria e paz no templo dos teus sentidos.
Que recebas grande encorajamento quando novas fronteiras acenam.
Que este amor transforme os teus dramas em luz, a tua tristeza em celebração, e os teus passos cansados em alegres passos de dança renovadora.
Que jamais, em tempo algum, tu esqueças da Presença que está em ti e em todos os seres.
Que o teu viver seja pleno de Paz e Luz!

Ótimo final de semana,

Namastê.

Pedro Michepud Rizzo

Quando a gente anda sempre pra frente

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“Quando a gente anda sempre para frente, não pode mesmo ir longe”.

Dentre tantas frases, uma mensagem do clássico Pequeno Príncipe me saltou aos olhos: “Quando a gente anda sempre para frente, não pode mesmo ir longe”.

Me peguei refletindo sobre isso e penso que essa mensagem resume muitos aprendizados que devemos carregar na vida. Há quem insista num caminho e segue-o até o final; há quem se disponha a realizar os sonhos dos familiares e leva isso como missão de vida; há quem construa crenças sobre o mundo e as pessoas e as carregam por toda a vida. Certamente não há nada de errado em ter metas e batalhar para conquista-las, mas acredito que sábio é aquele que sabe parar, rever e, muitas vezes, redesenhar a rota.

Nem sempre aquilo que sonhamos aos vinte e poucos anos é o que faz nosso coração vibrar aos quarenta. Na natureza, tudo passa por mudanças e, não diferente disso, assim somos nós. Enquanto as estações passam, uma árvore muda e o ambiente se adapta às intervenções de cada geração humana.

Porém, há quem insista em manter convicções antiquadas, trilhar caminhos sinuosos, manter um comportamento egoísta e ser feliz de fora para dentro. Acredito, justamente, que somente o contrário poderá trazer a genuína felicidade. Ou seja, ser feliz de dentro para fora.

Se um dia você desejou seguir determinada profissão mas hoje você sente que isso não o faz feliz, tenha a sabedoria de mudar de estrada e bancar suas escolhas. Se você escolheu uma pessoa e, um dia no passado, jurou o amor eterno que hoje já não existe mais, tenha a delicadeza de dar passagem aos seus sentimentos. Se você sempre alimentou preconceitos seja racial, opção sexual ou até mesmo ideológico, permita-se rever e buscar o caminho da empatia e da serenidade.

Uma vida sem metas é uma vida frágil, vazia, sem sentido. Mas de nada adiantam objetivos se não tivermos o bom senso para lapidá-los conforme o amadurecimento que os anos nos proporcionam. Tenha metas, claro. Persiga-as. Mas não seja um bárbaro que marcha por um caminho passando por cima de pessoas, de situações e do próprio coração. Numa dessas, ao caminharmos sem visitar as oportunidades e as portas que se abrem, perdemos a chance de enxergar as sutilezas da estrada.

Não é possível ir tão longe se andarmos sempre a frente, já disse o Antoine de Saint-Exupéry. Às vezes, explorar o caminho ao lado pode ser mais rico e valioso do que qualquer escolha.

Tire suas viseiras e acrescente flexibilidade na sua vida. Experimenta.

Amor, luz e consciência. Sempre.

Cíntia Michepud

Se é amor, tenta, insiste, reinventa!

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E eu aposto que você conhece alguém que com seus vinte e poucos anos já teve 10, 15, 20 namoros subsequentes. Confesso que fico me perguntando como é possível mudar o disco tão depressa, limpar a casa, arrumar as gavetas e organizar os sentimentos. Nesse vai-e-vem de relações, o amor-próprio vai se perdendo e, quem sabe, a pessoa que iria te fazer feliz entrou, passou e você nem percebeu. E, é sobre essa falta de ‘insistência’ que quero falar.

Duas vidas, duas vontades, duas histórias distintas: não é simples sincronizar tudo isso e muitos desistem no caminho. Não acredito no amor redondo, perfeito, feito sob medida, mas acredito que se é amor, amor mesmo, vale a pena tentar, “retentar”, repensar e  insistir.

E é sobre isso que Danielle Daian também discorre. Assim como ela, concordo que, se ainda há uma fagulha, vale o esforço para fazer a chama brilhar novamente. Vamos à leitura?

Sou de uma geração em que as pessoas consertam as coisas ao invés de simplesmente jogar fora.”

Disse ele parado ali, completamente estarrecido pela brisa fria da porta enquanto ela se preparava para fechar definitivamente os trincos e deixar um capítulo inteiro da sua vida para trás. Os olhos marejados de angústia e abandono não sabiam mentir o passado de brigas, mágoas e tormentas. É que às vezes a gente machuca o outro mesmo sem saber, assim, nas pequenas indelicadezas do cotidiano. Quando se vê, a embarcação já está avariada demais para continuar a travessia. Os pedaços se desconstroem ali mesmo, numa imensidão de sentimentos, palavras e reticências. E como é fácil abandonar os destroços daquilo que um dia fez viagens tão extraordinárias. O desamparo hoje vive lado a lado com a solidão. Em uma sociedade carente de cuidados, os relacionamentos muitas vezes são tratados como objeto descartável e jogados no lixo com a mesma facilidade com que se despreza uma folha de papel rabiscada.

Manter uma dança a dois é quase tão difícil quanto encontrar alguém para subir ao palco. Se tudo fossem flores se chamaria jardim e não relacionamento. Confesso achar extremamente complicado essa história de colocar alguém com uma trajetória de vida, criação e valores completamente diferentes dos nossos dentro das páginas do nosso livro. A gente veio por um caminho e o outro por uma trilha completamente diferente, sendo assim, é mais do que esperado que ambos se comportem de formas distintas frente a possíveis contratempos. Pela falta de tato em compreender as andanças do outro, surgem as brigas e discussões que instigam um dos dois a abandonar o navio mais cedo. É tão comum a gente jogar tudo para o alto por tão pouco. Tanto sentimento bonito que demorou deliciosos parágrafos para ser construído. Uma divergência de opiniões, um desacordo momentâneo, verde ou rosa, calabresa ou quatro queijos, Paris ou São Paulo, direita ou esquerda, norte ou sul, passado ou futuro. Tudo, dos mínimos aos maiores percalços, quando a relação não está bem consolidada, parece ser motivo de renúncia. É muito mais fácil terminar uma parceria que não está dando certo do que simplesmente tentar acertar os pontos de discordância para que o “tique-taque” do relógio seja encantadoramente o mesmo. No mundo da facilidade, quando algo se quebra, na medida do possível, se troca por outro. Premissa que infelizmente desancora muitos romances por aí.

De fato, à primeira vista, pode parecer muito mais fácil ficar à deriva. Afinal de contas o mar está abarrotado de peixes. Mas se a cada turbulência for necessário recomeçar o fluxo de novo e de novo e de novo, a terra nunca será vista. Imagine os grandes navegadores voltando ao porto na primeira turbulência. Embarcar no caminho do outro também faz parte de uma viagem duradoura. Descompassos sempre existirão aqui, ali ou acolá. O que importa mesmo é o quanto de você está de fato entregue nesta parceria, e só. Caso contrário, é apenas um círculo vicioso de troca de protagonistas. Não existem relacionamentos, pessoas ou momentos perfeitos. O que existem são pessoas realmente dispostas a velejar não importa as condições do tempo. O amor é um vento poderoso. Quando a gente deixa, quando o coração tá cheinho de permissividade ele consegue ser brisa, ventania e furacão na proporção certa, só direcionar as velas que o amor faz o resto.

Relacionamento exige muito mais que disposição, demanda constância e perseverança. Uma vez que os rumos da embarcação são estabelecidos, na maioria das vezes uma boa conversa e respirar (bem fundo) são capazes de fazer milagres. Não é porque sua xícara preferida lascou que ela perdeu todo o simbolismo afetivo ou o aroma doce do café da sua mãe. Vai dizer que a comida da vovó na panela que mal se aguenta no fogão não é muito melhor do que muita massa de restaurante requintado?!

Se não tem jeito mesmo, pule da prancha e continue a nadar. Mas se ainda resta um pontinho que seja de vontade e bem querer, reparar as arestas, por mais complexo que possa parecer, pode ser muito mais prazeroso e recompensador do que começar o jogo do amor do zero. Um brinde aos recomeços e outro tintilar de taças ainda maior para as permanências.

Saiu pela porta porque o livre arbítrio a permitia. Voltou, porque sabia que alguém a esperava pacientemente segurando as chaves deixadas impetuosamente para trás.

- Trouxe a cola – disse ela. E um coração novinho em folha também.”

Amor, luz e consciência. Sempre.

Cíntia Michepud

Restrição e abundância

prosperidade

O texto que segue, de autoria da escritora portuguesa Alexandra Solnado,  leva a reflexão do poder que detemos e de como somos capazes de restringi-lo ou não. O título é “Restrição e abundância”. Espero que apreciem.

 

“A natureza é abundante. Há muita água, muitas árvores, muitas flores e muitos frutos. Há muitos peixes, muitas espécies, muitos humanos e muita terra.
A terra é grande e se os recursos forem utilizados corretamente, dá para todos. Todos podem ter tudo, literalmente.
E porque não têm? 

É difícil perceber isto, mas a verdade é que o ser humano não tem o que precisa porque vibra pela restrição.
Para simplificar vou dizer-te o seguinte: o ser humano não tem porque tem medo de não ter. Parece irônico, não é? Mas é verdade.
Mesmo os homens que detêm mais poder têm medo de perdê-lo. Então agarram-se a ele de tal forma, que desvirtuam o propósito que os levou lá. 
Mesmo os homens que detêm os maiores bens. Assim que os alcançam, mudam de vibração. Passam a ter medo de os perder. Até podem morrer ricos, mas aquele medo no peito, aquela insegurança, vai minando as células emocionais. Morrem ricos, mas assustados. Passam a vida toda angustiados. Tentam manter. Manter é mais difícil do que alcançar. 
E quem não tem nada? Quer ter! Luta, batalha, humilha, emite energia de restrição. Quem não tem, quer ter. Quem tem, quer manter. Restrição pura. Em nome disso, homens lutam contra homens, homens maltratam homens, homens humilham homens. Restrição pura.
A vida é um hino à Natureza. A vida é uma homenagem à própria vida. Se souberes que nada é teu, que tudo o que a vida te empresta é para ser vivido, aproveitado, “curtido” até à última gota. De bom e de mal. Não querer chegar a lado nenhum, querer apenas estar, ser, se possível, feliz; se não, processar todas as dores para que elas desapareçam depressa e um novo dia surja. 
Não fugir das dores, não! Chorá-las.  Fazer o luto de cada dia, de cada coisa, e só depois seguir em frente. Não deixar nada para sentir depois. Não deixar nada para trás. O peito vai ficando limpo. O coração vai ficando calmo. As emoções vão ficando em dia. As lágrimas, depois que saem, dão lugar a um sorriso largo.
Deixar de vibrar pela restrição é saber que o dia de hoje é único e nunca mais vai voltar. E o dia de hoje é sempre uma grande oportunidade de viver. E se for bem vivido, o amanhã será ainda melhor. “
Um Salve à Vida!!!
Beth Michepud

Ser feliz é uma questão de escolha

feliz

Muitas vezes, quando tudo vai bem, não damos valor àquilo que já conquistamos.

Muitas vezes, acostumados com a maré tranquila, nos esquecemos de agradecer a calmaria e começamos, sem perceber, a alimentar situações pequenas que tornam-se monstros da desarmonia.

Percebi que o ser humano tem a incrível capacidade de fazer germinar aquilo que ele põe a mão e então vemos minúsculas desavenças se tornarem grandes árvores ou simples antipatias transformarem-se em desafiadoras convivências. Pergunto-me, então, por que não fazer florescer aquilo que é do bem, que agrega, que agrada? Por que alimentar o que não nos fortalece nem tão pouco impulsiona? Por que direcionar o olhar para coisas externas quando podemos olhar para dentro de nós e escolher a todo momento o queremos fazer crescer?

Venho notado que não treinamos a nossa visão e capacidade de escolha, algo parecido com a parábola que pergunta “qual lobo você vai alimentar”. Há pessoas que, quando tudo está bem, precisam encontrar algo do que se queixar, um ponto para reclamar. Há aquelas que acreditam que, por não expressarem seus sentimentos, não estão incentivando o crescimento do lado negativo de situações e relações. Também há quem se queixe por nada, por simples costume de atuar como vítima.

Em todas essas situações o resultado será nocivo. Nocivo para um relacionamento, um ambiente ou para si próprio. Quem vive na maré tranquila e precisa encontrar uma corrente turbulenta, deixa de aproveitar do magnífico poder da gratidão, força que transforma e que traz uma felicidade serena imensurável. Aqueles que não se expressam acreditando que dessa maneira não irão alimentar determinado ponto acabam por se intoxicar com as próprias palavras não ditas e alimentando da mesma forma aquilo que não as agrada – quando, enfim, tudo encontra uma válvula de escape para vir à tona, estragos maiores acontecem, tanto para quem diz quanto para quem ouve. E, aqueles que assumem o papel de vítima, vivem na mais venenosa das situações – com certeza, a função de ‘tadinho’ é completamente incompatível com o caminho da prosperidade e da alegria.

Se eu pudesse, desejaria que todos os seres humanos assumissem sua luz interna. Desejaria que todos ouvissem seus corações e soubessem olhar a vida com os olhos da alma, olhos sábios capazes de emanar gratidão e abençoar ao mesmo tempo. Desejaria encontrar um mundo onde as pessoas falassem o que pensam com amor em cada palavra e, por outro lado, os ouvintes fossem capazes de ouvir sem julgamentos e com compreensão.

Se a sua vida está boa, não deseje uma desgraça para dar valor a isso. Se algo lhe incomoda, por menor que seja o ponta, diga, converse, pontue – o ser humano não nasceu para ser uma panela de pressão. E, se a sua vida não está boa, entenda de uma vez que ser o ‘coitado’ não vai muda-la e que receber a energia de ‘dó’ dos outros é completamente prejudicial à saúde do corpo e da alma, ou seja, mude você mesmo aquilo que deseja mudar e agrade a si mesmo antes de agradar o próximo.

Por uma vida mais leve, onde ser feliz é uma questão de escolha.

Amor, luz e consciência. Sempre.

Cíntia Michepud

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